Três informações que este levantamento precisa não estão publicadas em nenhum lugar público. Elas existem: um órgão as tem guardadas. O único caminho que resta é pedir formalmente — e pedir é coisa que uma pessoa faz, não um programa. Este documento escreve os três pedidos, prontos para serem protocolados.
Escrever não é protocolar. Nenhum destes pedidos foi enviado. O campo "Protocolo" de cada um fica em branco até que alguém o entregue ao órgão e anote aqui o número que receber. E nada no levantamento muda porque um pedido existe: só muda quando um documento respondido chega.1
A base legal dos três é a mesma: a Lei de Acesso à Informação (LAI),2 que obriga qualquer órgão público a entregar a quem pedir a informação que guarda, e o decreto que a aplica no Distrito Federal.
Para quem: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).3
O que se pede: os números de seis painéis que a própria Secretaria mantém sobre filas de espera — a fila de marcação de consultas e exames, a projeção de quanto ela vai crescer, as marcações feitas, as cirurgias agendadas, as consultas de especialidade e o acompanhamento das cirurgias. Pede-se o conteúdo dos seis, ou uma planilha equivalente, para o período mais recente e, se possível, para os últimos 12 meses.
| Painel | Número publicado |
|---|---|
| Fila SISREG | 20334 |
| Projeção das Filas de Espera | 21575 |
| Marcações SISREG | 20385 |
| Cirurgias SISREG | 21205 |
| Consulta OCIs | 20483 |
| Monitoramentos de Cirurgias | 26970 |
Por que cabe pedir: os seis painéis estão listados no índice do próprio site da Secretaria, com nome e número. Qualquer pessoa vê que eles existem. Mas todos os seis, ao serem abertos, pedem senha. Não é informação que ninguém reuniu: é informação reunida, anunciada e trancada.4
Protocolo: _(em branco — preencher quando protocolado)_ Data do protocolo: _(em branco)_
Para quem: a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, que é quem contratou o hospital e a quem o hospital tem de prestar contas.5
O que se pede: os balanços auditados do Hospital da Criança de Brasília (HCB) referentes ao contrato pelo qual ele é gerido, todos os anos disponíveis, com o parecer de quem os auditou — exatamente como a instituição que administra o hospital os entregou à Secretaria.
Por que cabe pedir: a página de balanços no site do hospital não existe. Ela responde como se existisse, mas devolve a mesma página genérica, do mesmo tamanho exato, que qualquer endereço inventado devolve naquele site.6 A instituição que administra o hospital é uma associação privada e pode simplesmente não responder a um pedido feito a ela. A Secretaria, não: é ela quem contratou, é a ela que o contrato manda prestar contas, e é ela que a lei obriga a responder. O pedido é por um documento que a Secretaria já tem — não por um documento que alguém ainda teria de produzir.
Protocolo: _(em branco — preencher quando protocolado)_ Data do protocolo: _(em branco)_
Para quem: o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).
O que se pede: quantos médicos tiveram registro ativo no Distrito Federal em cada ano, pelo período mais longo que o conselho guardar nos seus próprios arquivos.
Por que cabe pedir: o site do conselho funciona, mas não publica esse total ano a ano. O que ele oferece é a consulta de um médico por vez, protegida por um teste anti-robô que este projeto se recusa a burlar.7 Não há nenhuma outra porta aberta pelo próprio conselho que leve a um total.8 O único levantamento disponível hoje é de terceiros e conta inscrições feitas, não registros ativos — serve de aproximação, nunca da série do conselho.9
Protocolo: _(em branco — preencher quando protocolado)_ Data do protocolo: _(em branco)_
De onde veio cada número, como foi lido e o que ainda falta. O texto acima não precisa destas notas para ser entendido; elas estão aqui para quem quiser conferir.
dados/raw/manual/, lido por processamento próprio); só a chegada dele move uma linha de cobertura. Nenhuma rede foi contatada para redigir estes pedidos. ↩info.saude.df.gov.br, são medidos e publicamente listados no índice do próprio host, e todos os seis redirecionam para autenticação (wp-login.php). processamento próprio (sondas()) registra essa medição a cada execução. SISREG é o Sistema Nacional de Regulação; OCI, Oferta de Cuidado Integrado. ↩hcb.org.br/transparencia/demonstracoes-contabeis/ devolve HTTP 200 com 33.886 bytes — o mesmo número de bytes, byte a byte, de um endereço que não pode existir naquele host: é o catch-all do site, não uma página publicada. Os balanços pedidos são os do contrato CG 076/2019. ↩crmdf.org.br responde e é navegável; a busca individual por médico é protegida por reCAPTCHA validado no servidor, que este projeto se recusa a automatizar — o mesmo limite aplicado ao Conselho Federal de Medicina (CFM). ↩robots.txt, sitemap.xml, API REST) que aponte para uma série agregada; processamento próprio (_sonda_crmdf) mede isso a cada execução. O trabalho que estabeleceu o que o CRM-DF publica e não publica é o da apuração de 2026-09-21 deste repositório; este pedido não repete a investigação, só a converte em requerimento. ↩