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Saúde no DF · relatório 09
A rota da análise
O que isto é. Um plano em sequência, escrito em 06/09/2026, do repositório como ele estava até os quatro entregáveis que a missão revista pede. Cada passo tem o tamanho de uma etapa do fluxo do projeto: um escopo, as fontes que usa, as tabelas que produz e um critério de conclusão que pode ser conferido por máquina. Números de etapa não são atribuídos aqui.
Regra de leitura. Todo passo nomeia o padrão de script já existente que ele estende, então nada aqui pede maquinário novo a menos que diga. Três passos dependem de decisões que só quem opera pode tomar; estão marcados DECISÃO, e tudo que vem depois deles carrega a decisão em que espera.
Os nomes dos sistemas públicos citados aqui estão abertos uma vez, ao pé da página.1
Etapa 0 — Fundações (ainda sem dado)
Passo 0.1 Autorizar os novos hospedeiros
- Por quê. A coleta só busca em hospedeiros que tenham uma linha de autorização. A missão nomeia cinco famílias de hospedeiros que não têm nenhuma.
- Linhas a acrescentar. Os dois hospedeiros da Câmara Legislativa; o do Tribunal de Contas; o painel de folha de pagamento da Secretaria; os caminhos dos óbitos, dos nascidos vivos e do histórico de estabelecimentos no servidor de arquivos do departamento de informática do SUS (DATASUS) — a linha das internações existe, os caminhos não; as tabelas de população na interface de séries do instituto de estatística (a linha do índice de preços existe, as de população não).
- Concluído quando. Cada hospedeiro tem uma linha medida numa execução real, e cada nova necessidade tem uma linha de cobertura no estado pendente.
Passo 0.2 DECISÃO — automação de navegador
- A pergunta. Quatro fontes estão atrás de firewalls de aplicação: o cadastro de cursos de medicina, o site de legislação do DF (tabelas de vencimento e toda lei distrital), a biblioteca virtual do ministério (o anexo da portaria de 2002 com os parâmetros de leitos) e o conselho de medicina (demografia médica). O projeto não tinha navegador automatizado, por escolha deliberada.
- Opção A. Adotar um navegador como uma dependência fixada, com a regra de que ele só busca o que uma pessoa buscaria clicando. Destrava o bloco de formação médica, a série de tabelas de vencimento no bloco de carreiras e o anexo da norma no bloco de leitos.
- Opção B. Não adotar. Aquelas quatro necessidades são declaradas lacunas com o firewall como motivo, e os blocos de formação e de carreiras são escritos com o que as fontes não bloqueadas dão.
- Concluído quando. A resposta está registrada.
Passo 0.3 DECISÃO — uma plataforma de terceiros como segunda rota
- A pergunta. Existe uma plataforma que republica óbitos, nascidos vivos, internações, estabelecimentos e o censo da educação superior sem firewalls, mas ela é uma republicadora de terceiros e exige uma conta de nuvem. Usá-la significa citar um espelho, não a origem.
- Recomendação. Usá-la só como conferência cruzada, e para o censo da educação superior se a Opção B for escolhida em passo 0.2; nunca como a fonte citada de uma cifra que o DATASUS publica diretamente.
- Concluído quando. Registrado.
Etapa 1 — A espinha causal (blocos 1, 5 e 2)
Estes três blocos carregam a tese e quase nada deles estava no repositório. Vão primeiro.
Passo 1.1 Bloco 1 — indicadores de saúde, 1996–2024
- Fontes. Microdados reduzidos de óbitos e de nascidos vivos (servidor de arquivos, arquivos do DF, por ano); cobertura vacinal pelo tabulador do DATASUS; esperança de vida pela interface de séries do instituto de estatística.
- Padrão. O leitor de arquivos de
sih.py para os microdados; tabnet.py para a vacinação; o cliente de séries já usado no índice de preços para o instituto de estatística.
