Saúde no Distrito Federal

DIMENSIONAMENTO — capacidade SUS contra parâmetro normativo

Nota de método. É a tabela que a Proposta de elaboração chama de o coração do eixo: o que o DF tem, contra o que a norma diz que precisaria ter.

Um déficit aqui é aritmética — capacidade menos parâmetro — e não uma afirmação sobre adequação clínica. A frase está aqui porque o número será lido como a afirmação mais forte.

O que mudou em 2026-09-06, e por que esta página inteira mudou de sinal

A linha de leitos gerais saiu da Portaria GM/MS 1.101/2002. Até esta data, o número mais importante deste projeto — quantos leitos de enfermaria faltam ao DF — era calculado sobre 2,5 a 3 leitos por 1.000 habitantes, um parâmetro de uma norma revogada em 2015 cujo texto nenhum artefato deste repositório jamais conteve: ele chegava aqui digitado à mão. Em 2026-09-06 ele foi substituído pela Equação 1 do Caderno de Critérios e Parâmetros Assistenciais do SUS (MS, 2017), o documento que substituiu a 1.101, medida com o SIH de 2024 e sem nenhum número digitado.

O resultado agregado do DF inverteu de déficit para superávit, e a desigualdade regional não inverteu. Os números estão na seção A Equação 1 do Caderno de 2017 abaixo e no dossiê §1.2–1.4; as tabelas antigas desta página, calculadas sobre a 1.101, seguem publicadas mais abaixo com esta advertência, citadas e não apagadas, porque um leitor que as leu precisa saber o que leu.

O que exatamente sobrou de transcrito. A frase logo abaixo — “os dois que produzem quase todos os números abaixo estão transcritos” — valia até 2026-09-06 e não vale mais. Sobrou um: a faixa de 4 % a 10 % do total de leitos hospitalares aplicada à UTI, que continua vindo da 1.101/2002 digitada à mão — e continua publicada, porque a leitura abaixo é ao lado dela, nunca a substituindo, por decisão do operador em 2026-09-18.

Corrigido na revisão de 2026-09-18. O parágrafo acima, até essa data, terminava dizendo que faltava a tabela de códigos do MARCA_UTI e que a rota estava aberta e sem resultado — isso não é mais verdade. O leiaute reduzido do SIH carrega MARCA_UTI e UTI_MES_TO (a marca de UTI e os dias de permanência em UTI); a tabela de códigos que faltava foi extraída de um documento fetchado do próprio DATASUS (ftp.datasus.gov.br, TAB_SIH.zip, membro CNV/MARCAUTI.CNV), nunca digitada. As Equações 2 e 3 agora são calculadas para UTI adulto e UTI pediátrica — ver a nova seção UTI pelas Equações 2 e 3 do Caderno 2017 mais abaixo nesta página e dossiê §3.5. UTI neonatal continua sem essa leitura, por um motivo herdado de Neonatologia (falta o fator de correção do sub-registro do SINASC), não por uma limitação do SIH.

Leia isto antes de qualquer número desta página

De oito parâmetros, dois foram lidos de documentos que este repositório contém. Os outros seis, não. O que resta transcrito — alguém digitou o valor à mão — é a proporção de UTI da Portaria 1.101/2002.

A frase que esta substitui, citada em vez de apagada: “De oito parâmetros, um foi lido de um documento que este repositório contém. Os outros sete, não. Os dois que produzem quase todos os números abaixo estão transcritos: alguém digitou o valor à mão.”

dados/processed/parametro_portaria_1101.json parece uma extração e não é uma. Um dos 24 extratores superados deste projeto baixou a página da Portaria GM/MS 1.101/2002, não leu nada dela, e gravou um dicionário digitado à mão, com uma observação do próprio autor mandando conferir o HTML bruto. O HTML está guardado em dados/raw/portaria_1101_2002.html: o corpo normativo dela termina na palavra ANEXO (o que vem depois é rodapé do site), e o Anexo, que é onde os parâmetros estão, não é publicado naquela página. As sequências leito, 2,5, 4%, 10% e 0,15 aparecem zero vezes nesse arquivo.

A página LINKA o Anexo, como PDF separado em bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/anexo/anexo_prt1101_12_06_2002.pdf. Uma versão anterior desta nota afirmava que a página não tinha link nenhum — era falso, e a revisão independente do derrubou a afirmação antes da publicação.

Esse caminho foi aberto em 2026-08-28 e ele não leva a lugar nenhum, e agora isso está medido em vez de suposto. O operador aprovou a linha de registro para bvsms.saude.gov.br em 2026-08-28, escrita antes da primeira requisição; o host foi então alcançado camada a camada. DNS resolve. TCP completa. TLS 1.3 completa, com certificado válido para o nome. E aí o servidor fecha a conexão sem enviar um byte — em todo caminho testado, inclusive /, nove tentativas, zero bytes nas nove.

Não é falha de rede, e a diferença importa. Quem o recusa se identifica. Uma única requisição — o preâmbulo de conexão HTTP/2 (PRI * HTTP/2.0) enviado sem ALPN ter negociado h2, que o servidor leu como método PRI sobre alvo * — devolveu a página de bloqueio renderizada em vez de derrubada: “The requested URL was rejected. Please consult with your administrator”, com support ID, que é a página do F5 BigIP ASM. Está em ../dados/raw/bvsms_f5_block.html; a porta 80 responde 302 assinado Server: BigIP, em ../dados/raw/bvsms_port80_302.txt. As duas requisições estão transcritas por inteiro em ../dados/raw/bvsms_f5_block.README.md, porque evidência que ninguém consegue auditar é afirmação. Nenhuma delas foi moldada para passar pelo controle: a que respondeu é a que o descreve, não a que o burla. É um WAF, e um WAF não é contornado aqui (um controle é medido e declarado, nunca burlado — a mesma linha que deixa o e-MEC e o CRM-DF onde estão). O estado é blocked, está em eixos_cobertura como linha do Eixo 1, e alcance_hosts remede a camada a cada execução em vez de repetir esta frase de memória.

