Saúde no Distrito Federal

Dossiê Saúde no Distrito Federal

Uma análise do sistema de saúde do DF a partir dos dados que o próprio Estado publica.

Primeira versão em 2026-08-27; reorganizado em oito blocos de missão em 2026-09-17 — mesma fonte de verdade, mesma regra de citação; nenhuma tabela foi reescrita pela reorganização, e o que mudou de figura nesta versão veio de uma tabela nova, nunca da reorganização em si. Fonte de verdade: este arquivo. O PDF ao lado é gerado a partir dele, e regenerá-lo não produz diferença — as duas cópias não podem divergir, e a primeira coisa a divergir seria uma citação.


Leia isto antes de qualquer número

Toda afirmação quantitativa deste documento aponta para uma tabela de dados/database/saudedf.sqlite. A citação vem escrita ao lado do número, no formato [tabela], e a tabela é consultável. Não há número neste documento que venha da memória do autor, de um documento de terceiros, ou da prosa da proposta que o encomendou.

Onde o dado não existe, o texto diz que não existe, e diz por quê. Um bloco inteiro deste dossiê — o Bloco 4, Formação médica — segue sem fundamento empírico para a pergunta que a proposta original fez: quantos médicos o DF forma e retém. O que ele agora tem é um proxy de vínculos ativos na rede SES-DF (seção 4.1), uma pergunta vizinha e não a mesma, declarada como tal. Essa é a diferença entre um documento que pode ser conferido e um que pode apenas ser acreditado.

Três limites que valem para o documento inteiro:

  1. O parâmetro normativo central é transcrito, não extraído — ele foi buscado na fonte, em 2026-08-28, e o pedido foi barrado. Os déficits de leitos são calculados contra a Portaria GM/MS 1.101/2002, cujo Anexo — onde os parâmetros estão — não é publicado no HTML que este projeto conseguiu baixar. O número do parâmetro chegou aqui digitado à mão por um extrator superado. O Anexo está publicado como PDF em bvsms.saude.gov.br, host que foi registrado e alcançado: DNS, TCP e TLS completam, e o servidor então fecha a conexão sem enviar um byte — um WAF F5 BigIP ASM, que se identifica pela própria página de bloqueio. O estado é blocked [eixos_cobertura], a camada é remedida a cada execução [alcance_hosts], e o parâmetro continua estado_fonte: transcrito em toda linha que o usa [dimensionamento_df]. O Bloco 3 volta a esse ponto.
  2. A Portaria 1.101/2002 foi revogada. Ela é usada porque é o parâmetro que a proposta pediu e porque nenhuma norma vigente com parâmetro de leito por habitante foi adquirida. Um déficit calculado contra ela é aritmética contra uma régua fora de vigência, e é assim que deve ser lido.
  3. O denominador populacional é a PDAD-A 2024 do IPEDF, 2.861.057 habitantes urbanos em 35 RAs [populacao_pdad_ra]. O Censo 2022 do IBGE dá 2.817.381 para 33 RAs [populacao_censo_ra], e o Plano Distrital de Saúde usa 3.130.014 sem nenhuma desagregação por RA. As três leituras estão na tabela do DF [dimensionamento_df], porque a escolha do denominador move o déficit em mais de mil leitos.

Sumário executivo

Este sumário segue a cadeia causal que o projeto testa, elo por elo — cada parágrafo nomeia o bloco e a tabela que o sustenta. Nenhum vínculo entre um elo e o próximo é afirmado aqui: se a vacância de uma carreira explica a distribuição de leitos, se a opacidade do IGES-DF explica o custo de SES, é uma leitura que este documento deixa para quem o lê — a inferência de intenção não é deste documento.

Elo 1 — indicadores de saúde (Bloco 1). A mortalidade infantil no DF caiu de 14,40 por mil nascidos vivos em 2000 para 10,49 em 2024, com um mínimo de 8,53 em 2019 [mortalidade_infantil]. A razão de mortalidade materna não tem a mesma trajetória: 35,42 por 100 mil em 2000, um pico de 107,80 em 2021 e 54,08 em 2024 [mortalidade_materna] — o pico está na série completa da seção 1.1, não suavizado aqui.