- Tabelas.
sim_obitos (óbitos por capítulo de causa, faixa de idade, região administrativa de residência, ano), sinasc_serie (nascimentos, baixo peso, consultas de pré-natal, ano), mortalidade_infantil e mortalidade_materna (derivadas das duas acima, com a fórmula na própria linha), cobertura_vacinal, esperanca_vida.
- Regra de janela. Toda tabela carrega início e fim da janela; onde a série é mais curta do que "os anos 2000" o dossiê diz quais anos ela tem de fato.
- Concluído quando. Cada série reproduz o total do DF publicado pelo próprio DATASUS em pelo menos dois anos, no mesmo padrão de reconciliação que as internações já usam.
Passo 1.2 Bloco 5 — carreiras: remuneração, estagnação e vacância
- Fontes. O painel de folha de pagamento da Secretaria (achar a interface por baixo dele do mesmo jeito que se achou a de despesa no portal da transparência); a página de cargos vagos e ocupados do portal da transparência; o diário oficial para concursos e nomeações (só índice); as tabelas de vencimento do site de legislação (espera passo 0.2).
- Padrão. Os leitores de interface do portal da transparência; o leitor de índice já usado nos contratos do Hospital da Criança para o diário oficial (endereço e título, sem análise do conteúdo).
- Tabelas.
remuneracao_carreira (remuneração mediana por carreira por mês), cargos_vagos, concursos_nomeacoes (índice), vencimento_tabela (se passo 0.2 = A). Estender a série do índice de preços até o primeiro ano que a folha der.
- Derivada.
remuneracao_real = nominal ÷ índice de preços, com o ano-base declarado.
- Concluído quando. As três séries — remuneração real, cargos vagos, cargos ocupados — existem para a mesma janela, e o dossiê pode enunciar a associação sem estimar uma única célula.
Passo 1.3 Bloco 2 — atenção primária: unidades contra a cobertura que declaram
- Fontes. As exportações de cobertura da atenção primária para o DF, em duas janelas declaradas (a fórmula antiga, de 2007 a 2020, e a do Previne Brasil, de 2021 em diante) — e elas não são emendadas; o histórico de estabelecimentos para equipes de saúde da família e agentes comunitários por competência (bases anuais do servidor de arquivos); e as internações evitáveis filtradas dos microdados de internação já carregados, pela lista de códigos da portaria de 2008.
- Padrão. O carregador de bases anuais de estabelecimentos; um script de tabela derivada para as internações evitáveis (sem buscar nada).
- Tabelas.
aps_cobertura_egestor (duas janelas), equipes_aps_serie, ubs_serie, icsap_serie, e a tabela de razão habitantes_por_equipe por ano e, onde o cadastro der a região administrativa, por região.
- Concluído quando. A razão existe como série e o total de internações evitáveis de um ano bate com a tabulação do próprio tabulador público para o DF.
Etapa 2 — Capacidade e o contraponto (blocos 3 e 6)
Passo 2.1 Bloco 3 — de um retrato para uma série
- Fontes. As bases completas do cadastro de estabelecimentos, uma competência por ano de 2005 a 2026; a tabela de serviços classificados da mesma base para nefrologia e a de equipamentos para máquinas de diálise; as internações por estabelecimento (já carregadas).
- Padrão. Exatamente o carregador da competência atual, parametrizado pela competência; o script que coloca cada estabelecimento numa região administrativa, refeito por competência.
- Tabelas.
leitos_serie_ra, leitos_serie_regiao (enfermaria e UTI adulta, pediátrica e neonatal em separado), hemodialise_capacidade, hospitais_regionais (nome, região administrativa, ano de abertura, fonte), dimensionamento_serie (o dimensionamento existente recalculado por ano contra a população daquele ano).
- Demanda reprimida. Não é publicada. Protocolar um pedido de acesso à informação à Secretaria pela fila de regulação por especialidade e região, e guardar o pedido (número e data) como uma linha de sondagem. Até ser respondido, o dossiê diz isso.