O degrau mais alto continua fora de alcance, e a consequência é a que já estava escrita: os dois parâmetros continuam transcrito. O que mudou não é o estado — é que ele agora tem data, camada e evidência, em vez de ser um rodapé apoiado numa sondagem que ninguém refez.

A escala tem três degraus:

estado_fonte O que significa Quantos parâmetros
extraído lido de um documento que este repositório contém, a cada execução 2 — UTI neonatal (Quadro 5) e leitos gerais (Equação 1 + Quadro 43, novo em 2026-09-06)
transcrito está em dados/ como valor digitado à mão; a norma é nomeada e seu texto nunca foi lido aqui 1 — a proporção de UTI da 1.101/2002
sem fonte chega só pela prosa do documento de entrada, ou não chega — publicado como UNSOURCED, nunca calculado 5

A contagem anterior, citada: “extraído | 1 — UTI neonatal … transcrito | 2 — leitos gerais e a proporção de UTI”. O que moveu a linha de leitos gerais está na seção seguinte.

Isto não é uma ressalva de rodapé: é a condição que a auditoria de procedência mediu, encontrada outra vez, agora dentro do próprio cálculo. Uma versão anterior deste módulo marcava os dois parâmetros da 1.101 como sourced, e a revisão independente derrubou a marcação antes da publicação.

O parâmetro que está extraído, e como ele foi encontrado

O Caderno de 2017 — o documento que substituiu a Portaria 1.101 — traz, no seu Quadro 5 (Rede Cegonha), requisitos de leito por 1.000 nascidos vivos:

02 leitos de UTI neonatal para cada 1.000 nascidos vivos na região 03 leitos de UCI neonatal para cada 1.000 nascidos vivos na região 01 leito Canguru para cada 1.000 nascidos vivos na região

O denominador é nascidos vivos, e este projeto tem uma série do SINASC (nascidos_vivos_peso, TABNET). Logo o requisito de UTI neonatal é calculável a partir de um documento que está em dados/raw/ — e a extração roda a cada execução, com o trecho literal gravado em parametros_caderno_2017.texto_extraido. Se o documento deixar de trazer a frase, a aquisição falha em vez de continuar publicando o número velho.

Uma versão anterior desta nota dizia que o Caderno de 2017 não continha nenhum parâmetro de leito por 1.000 e que rodá-lo exigiria dados do SIH. Era falso, e o arquivo estava em dados/raw/, baixado por este mesmo trabalho. Foi a revisão independente que o abriu e encontrou o Quadro 5. Dizer “não conseguimos obter” sobre um documento que já está no repositório é exatamente a falha que a auditoria de procedência mediu, e ela apareceu aqui.

O que entra na conta

   
Capacidade leitos SUS de estabelecimentos ativos, competência CNES 202607
Denominador PDAD-A 2024 (ras_regioes.populacao_pdad), por decisão do operador em 2026-08-23
Chaves região de saúde (7), Região Administrativa (35), e a linha do DF
Conferência 6 grupos de internação e 4 categorias de complementares, cada um igual ao que o TABNET publica
Sinal déficit = necessário − existente: positivo é déficit, negativo é excedente; % é déficit / necessário

Duas das seis categorias são o TP_LEITO do próprio CNES; as outras quatro são um recorte deste módulo, e o que as autoriza é o TABNET. Enfermaria pediátrica é TP_LEITO 5 e enfermaria adulto é tudo o mais que não é complementar. As quatro restantes — UTI adulto, UTI pediátrica, UTI neonatal e cuidados intermediários — vivem todas dentro de um único TP_LEITO (3), e a partição entre elas é feita por co_leito neste módulo. A autoridade sobre esse recorte é o TABNET, que publica os complementares em 25 tipos nomeados: conferencia() reconcilia as quatro categorias contra eles, e a execução para se qualquer uma divergir. A conferência é grupo a grupo — os seis grupos de internação do TABNET contra o TP_LEITO, e as quatro categorias dentro dos complementares separadamente. As duas verificações são necessárias e nenhuma basta sozinha: um total agregado não enxerga um leito trocado de UTI para cuidado intermediário, porque os dois são complementares e a soma não muda. Inclui o único código em que as duas fontes discordam (66, unidade de isolamento, que o TABNET conta entre os complementares e o tbLeito classifica como clínico: são 16 leitos, reconciliados explicitamente e não diluídos). Um código complementar que se descreva como UTI e não esteja em nenhum dos três conjuntos faz a execução parar, em vez de cair na categoria residual — e o mesmo vale para um código complementar novo que não esteja na lista dos intermediários.

“Enfermaria adulto” é um agregado que este documento nomeia, não uma categoria do CNES. Ela absorve TP_LEITO 1, 2, 4, 6 e 7 — cirúrgicos, clínicos, obstétricos, outras especialidades e hospital/dia. Isso significa que a base do parâmetro de 2,5–3/1.000 inclui 614 leitos SUS obstétricos, 82 de hospital/dia e 432 de outras especialidades, que não são leitos de enfermaria adulta em nenhum sentido clínico. São até 1.128 leitos, e quem ler “enfermaria adulto” como enfermaria clínica de adulto erra por esse tanto. A alternativa seria inventar uma partição que o TP_LEITO não dá.

A norma que este cálculo usa foi revogada

A Portaria GM/MS 1.101/2002 foi revogada em 2015. O documento que a substituiu — Critérios e Parâmetros Assistenciais para o Planejamento e Programação de Ações e Serviços de Saúde no âmbito do SUS, MS, 2017, em dados/raw/MS-criterios-parametros-assistenciais-2017.pdf — cita a Portaria 1.101 três vezes e não repete nenhum dos dois parâmetros transcritos usados aqui. Isso é verificado a cada execução, não afirmado: a aquisição falha se algum dia passar a contê-los.

Para leitos gerais, o caderno de 2017 usa outro método: taxas de internação esperadas, tempo médio de permanência e taxa de ocupação por especialidade.