Elo 2 — atenção primária (Bloco 2). As equipes de Saúde da Família cresceram de 33 em 2007 para 649 em 2026 [equipes_aps_serie], enquanto o número de UBS oscilou entre 146 e 187 no mesmo período, sem tendência [ubs_serie]. A razão de habitantes por equipe só está medida para dois anos — 4.581 em 2022 e 4.668 em 2024 [habitantes_por_equipe] — porque este projeto só tem população verificada para o Censo e a PDAD-A, nunca uma terceira fonte para preencher os anos entre eles.

O problema mensurável não é o volume. É a distribuição. O DF tem 3.711 leitos SUS dos tipos que a Equação 1 do Caderno do Ministério da Saúde de 2017 cobre — clínico, cirúrgico e pediátrico [dimensionamento_df]. A região de saúde Central concentra 1.568 deles — 42,3 % dos leitos para 12,6 % da população. São 4,35 leitos por mil habitantes na Central contra 0,18 na Centro-Sul: uma razão de 24 para 1 entre duas regiões da mesma cidade [dimensionamento_regiao].

Vinte das 35 Regiões Administrativas não têm um único leito SUS desses tipos — Guará, Recanto das Emas, Vicente Pires, Sol Nascente/Pôr do Sol, São Sebastião e Águas Claras, entre outras. Nelas vivem 1.213.813 pessoas, 42,4 % da população do Distrito Federal [dimensionamento_ra].

Somado, o Distrito Federal tem superávit de 579 a 711 leitos — 18,5 % a 23,7 % acima do que a Equação 1 pede [dimensionamento_df]. E o agregado é exatamente o que não deve ser lido: duas regiões têm superávit e cinco têm déficit, os déficits das cinco somam 796 a 895 leitos, e a maior delas em população — a Sudoeste, com 837.326 habitantes — tem 443 leitos para uma necessidade de 640 a 666. Um leito na Asa Norte não atende uma internação em Recanto das Emas.

O que este superávit não diz, dito aqui e não em nota de rodapé: a Equação 1 é calculada sobre as internações que aconteceram — quem não foi internado porque não havia leito não está no SIH e não está nesta conta. “Superávit” aqui significa leitos bastantes para continuar fazendo o que já se faz, nunca leitos bastantes para a necessidade do DF (seção 3.2).

A leitura anterior deste sumário, citada porque um leitor a leu: “O DF tem 4.868 leitos SUS de enfermaria … a Central concentra 2.061 deles — 42,3 % … 5,72 leitos por mil na Central contra 0,18 na Centro-Sul: uma razão de 32 para 1 … Dezoito das 35 Regiões Administrativas não têm um único leito SUS de enfermaria … 972.891 pessoas, 34,0 % … O déficit agregado é de 2.285 a 3.715 leitos, 31,9 % a 43,3 %”. Aquela leitura aplicava a Portaria GM/MS 1.101/2002, revogada em 2015; esta aplica o método do documento que a substituiu (seções 3.2 a 3.4). O sinal do agregado inverteu-se; a desigualdade regional não.

Elo 4 — formação médica (Bloco 4). Os vínculos médicos ativos na rede SES-DF, contados no CNES e não deduplicados por profissional, foram 5.805 em 2022 e 5.516 em 2026; deduplicados por CNS, 4.816 e 4.824 [vinculos_medicos_ses] — um proxy de força de trabalho, não de formação. Sobre quantos médicos o DF forma e retém, três necessidades continuam sem fundamento, medidas a cada execução em vez de declaradas uma vez: os cursos autorizados pelo e-MEC, os ingressantes e egressos do censo do INEP e a série de médicos ativos por mil habitantes do CFM [cursos_medicina_df, medicina_ingressantes_egressos, medicos_por_mil] — a seção 4.2 detalha por quê.