- Concluído quando. A linha de 07/2026 da série é igual, na unidade, às tabelas de dimensionamento atuais.
Passo 2.2 Bloco 6 — o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGES-DF) contra o Hospital da Criança, três tabelas derivadas
- Fontes. Nada novo a buscar: a série de demonstrações (repasses ao IGES-DF), os leitos por estabelecimento (das unidades do IGES-DF e do Hospital da Criança), os microdados de internação (produção por código de estabelecimento) e as opiniões de auditoria. Mais uma resondagem: a página de demonstrações contábeis do Hospital da Criança — o guia de entrada diz que ela responde, a tabela de cobertura diz que está ausente; uma das duas está velha.
- Tabelas.
custo_por_leito e custo_por_internacao (repasse ÷ leitos, repasse ÷ internações, por entidade e por ano, com a fórmula na linha); desfechos_por_entidade (óbitos hospitalares, permanência média, a partir das internações); transparencia_matriz (o que cada uma publica: tipo de documento × formato × granularidade, uma linha por célula, com o endereço).
- Fragmentação. Uma necessidade de índice: quais serviços saíram da rede direta da Secretaria e quando (os contratos de gestão e os aditivos já estão indexados) — um índice, não uma narrativa.
- Concluído quando. Cada uma das quatro dimensões que a missão nomeia tem ao menos uma tabela, ou uma linha de lacuna dizendo exatamente o que não é publicado.
Etapa 3 — Responsabilização (blocos 7, 8 e 4)
Passo 3.1 Bloco 8 — o registro da Câmara Legislativa
- Fontes. A interface pública de proposições da Câmara, para requerimentos de informação, convocações, projetos e comissões de inquérito, com autoria, data, número e tramitação; o relatório analítico e o parecer prévio do Tribunal de Contas por ano (índice); o julgamento de cada um pela Câmara; as emendas parlamentares à saúde no portal da transparência (autorizada, empenhada, paga).
- Padrão. O leitor paginado de interface já usado no IGES-DF, com a contagem conferida contra o total que o próprio servidor informa; o leitor de índice dos contratos para o Tribunal de Contas.
- Tabelas.
cldf_proposicoes_saude, tcdf_pareceres_previos, cldf_julgamento_contas, emendas_saude.
- A junção.
momentos_de_virada: para cada ano em que um indicador da Etapa 1 virou, as proposições daquele ano e do seguinte, com o instrumento usado ou não usado. É a tabela que permite ao leitor tirar a inferência que a missão deixa para ele.
- Concluído quando. A contagem de proposições de um ano bate com a busca do próprio portal da Câmara.
Passo 3.2 Bloco 7 — prometido, orçado, executado, entregue
- Fontes. Os valores planejados das leis orçamentárias (site de legislação, espera passo 0.2; documentos da Secretaria de Economia como alternativa); os endereços do portal da transparência estendidos a empenhado e pago (o de liquidado já existe); as metas do Plano Distrital de Saúde 2024–2027 a partir do documento já guardado, com um traçado de leitura declarado (a extração anterior foi rejeitada como ruído); os relatórios anuais de gestão pelo sistema federal (índice); e os planos de governo de 2018 e 2022 pelo sistema de divulgação de candidaturas (índice).
- Tabelas.
orcamento_saude_etapas (aprovado, autorizado, empenhado, liquidado e pago por ano), pds_metas (meta, alvo, alcançado, página da fonte), promessas (índice).
- Concluído quando. A diferença entre cada par de estágios é uma coluna calculada, nunca uma frase.
Passo 3.3 Bloco 4 — formação médica, 35 anos (espera passo 0.2 / passo 0.3)
- Caminho da Opção A. A consulta avançada do cadastro de cursos por navegador →
cursos_medicina_df (curso, instituição, ano de autorização, vagas); os microdados do censo da educação superior → medicina_ingressantes_egressos por ano; a demografia médica do conselho → medicos_por_mil (só no nível da unidade federativa — e dizendo isso).