Até 2026-09-03 esta seção dizia que rodá-lo “exigiria dados do SIH que este projeto não tem”. Deixou de ser verdade, e a frase é corrigida em vez de apagada — em 2026-09-03 esses dados foram adquiridos. O SIH está aqui em duas interfaces: a série do TABNET nas duas leituras publicadas (por local de residência e por local de internação), 2008-2024, competência de atendimento [sih_serie_tabnet]; e os microdados reduzidos (arquivos RD), de onde sai o cruzamento especialidade do leito × faixa etária que o Quadro 38 exige e que o TABNET não é capaz de produzir — as duas dimensões vivem em arquivos .def diferentes e o TABNET só cruza dimensões dentro de um mesmo arquivo, o que foi medido contra as quatro famílias .def do SIH que este projeto alcança [sih_probes_def, sih_microdados_espec_faixa].

O termo que só o par de leituras produz, e que muda o resultado: o Fnr do caderno é 100/PIr, onde PIr é o percentual de internações de residentes. No DF ele não é termo de arredondamento. Em 17 anos, 733.271 internações ocorridas no DF foram de não residentes — 21,4 % do total —, e o PIr fica entre 76,04 % (2013) e 82,44 % (2011) em todos os anos da série, sem tendência [sih_residencia_fnr]. Em 2024, PIr = 77,60 % e Fnr = 1,2887: qualquer requisito de leitos calculado pelo método de 2017 para o DF é multiplicado por cerca de 1,29. O PIr é medido registro a registro pelo município de residência de cada AIH, não pela divisão das duas leituras do TABNET — essa divisão mistura universos (o numerador inclui residentes internados fora do DF) e dá 1,2782, errado por construção. O DF é o núcleo de uma RIDE e interna gente de Goiás e de Minas por desenho, e é isso que esse número mede.

CORRIGIDO EM 2026-09-06: a linha de leitos gerais NÃO está mais na 1.101 — a Equação 1 do Caderno 2017 a substituiu. A frase que estava aqui, citada em vez de apagada: “A linha de leitos gerais publicada acima continua na 1.101, e agora há uma segunda, pelo método do Caderno 2017, ao lado dela — nunca uma sobre a outra.” Isso valeu enquanto o método do Caderno só produzia linha do DF; desde que ele produz linha por RA (ver abaixo), a razão que mantinha a 1.101 no lugar acabou. Em 2026-09-06 foi adquirido o termo que faltava — a população de referência do Quadro 37, “× proporção sem plano de saúde”, dado da ANS — e computou seis das onze combinações tipo-leito/especialidade do Quadro 38 a partir do SIH e da ANS. As outras cinco (Obstetrícia, Neonatologia e as três UTI) permanecem UNSOURCED, cada uma por um motivo nomeado, nunca por um proxy inventado. Ver a seção Leitos gerais pelo método do Caderno 2017 abaixo.

Mas o caderno de 2017 não é só evidência de que a 1.101 caiu. Seu Quadro 5 traz parâmetros de leito por 1.000 nascidos vivos, e um deles é calculável aqui — ver a seção acima. Este documento afirmou o contrário até a revisão independente abrir o arquivo.

A 1.101 é usada, agora para UMA linha só — a proporção de UTI —, porque a Proposta a especifica e porque continua sendo o comparador que o debate público usa. Não é apresentada como vigente. A frase anterior dizia “para as duas linhas em que é usada”; a linha de leitos gerais saiu.

Leitos gerais pelo método do Caderno 2017 (Equação 1)

ESTE MÉTODO SUBSTITUIU A TABELA ACIMA EM 2026-09-06, e a frase que dizia o contrário está citada aqui em vez de apagada: “Este método não substitui a tabela acima — os dois ficam lado a lado. A tabela de leitos gerais por região/RA/DF, no topo desta página, continua calculada sobre a Portaria 1.101/2002 (transcrito).” dimensionamento_df, dimensionamento_regiao e dimensionamento_ra publicam agora a Equação 1 na linha de leitos gerais, com estado_fonte: extraído. Esta seção é a Equação 1 do Caderno de 2017, medida com os dados que este projeto adquiriu — a série do SIH e a proporção sem plano de saúde da ANS — em vez da tabela de referência dos Quadros 39–42, que o próprio Caderno oferece como alternativa quando a localidade não tem dado próprio (Quadro 44). O DF tem.

HÁ LINHA POR RA DESDE 2026-09-05, e a frase que dizia o contrário está citada aqui em vez de apagada: “Só há linha do DF. O SIH não carrega estabelecimento nem município de residência dentro do DF — só um sinalizador residente/não-residente — e por isso este método não produz linha por região de saúde nem por RA.” Ela era verdadeira sobre o campo MUNIC_RES, que é 530010 em toda linha do DF, e falsa sobre o registro inteiro: o CEP está em 96,8 % das AIH, e resolvê-lo contra a base postal dá a Região Administrativa de residência para 98,72 % das internações de residentes do DF [sih_residencia_ra]. leitos_gerais_caderno2017_ra publica 210 linhas — as 35 RAs oficiais x 6 categorias — e é o insumo da tabela por RA acima.

O que continua sendo medido no nível DF e não por RA: o Fnre. Ele corrige a demanda que chega de fora da população residente, e o cruzamento por RA é chaveado por onde o paciente mora, não por qual hospital o internou — não existe, nesse insumo, noção de “não-residente de uma RA”. O Fnre medido no DF por especialidade/faixa é aplicado a todas as RAs, e cada linha diz isso em fnr_procedencia. A taxa de ocupação esperada também é a do nível DF: o Quadro 43 escolhe a taxa pela capacidade instalada, e aplicá-lo por RA — onde toda RA cai numa faixa baixa, logo numa ocupação esperada menor, logo num requisito maior — seria mudar o modelo e a geografia no mesmo passo. Está registrado com condição de virada em _verifica_bracket.