- Caminho da Opção B. O censo da educação superior pela plataforma de terceiros, como espelho conferível; o cadastro de cursos e o conselho declarados lacunas com o firewall como motivo; a busca individual do conselho regional não automatizada (captcha).
- Retenção. Os vínculos de médicos em estabelecimentos da Secretaria por ano (bases anuais de passo 2.1) — o único indicador público aproximado para "ficou na rede pública". Nomeado como aproximação.
- Concluído quando. Em qualquer dos caminhos, toda linha do bloco tem uma cifra com fonte ou uma linha de lacuna.
Etapa 4 — Os documentos
Passo 4.1 Reestruturar o dossiê nos oito blocos
- O esqueleto de seis eixos é substituído pelos oito blocos da missão. O sumário executivo é reescrito em torno da cadeia causal, um parágrafo por elo, cada um com a referência da sua tabela.
- Conferência antiplágio como trava. Um script compara a nova estrutura de seções e todo cabeçalho de tabela contra o dossiê do adversário; qualquer coincidência reprova a execução.
- Concluído quando. O verificador rederiva toda afirmação contra as novas tabelas e a renderização é determinística.
Passo 4.2 Os três anexos
- Anexo de procedência. Gerado pelo verificador, e não mantido à mão como era.
- Lista de lacunas. Gerada da tabela de cobertura, das sondagens e das linhas de pedido de acesso à informação, agrupada por bloco, cada uma com o seu motivo (firewall, não publicado, descontinuado, bienal).
- Sumário executivo. Uma página, extraída do próprio dossiê pelo script de PDF, não escrita à parte.
- Concluído quando. Os três são saídas de uma execução, não arquivos.
Sequência e dependências
R0.1 ──► R1.1 ──► R1.3 ──► R2.1 ──► R2.2 ──► R3.1 ──► R3.2 ──► R4.1 ──► R4.2
│ ▲
R0.2 ──────┼──────────────────────────────────────┴──► R3.3
R0.3 ──────┘ (espera R0.2/R0.3)
R1.2 corre em paralelo com R1.1 depois de R0.1
- Caminho crítico: passo 0.1 → passo 1.1 → passo 1.3 → passo 2.1 → passo 3.1 → passo 4.1. Todo o resto encaixa ao lado.
- Primeiro resultado visível: passo 3.1, o bloco da Câmara, é o passo mais barato com cobertura zero — uma interface que devolve dados prontos, sem firewall, e um padrão de leitor que já existe. Se se quiser um resultado rápido antes da espinha, é o que se roda logo depois de passo 0.1.
O que esta rota se recusa a fazer
- Estimar qualquer célula para fechar uma série.
- Emendar as duas janelas de cobertura da atenção primária numa só linha.
- Automatizar uma busca protegida por captcha.
- Citar um espelho onde a origem publica a mesma cifra.
- Escrever a conclusão sobre intenção — as tabelas apresentam autor, data e número; a inferência é do leitor.
Notas
De onde veio cada número, como foi lido e o que ainda falta. O texto acima não precisa destas notas para ser entendido; elas estão aqui para quem quiser conferir.
- Vocabulário, aberto uma vez. CNES — o cadastro nacional de estabelecimentos, leitos e profissionais de saúde. SIH — o sistema de internações hospitalares do SUS. SIM — o sistema de registro de óbitos. SINASC — o sistema de nascidos vivos. TabNet — o tabulador web do DATASUS. FTP — o servidor de arquivos brutos do DATASUS, que o projeto já lê para o SIH. WAF — um firewall de aplicação que recusa clientes que não são navegadores; é o que bloqueia, hoje, o cadastro de cursos do ministério da educação, o site de legislação do DF, a biblioteca virtual do ministério da saúde e o conselho de medicina. RA — Região Administrativa (35). Região de Saúde — as sete regiões de saúde da Secretaria. ICSAP — internações por condições sensíveis à atenção primária, isto é, internações que a atenção primária deveria ter evitado. ↩