Seis das onze combinações tipo-leito/especialidade do Quadro 38 são computáveis; cinco não. Obstetrícia e Neonatologia exigem um “Fator de Correção do sub-registro” do SINASC que nenhum artefato deste projeto contém (Obstetrícia exige também um recorte por segmento de cobertura que o arquivo da ANS não publica). As três categorias de UTI (Equações 2 e 3) exigem a proporção de internações que evoluem para UTI e o tempo médio de permanência em UTI. A frase que estava aqui era FALSA e está corrigida no lugar: “o SIH não marca, no leiaute reduzido que este projeto lê, se uma internação usou UTI nem por quantos dias.” Ele marca as duas coisas — o leiaute RD tem MARCA_UTI, UTI_MES_TO e UTI_INT_TO, e em janeiro de 2024 no DF 1.494 das 19.950 internações (7,49 %) tiveram dia de UTI, com média de 9,52 dias. Faltava a tabela de códigos do MARCA_UTI, que separa UTI adulto de pediátrica e de neonatal; escrevê-la de memória teria sido publicar uma asserção como medição, e por isso este parágrafo, até 2026-09-18, terminava aqui, com a rota aberta num registro interno. Corrigido na revisão de 2026-09-18: a tabela foi extraída de um documento fetchado do DATASUS (ftp.datasus.gov.br, TAB_SIH.zip, membro CNV/MARCAUTI.CNV), nunca digitada, e UTI adulto e UTI pediátrica agora saem calculadas pelas Equações 2 e 3, na tabela leitos_uti_caderno2017 — ver a seção logo abaixo. Nenhuma é publicada com um proxy inventado; três das cinco continuam UNSOURCED em leitos_gerais_caderno2017 (Obstetrícia, Neonatologia, UTI neonatal), cada uma com o motivo nomeado — a de UTI neonatal herdada do mesmo bloqueio de Neonatologia, não de uma limitação do SIH.

Tipo de leito Internações residentes 2024 TMP (dias) Fnr Necessário (recusa 1%–5%)
Pediatria clínica 40.529 4,32 1,3761 688 – 718
Pediatria cirúrgica 5.264 3,44 1,4398 74 – 78
Clínica 15-59 anos 35.518 6,86 1,2092 841 – 878
Clínica 60 anos ou mais 23.421 9,63 1,1225 723 – 754
Cirúrgica 15-59 anos 31.187 4,10 1,2720 464 – 484
Cirúrgica 60 anos ou mais 12.859 4,99 1,1478 210 – 220
Total (seis categorias)       3.000 – 3.132

Contra os 4.868 leitos SUS de enfermaria que o topo desta página conta, as seis categorias computáveis somam a um excedente, não a um déficit — o oposto da conclusão que a 1.101 produz (déficit de 2.175–4.522, a depender do denominador). As duas contas partem do mesmo CNES e chegam a sinais opostos porque medem coisas diferentes: a 1.101 aplica um parâmetro populacional fixo (2,5–3 leitos por 1.000 habitantes) e o Caderno 2017 aplica a taxa de internação e o tempo de permanência que o próprio DF mede. As duas ficam publicadas, nenhuma escolhida.

Achado medido e não explicado nesta sessão, publicado porque escondê-lo seria pior: quatro das seis taxas de internação computadas excedem substancialmente a faixa de referência do próprio Quadro 39. Pediatria clínica mede 135,4 por mil contra uma faixa de referência de 27,8–48,8; Clínica 15-59 mede 52,0 contra 13,8–24,6; Clínica 60+ mede 143,0 contra 72,4–116,8; Cirúrgica 15-59 mede 45,6 contra 21,5–35,7. As duas linhas de Cirúrgica ficam perto ou dentro da faixa (Pediatria cirúrgica, 17,6, dentro de 8,4–19,4; Cirúrgica 60+, 78,5, pouco acima de 44,0–72,6). O padrão — ESPEC=03/07 (clínica) diverge muito mais que ESPEC=01 (cirúrgica), com o mesmo denominador populacional — aponta para o numerador, não para a população de referência, mas não foi investigado a fundo. Candidatos, nenhum descartado:

  1. a correspondência ESPEC=07 -> Pediatria clínica e ESPEC=03 -> Clínica (a leitura deste projeto do vocabulário do SIH, não uma tabela do Caderno) pode ser mais larga do que o “leito clínico” que o Quadro 39 mediu nacionalmente;
  2. a correspondência código→faixa etária do arquivo da ANS (transcrita, não extraída — ver leitura da ANS) pode subestimar a população de referência;
  3. o DF pode genuinamente internar sua própria população residente sem plano a uma taxa mais alta que a média nacional que o Quadro 39 reflete — o filtro residente_df já exclui quem não mora no DF, então isto não é efeito de polo regional (a mesma RIDE que produz o Fnr de 1,29 aqui não entra: só residentes são contados no numerador);
  4. achado da revisão independente desta sessão: internacoes_residentes_2024 vem do SIH fixado em 2024, mas a ANS entra pelo arquivo tb_tx_*.dbc mais recente que o índice publica — nesta execução, quase dois anos à frente do numerador (ver defasagem_ans em leitos_gerais_caderno2017). A defasagem cresce a cada execução futura enquanto o ano do SIH ficar fixo.

As seis linhas ficam calculado porque a aritmética e a fórmula estão corretas sobre dados medidos — mas um leitor não deve tratar as quatro divergentes como validadas contra a própria referência do método. Candidato a achado de uma OS futura.

A população de referência da ANS não alimenta os leitos publicados, só a taxa de comparação acima. taxa_internacao_por_mil é a única coluna que a proporção sem plano de saúde afeta: leitos_necessarios_recusa_1pct/5pct dependem apenas de dias de permanência, Fnr, FRe e TOe — porque a taxa de internação, aqui, é medida diretamente do SIH em vez de escolhida de um Quadro de referência (a convenção do próprio Quadro 44, FRe=1). Não é um defeito desta implementação, mas não estava dito antes desta revisão independente (inercia_algebrica no mesmo campo).

UTI pelas Equações 2 e 3 do Caderno 2017

Publicada ao lado da faixa de 4 %–10 % da Portaria 1.101/2002 (topo desta página), nunca a substituindo — a tabela leitos_uti_caderno2017, medida sobre o SIH de 2024 com a tabela de códigos do MARCA_UTI agora extraída (ver acima). NIe é a internação geral residente (exclui Obstetrícia, ela própria UNSOURCED); pe é a proporção dessas internações com dia de UTI; TMP UTI é o tempo médio de permanência só nos dias de UTI; Fnre é recalculado no nível do grupo, não uma média das linhas individuais do Quadro 38; TOe é escolhido pelo Quadro 43 contra os leitos SUS da própria categoria de UTI, não os de enfermaria.

Convenção de arredondamento, a mesma que os leitos gerais desta página já usam (dimensionamento.py, deficit_min/max = round(lo/hi) - escopo): o banco guarda leitos_uti_necessarios_recusa_1pct/5pct como fração de leito (4 casas decimais); a coluna “Necessário” abaixo arredonda cada extremo para o leito inteiro mais próximo antes de compor a faixa, e o superávit é a diferença entre os leitos instalados e esse mesmo extremo já arredondado — nunca a diferença arredondada depois. pe e TMP UTI são exibidos com duas casas decimais, a mesma precisão que a tabela já usava.

Corrigido na revisão de 2026-09-18: o cruzamento por atendimento passou a usar o mesmo filtro de NIe que leitos_gerais_caderno2017 (IDENT=1, exclui Obstetrícia) para casar internação com marca de UTI — antes deste ajuste, pe, TMP UTI, “Internações c/ UTI” e a faixa “Necessário” vinham de um universo de internações diferente do NIe da mesma linha, e a tabela abaixo publicava os valores de antes do ajuste. Os números abaixo são os que o banco guarda agora; NIe e Fnre não mudaram (o ajuste não os afeta).

Categoria NIe pe Internações c/ UTI TMP UTI (dias) Fnre Leitos SUS instalados Necessário (recusa 1%–5%)
UTI adulto 102.985 9,48 % 9.760 8,78 1,2008 442 294 – 306
UTI pediátrica 45.793 6,06 % 2.775 9,25 1,3834 134 105 – 113
UTI neonatal UNSOURCED — — — — 86 —

Contra os leitos instalados, as duas categorias calculadas fecham em superávit: UTI adulto, 136–148 leitos; UTI pediátrica, 21–29 leitos — o mesmo sinal da faixa da Portaria acima, nenhuma das duas leituras aponta déficit. Verificação de consistência: 442 + 134 + 86 (UTI neonatal, já publicado) somam exatamente aos 662 leitos de UTI que o dossiê já publica como total — as duas categorias novas não contradizem o total já existente, só o decompõem.

UTI neonatal não sai desta tabela. Falta o NIe (internações gerais) de Neonatologia, ela própria UNSOURCED por um motivo que não tem nada a ver com MARCA_UTI — o fator de correção do sub-registro do SINASC que nenhum artefato deste repositório contém — e essa dependência bloqueia a linha de UTI neonatal do mesmo jeito.

Os parâmetros, e o que este repositório consegue mostrar de cada um

fonte_declarada é a norma a que o parâmetro é atribuído. procedencia é onde este repositório realmente o obteve. estado_fonte é a força disso. São três campos porque são três afirmações.

Parâmetro Valor Procedência estado_fonte Linha
UTI neonatal — Rede Cegonha 2 leitos por 1.000 nascidos vivos parametros_caderno_2017.json — lido do PDF em dados/raw/ a cada execução, com o trecho literal extraído calculada, só no DF
Leitos gerais 2,5 a 3 por 1.000 hab parametro_portaria_1101.json — literal digitado à mão, não extração transcrito calculada
UTI, proporção 4 % a 10 % do total de leitos hospitalares idem transcrito calculada
UTI adulto, por mil 0,15 por 1.000 hab prosa da Proposta de elaboração.pdf, que atribui o número à portaria. Não está no artefato acima sem fonte UNSOURCED
UTI neonatal — partos de risco 1 leito para cada 6 partos de risco prosa da Proposta. E “parto de risco” não é publicado pelo SINASC — teria de ser definido por nós sem fonte UNSOURCED
UTI pediátrica — a Proposta manda contar o leito e não dá parâmetro sem fonte UNSOURCED
Cuidados intermediários — categoria criada para que nenhum leito complementar seja descartado em silêncio sem fonte UNSOURCED
Hemodiálise — censo_sbn.json contém o menu de navegação do site, não dados sem fonte UNSOURCED

Cinco dos oito parâmetros saem UNSOURCED, e isso é o resultado, não uma falha da execução. A a suposição 4 do plano deste trabalho previu que a hemodiálise cairia; caíram outras quatro junto. Uma linha que não consegue citar seu parâmetro é publicada como UNSOURCED com o motivo, nunca calculada assim mesmo.

O parâmetro extraído só produz linha no DF. O denominador dele são nascidos vivos, e a série que este projeto tem (nascidos_vivos_peso, SINASC 2024, 33.282 nascidos vivos) é do DF inteiro, sem quebra por RA. As 35 linhas por RA e as 7 por região saem com estado = "sem geografia" e dizem isso — não com o número do DF rateado, que seria uma alocação sem base. A suposição 9 do plano deste trabalho antecipou exatamente esta situação.

  Existente SUS Necessário (2/1.000 NV) Déficit
UTI neonatal, DF 86 67 −19 (excedente)

O ano do denominador é escolhido, não herdado. O TABNET publica prévias do SINASC para anos ainda não fechados — 2025 está na 3ª prévia e 2026 na 1ª — e uma prévia subconta, o que subestima o requisito, o que infla o excedente publicado. Este projeto usa 2024, o último ano que a própria fonte declara com dados finais. Uma versão anterior desta nota publicava 34.878 (2025, 3ª prévia) sem dizer que era prévia.

O parâmetro de 4 % a 10 % é aplicado como está escrito, e isso mudou o resultado

A linha transcrita diz, literalmente: uti | 4% a 10% do total de leitos hospitalares. Ela não diz adulto e não diz enfermaria.

Uma versão anterior deste módulo aplicava esse parâmetro só à UTI adulto e só sobre os leitos de enfermaria. Os dois estreitamentos eram invenção deste projeto, não da norma, e juntos invertiam a conclusão: contra 442 leitos de UTI adulto sobre uma base de 4.868 enfermarias, o DF aparecia com a faixa atravessando o zero. Aplicado como está escrito — todos os leitos de UTI contra todos os leitos hospitalares SUS — o DF aparece com excedente. É o mesmo dado e o mesmo parâmetro; a diferença era inteiramente interpretativa, e a interpretação não estava declarada.

A forma da tabela

São 11 linhas por chave, não as 6 que o critério (a) enumera, e a diferença está declarada aqui porque muda como a tabela se soma:

A linha do DF, nos três denominadores

TABELA SUPERADA — publicada como registro, não como resultado corrente. Os números abaixo são a Portaria GM/MS 1.101/2002 (2,5 a 3 leitos/1.000 hab), que saiu do cálculo em 2026-09-06. O que este projeto publica hoje é a Equação 1 do Caderno de 2017 — ver a seção Leitos gerais pelo método do Caderno 2017 acima e o dossiê §1.2–1.4. Esta tabela fica aqui citada e não apagada, porque um leitor que a leu precisa saber o que leu; ela não é regerada do banco e não deve ser lida como estado atual.

Os três totais são todos oficiais, todos publicados, e estão 11 % distantes entre si. Nenhum é escolhido aqui.

Denominador População Existente SUS
(existente_sus_escopo)
Necessário (2,5–3/1.000) Déficit
IBGE Censo 2022 2.817.381 4.868 7.043 – 8.452 2.175 – 3.584
PDAD-A 2024 (urbana) 2.861.057 4.868 7.153 – 8.583 2.285 – 3.715
PDS 2024-2027, p. 36 3.130.014 4.868 7.825 – 9.390 2.957 – 4.522

A escolha do denominador move a resposta em 782 leitos na ponta de 2,5 e 938 na de 3,0. Publicar um número só esconderia isso.

Por região de saúde — leitos gerais (o recorte que interessa)

TABELA SUPERADA — publicada como registro, não como resultado corrente. Os números abaixo são a Portaria GM/MS 1.101/2002 (2,5 a 3 leitos/1.000 hab), que saiu do cálculo em 2026-09-06. O que este projeto publica hoje é a Equação 1 do Caderno de 2017 — ver a seção Leitos gerais pelo método do Caderno 2017 acima e o dossiê §1.2–1.4. Esta tabela fica aqui citada e não apagada, porque um leitor que a leu precisa saber o que leu; ela não é regerada do banco e não deve ser lida como estado atual.

Denominador PDAD-A 2024. As duas pontas do parâmetro estão publicadas: uma faixa que a norma deixou aberta não é resolvida escolhendo uma ponta, e escolher a de cima seria escolher a que maximiza o déficit.

Região de saúde População Existente SUS
(existente_sus_escopo)
Necessário (2,5–3/1.000) Déficit %
Centro-Sul 342.622 60 857 – 1.028 +797 a +968 93,0 – 94,2 %
Sudoeste 837.326 652 2.093 – 2.512 +1.441 a +1.860 68,8 – 74,0 %
Leste 296.755 235 742 – 890 +507 a +655 68,3 – 73,6 %
Norte 330.604 365 827 – 992 +462 a +627 55,9 – 63,2 %
Oeste 437.685 634 1.094 – 1.313 +460 a +679 42,0 – 51,7 %
Sul 255.583 861 639 – 767 −222 a −94 −34,7 a −12,3 %
Central 360.482 2.061 901 – 1.081 −1.160 a −980 −128,7 a −90,7 %

Cinco das sete regiões estão abaixo do parâmetro nas duas pontas e duas estão acima dele nas duas. A Centro-Sul, com 342 mil habitantes, tem 60 leitos SUS de internação — entre 5,8 % e 7,0 % do que o parâmetro pede.

A tabela completa por região de saúde

As 77 linhas — 7 regiões × 11 — exatamente como estão em dimensionamento_regiao e em dados/processed/dimensionamento_regiao.json. Existente SUS é a capacidade do tipo daquela linha; Do escopo é a soma do conjunto de tipos que o parâmetro governa, e é contra ela que o requisito é comparado.

Região de saúde Tipo de leito Parâmetro Existente SUS Do escopo Necessário Déficit %
Central enfermaria adulto leitos gerais 1.752 2.061 901 – 1.081 -1.160 a -980 -128,7 % a -90,7 %
Central enfermaria pediátrica leitos gerais 309 2.061 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Central UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 267 267 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Central UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 267 440 101 – 252 -339 a -188 -335,6 % a -74,6 %
Central UTI pediátrica UTI pediátrica 123 123 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Central UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 123 440 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Central UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 50 50 sem geografia sem geografia sem geografia
Central UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 50 50 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Central UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 50 440 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Central cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 19 19 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Central hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Centro-Sul enfermaria adulto leitos gerais 60 60 857 – 1.028 +797 a +968 +93,0 % a +94,2 %
Centro-Sul enfermaria pediátrica leitos gerais 0 60 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Centro-Sul UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 13 13 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Centro-Sul UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 13 13 3 – 7 -10 a -6 -333,3 % a -85,7 %
Centro-Sul UTI pediátrica UTI pediátrica 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Centro-Sul UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 13 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Centro-Sul UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 0 0 sem geografia sem geografia sem geografia
Centro-Sul UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Centro-Sul UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 13 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Centro-Sul cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Centro-Sul hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Leste enfermaria adulto leitos gerais 207 235 742 – 890 +507 a +655 +68,3 % a +73,6 %
Leste enfermaria pediátrica leitos gerais 28 235 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Leste UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 10 10 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Leste UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 10 10 10 – 26 +0 a +16 +0,0 % a +61,5 %
Leste UTI pediátrica UTI pediátrica 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Leste UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 10 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Leste UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 0 0 sem geografia sem geografia sem geografia
Leste UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Leste UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 10 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Leste cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 17 17 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Leste hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Norte enfermaria adulto leitos gerais 330 365 827 – 992 +462 a +627 +55,9 % a +63,2 %
Norte enfermaria pediátrica leitos gerais 35 365 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Norte UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 6 6 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Norte UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 6 6 15 – 38 +9 a +32 +60,0 % a +84,2 %
Norte UTI pediátrica UTI pediátrica 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Norte UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 6 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Norte UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 0 0 sem geografia sem geografia sem geografia
Norte UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Norte UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 6 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Norte cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 4 4 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Norte hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Oeste enfermaria adulto leitos gerais 574 634 1.094 – 1.313 +460 a +679 +42,0 % a +51,7 %
Oeste enfermaria pediátrica leitos gerais 60 634 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Oeste UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 16 16 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Oeste UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 16 38 28 – 69 -10 a +31 -35,7 % a +44,9 %
Oeste UTI pediátrica UTI pediátrica 9 9 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Oeste UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 9 38 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Oeste UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 13 13 sem geografia sem geografia sem geografia
Oeste UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 13 13 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Oeste UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 13 38 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Oeste cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 20 20 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Oeste hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sudoeste enfermaria adulto leitos gerais 577 652 2.093 – 2.512 +1.441 a +1.860 +68,8 % a +74,0 %
Sudoeste enfermaria pediátrica leitos gerais 75 652 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Sudoeste UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 40 40 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sudoeste UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 40 45 28 – 70 -17 a +25 -60,7 % a +35,7 %
Sudoeste UTI pediátrica UTI pediátrica 2 2 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sudoeste UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 2 45 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Sudoeste UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 3 3 sem geografia sem geografia sem geografia
Sudoeste UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 3 3 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sudoeste UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 3 45 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Sudoeste cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 1 1 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sudoeste hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sul enfermaria adulto leitos gerais 751 861 639 – 767 -222 a -94 -34,7 % a -12,3 %
Sul enfermaria pediátrica leitos gerais 110 861 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Sul UTI adulto UTI adulto — por mil habitantes 90 90 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sul UTI adulto UTI — proporção dos leitos hospitalares 90 110 40 – 99 -70 a -11 -175,0 % a -11,1 %
Sul UTI pediátrica UTI pediátrica 0 0 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sul UTI pediátrica UTI — proporção dos leitos hospitalares 0 110 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Sul UTI neonatal UTI neonatal — Rede Cegonha 2017 20 20 sem geografia sem geografia sem geografia
Sul UTI neonatal UTI neonatal — partos de risco 20 20 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sul UTI neonatal UTI — proporção dos leitos hospitalares 20 110 sem requisito próprio sem requisito próprio sem requisito próprio
Sul cuidados intermediários e isolamento cuidados intermediários 21 21 UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED
Sul hemodiálise hemodiálise — — UNSOURCED UNSOURCED UNSOURCED

Por RA — e a ressalva que essa tabela exige

TABELA SUPERADA — publicada como registro, não como resultado corrente. Os números abaixo são a Portaria GM/MS 1.101/2002 (2,5 a 3 leitos/1.000 hab), que saiu do cálculo em 2026-09-06. O que este projeto publica hoje é a Equação 1 do Caderno de 2017 — ver a seção Leitos gerais pelo método do Caderno 2017 acima e o dossiê §1.2–1.4. Esta tabela fica aqui citada e não apagada, porque um leitor que a leu precisa saber o que leu; ela não é regerada do banco e não deve ser lida como estado atual.

18 das 35 Regiões Administrativas têm zero leitos SUS de internação, entre elas o Guará (127.952 habitantes), o Recanto das Emas (105.862), Vicente Pires (105.062) e o Sol Nascente/Pôr do Sol (108.713).

Zero leitos numa RA não significa que sua população esteja sem atendimento. Ninguém é internado por endereço: a rede é regional, e é por isso que a tabela por região de saúde é a unidade que significa alguma coisa e a tabela por RA é uma medida de onde os leitos estão, não de quem é atendido. As duas estão publicadas porque o critério de aceitação pede as duas.

RA População Existente SUS
(existente_sus_escopo)
Necessário (2,5–3/1.000) Déficit Desvio PDAD/Censo
Samambaia 227.118 132 568 – 681 +436 a +549 +3,8 %
Águas Claras 141.872 8 355 – 426 +347 a +418 +10,4 %
Guará 127.952 0 320 – 384 +320 a +384 +6,1 %
Sol Nascente/Pôr do Sol 108.713 0 272 – 326 +272 a +326 +6,7 %
Recanto das Emas 105.862 0 265 – 318 +265 a +318 −8,4 %
Vicente Pires 105.062 0 263 – 315 +263 a +315 +8,5 %
Ceilândia 287.113 550 718 – 861 +168 a +311 0,0 %

A última coluna é o desvio entre a população PDAD daquela RA e a do Censo 2022, e está ali porque o desvio agregado do DF (~1,6 %) não limita o de cada RA — chega a −32,3 % em Planaltina (Arapoanga foi desdobrada dela depois do Censo, então as duas colunas não medem o mesmo território) e a −24,7 % em Brazlândia (exclusão da população rural). Quem lê uma linha lê o custo dela, não uma média do Distrito Federal.

As 35 RAs, leitos gerais

A tabela acima é um recorte das sete maiores diferenças. Esta é completa para o parâmetro de leitos gerais. As 385 linhas da tabela por RA — 35 × 11, com todos os parâmetros — estão em dimensionamento_ra e em dados/processed/dimensionamento_ra.json; renderizá-las aqui seria transcrever um banco.

RA População PDAD Existente SUS Necessário (2,5–3/1.000) Déficit % Desvio PDAD/Censo
Samambaia 227.118 132 568 – 681 +436 a +549 +76,8 % a +80,6 % +3,8 %
Águas Claras 141.872 8 355 – 426 +347 a +418 +97,7 % a +98,1 % +10,4 %
Guará 127.952 0 320 – 384 +320 a +384 +100,0 % a +100,0 % +6,1 %
Sol Nascente/Pôr do Sol 108.713 0 272 – 326 +272 a +326 +100,0 % a +100,0 % +6,7 %
Recanto das Emas 105.862 0 265 – 318 +265 a +318 +100,0 % a +100,0 % -8,4 %
Vicente Pires 105.062 0 263 – 315 +263 a +315 +100,0 % a +100,0 % +8,5 %
Ceilândia 287.113 550 718 – 861 +168 a +311 +23,4 % a +36,1 % +0,0 %
São Sebastião 99.050 4 248 – 297 +244 a +293 +98,4 % a +98,7 % +0,4 %
Sobradinho II 79.932 0 200 – 240 +200 a +240 +100,0 % a +100,0 % -3,4 %
Planaltina 121.856 132 305 – 366 +173 a +234 +56,7 % a +63,9 % -32,3 %
Jardim Botânico 75.133 12 188 – 225 +176 a +213 +93,6 % a +94,7 % -3,4 %
Riacho Fundo II 70.180 0 175 – 211 +175 a +211 +100,0 % a +100,0 % +6,9 %
Itapoã 67.021 0 168 – 201 +168 a +201 +100,0 % a +100,0 % +2,5 %
Arapoanga 49.067 0 123 – 147 +123 a +147 +100,0 % a +100,0 % —
Sudoeste/Octogonal 46.004 0 115 – 138 +115 a +138 +100,0 % a +100,0 % +3,7 %
Arniqueira 44.774 0 112 – 134 +112 a +134 +100,0 % a +100,0 % +5,8 %
Lago Norte 43.817 2 110 – 131 +108 a +129 +98,2 % a +98,5 % +4,9 %
Riacho Fundo 41.040 0 103 – 123 +103 a +123 +100,0 % a +100,0 % +3,8 %
SCIA 38.047 0 95 – 114 +95 a +114 +100,0 % a +100,0 % +5,6 %
Taguatinga 201.332 512 503 – 604 -9 a +92 -1,8 % a +15,2 % +4,1 %
Núcleo Bandeirante 22.566 0 56 – 68 +56 a +68 +100,0 % a +100,0 % +4,3 %
Park Way 22.667 0 57 – 68 +57 a +68 +100,0 % a +100,0 % +1,7 %
Candangolândia 14.540 0 36 – 44 +36 a +44 +100,0 % a +100,0 % +3,6 %
Brazlândia 41.859 84 105 – 126 +21 a +42 +20,0 % a +33,3 % -24,7 %
Lago Sul 27.213 43 68 – 82 +25 a +39 +36,8 % a +47,6 % +3,7 %
Água Quente 11.306 0 28 – 34 +28 a +34 +100,0 % a +100,0 % —
Fercal 9.141 0 23 – 27 +23 a +27 +100,0 % a +100,0 % -11,0 %
Varjão 9.017 0 23 – 27 +23 a +27 +100,0 % a +100,0 % +4,7 %
Gama 133.948 419 335 – 402 -84 a -17 -25,1 % a -4,2 % -4,0 %
Sobradinho 70.608 233 177 – 212 -56 a -21 -31,6 % a -9,9 % -2,3 %
SIA 5.630 60 14 – 17 -46 a -43 -328,6 % a -252,9 % +9,7 %
Paranoá 55.551 219 139 – 167 -80 a -52 -57,6 % a -31,1 % -13,1 %
Cruzeiro 26.435 142 66 – 79 -76 a -63 -115,2 % a -79,7 % +2,7 %
Santa Maria 121.635 442 304 – 365 -138 a -77 -45,4 % a -21,1 % +4,3 %
Plano Piloto 207.996 1.874 520 – 624 -1.354 a -1.250 -260,4 % a -200,3 % +4,7 %

UTI — o único parâmetro de UTI que este projeto consegue citar

4 % a 10 % do total de leitos hospitalares SUS, contra todos os leitos de UTI (adulto + pediátrica + neonatal), que é o que a linha transcrita diz.

Região UTI SUS, todas
(existente_sus_escopo)
Necessário (4–10 %) Déficit Situação
Central 440 101 – 252 −339 a −188 excedente nas duas pontas
Sul 110 40 – 99 −70 a −11 excedente nas duas pontas
Sudoeste 45 28 – 70 −17 a +25 a faixa atravessa o zero
Oeste 38 28 – 69 −10 a +31 a faixa atravessa o zero
Centro-Sul 13 3 – 7 −10 a −6 excedente nas duas pontas
Leste 10 10 – 26 0 a +16 déficit até 16
Norte 6 15 – 38 +9 a +32 déficit nas duas pontas
DF 662 224 – 561 −438 a −101 excedente nas duas pontas

No DF há excedente de UTI nas duas pontas do parâmetro: entre 101 e 438 leitos acima do que ele pede, ou 11,8 % dos 5.612 leitos hospitalares SUS contra uma faixa que vai até 10 %. Isso confirma a direção que a suposição 8 do plano deste trabalho anunciou antes da execução, e não a magnitude: a suposição comparava 662 leitos contra 0,15 × 3.130.014 = 470 — mas o 0,15 é um parâmetro de UTI adulto, e é UNSOURCED de todo modo, então essa conta não é publicada como resultado.

Um excedente de UTI ao lado de um déficit de enfermaria não é uma contradição, e este documento não a resolve. É o que os dois parâmetros dizem sobre os mesmos dados, e a leitura clínica disso está fora do escopo desta nota.

A frase que esta substitui, citada e não apagada: “Um excedente de UTI ao lado de um déficit de enfermaria de 2.285 a 3.715 leitos não é uma contradição…”. Aquele déficit era o da Portaria 1.101/2002 e não existe mais: desde 2026-09-06 a linha de enfermaria é calculada pela Equação 1 do Caderno de 2017 e o agregado do DF é um superávit de 579 a 711 leitos, com déficit em cinco das sete regiões somando 796 a 895 (dossiê §1.2–1.4, §5.1). A oposição retórica de que a frase original vivia — UTI sobrando, enfermaria faltando — não se sustenta no agregado distrital, e sobrevive apenas por região. A tabela de UTI acima não mudou: ela é a proporção de 4 % a 10 % da 1.101/2002, o último parâmetro transcrito deste projeto (registro interno).

O que ficou de fora