Elo 5 — carreiras e remuneração (Bloco 5). O quadro das carreiras da saúde caiu 4,0 % entre 2021 e 2025 [pessoal_carreira]. Em dezembro de 2025, das cinco carreiras com mais cargos vagos, a carreira médica tinha 5.144 vagas de 10.000 cargos [cargos_vagos]. A série histórica de vencimentos continua bloqueada pelo mesmo host que barra o antigo Eixo 4 desde a primeira tentativa, em 2026-08-27 (seção 5.2).

Elo 6 — IGES-DF e HCB (Bloco 6). Medido pelo próprio inventário de tipos de documento que este projeto declarou antes de contar qualquer célula, o IGES-DF publica 3 de 3 categorias e o HCB 1 de 3 [transparencia_indice_publicacao] — não é um índice oficial, é uma medida própria deste projeto, declarada como tal. Do lado que tem demonstração contábil publicada, cinco exercícios seguidos saem com parecer de auditoria com ressalva [opinioes_auditoria].

Elo 7 — prometido, orçado e executado (Bloco 7). O gasto com saúde cresceu 25,9 % em termos reais entre 2017 e 2025 [orcamento_saude, ipca_mensal] (seção 7.1). Do que a Lei Orçamentária de 2025 previa nos cinco estágios da despesa — aprovado, autorizado, empenhado, liquidado, pago — quatro estão agora medidos: aprovado, autorizado e empenhado lidos do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO, Anexo 2), e o liquidado publicado duas vezes, pelo Portal da Transparência e pelo RREO, lado a lado e com a diferença calculada, sem escolher entre eles; o pago segue lacuna declarada, não zero [orcamento_saude_etapas, rreo_funcao_saude]. Até 2026-09-29 este parágrafo dizia que “apenas o liquidado está publicado em forma legível por máquina; os outros quatro são lacuna declarada”. As metas do Plano Distrital de Saúde 2024-2027 também são lacuna: a extração da tabela de metas contra o PDF do plano não separa os campos com confiabilidade suficiente — [pds_metas] diz por quê.

Elo 8 — o registro da CLDF (Bloco 8). Entre 2017 e 2026 a Casa recebeu 3.067 proposições classificadas como saúde pela sua própria plenária, das quais 1.131 indicações, 784 requerimentos de informação e 668 projetos de lei [cldf_proposicoes_saude]. Nas 39 viradas de indicador que o cruzamento com o Bloco 1 mede, nenhuma cai numa janela com convocação de secretário ou CPI registrada [momentos_de_virada] — a seção 8 explica por que isso é a muralha medida pelas seis colunas do próprio registro da CLDF, não a prova de que a Casa nunca convocou ou nunca investigou.

A tese deste documento: o Distrito Federal não escolheu gastar menos com saúde. Escolheu um modelo de Estado em que a capacidade instalada permaneceu onde a cidade foi fundada, enquanto a população foi para onde não há capacidade. Isso é uma escolha com consequências mensuráveis, e elas estão medidas abaixo.


Bloco 1 — Indicadores de saúde

Este bloco não existia neste documento até 2026-09-10. Mortalidade, natalidade, cobertura vacinal e esperança de vida ao nascer são as quatro séries mais elementares de um diagnóstico de saúde pública, e nenhuma delas tinha uma linha aqui até aquela data — este bloco é a primeira vez que elas chegam ao dossiê.

1.1 Mortalidade infantil e materna, natalidade

Série completa, 2000-2024, DF, SIM/SINASC [sim_obitos, sinasc_serie, mortalidade_infantil, mortalidade_materna]:

Ano Nascidos vivos Óbitos < 1 ano Mortalidade infantil (por mil) Óbitos maternos Razão de mortalidade materna (por 100 mil)
2000 47.991 691 14,3985 ‰ 17 35,4233
2001 46.891 712 15,1842 ‰ 14 29,8565
2002 45.799 625 13,6466 ‰ 16 34,9353
2003 46.097 613 13,2980 ‰ 10 21,6934
2004 45.593 636 13,9495 ‰ 20 43,8664
2005 45.917 626 13,6333 ‰ 19 41,3790
2006 45.152 578 12,8012 ‰ 21 46,5096
2007 44.098 489 11,0889 ‰ 17 38,5505
2008 44.173 525 11,8851 ‰ 26 58,8595
2009 43.932 522 11,8820 ‰ 23 52,3536
2010 44.251 559 12,6325 ‰ 20 45,1967
2011 43.465 499 11,4805 ‰ 19 43,7133
2012 43.497 506 11,6330 ‰ 19 43,6812
2013 44.530 567 12,7330 ‰ 25 56,1419
2014 44.721 510 11,4040 ‰ 20 44,7217
2015 46.122 488 10,5806 ‰ 16 34,6906
2016 43.340 447 10,3138 ‰ 24 55,3761
2017 44.568 494 11,0842 ‰ 23 51,6065
2018 44.195 453 10,2500 ‰ 24 54,3048
2019 42.422 362 8,5333 ‰ 9 21,2154
2020 39.361 384 9,7558 ‰ 22 55,8929
2021 38.035 402 10,5692 ‰ 41 107,7955
2022 35.928 362 10,0757 ‰ 21 58,4502
2023 35.551 386 10,8576 ‰ 21 59,0701
2024 33.282 349 10,4861 ‰ 18 54,0833

As duas séries reconciliam contra o total que o próprio publicador fecha, quase inteiras. sim_reconciliacao relata zero linhas divergentes em 25 anos [sim_reconciliacao]. sinasc_reconciliacao relata 1 linha divergente em 25 anos — 2015, marcada revisão, onde os microdados somam 46.122 nascidos vivos contra 46.120 no total fechado pelo TABNET, uma diferença de 2 registros não reconciliada e não corrigida por este documento [sinasc_reconciliacao].

O que a série não suaviza. A razão de mortalidade materna não cai de forma monótona: depois de oscilar entre 21,7 e 58,9 por 100 mil ao longo da década de 2000 e 2010, ela salta para 107,80 em 2021 — o ano de pico da pandemia de covid-19 no Brasil — antes de recuar para a faixa de 54 a 59 nos três anos seguintes. Este documento publica o pico junto com a série inteira; recortar só o início e o fim esconderia exatamente o ano que mais precisa de explicação.

1.2 Cobertura vacinal e esperança de vida ao nascer

Esta seção não vira uma tabela, e a razão é o formato do próprio dado. cobertura_vacinal tem 329 linhas cobrindo 26 imunobiológicos distintos entre 2000 e 2022 [cobertura_vacinal] — reduzi-la a uma tabela por ano exigiria escolher um imunobiológico para representar os outros 25, ou inventar uma média que a fonte não publica. Este documento não faz nenhuma das duas coisas; o que segue é uma leitura em prosa, sobre uma vacina, citada por inteiro.

A cobertura de poliomielite caiu, e ultrapassou 100 % pelo caminho. Em 2000 ela estava em 99,53 %; em 2016, em 136,83 % — um valor acima de 100 % é uma característica real do cálculo de cobertura, que divide doses aplicadas pela população-alvo estimada, e não um erro deste documento a esconder; em 2022, último ano da série, 78,33 % [cobertura_vacinal]. A série para em 2022 porque o publicador mudou de painel: a partir de 2023 os dados do SI-PNI passaram a um sistema num host (infoms.saude.gov.br) que este projeto não tem registrado no seu registro de acesso, e não foram coletados nesta ordem de serviço — uma lacuna nomeada, não um ano omitido em silêncio.

A esperança de vida ao nascer é uma projeção, não uma contagem. A série do IBGE (SIDRA 7362) vai de 72,25 anos em 2000 a 79,89 em 2024 [esperanca_vida], mas é explicitamente uma série de projeção populacional, não um dado observado ano a ano — o próprio IBGE a publica assim, e este documento não a apresenta como se fosse outra coisa.


Bloco 2 — Atenção primária

A porta de entrada do sistema tinha, até 2026-09-13, zero tabela neste documento — a seção 0.4 da versão anterior deste dossiê dizia isso explicitamente, e essa afirmação deixou de ser verdadeira para duas das suas três necessidades. O que mudou e o que continua faltando estão separados abaixo, e nenhuma das duas coisas é dita pela metade.

2.1 Equipes ESF e UBS

Série histórica por competência, CNES, 2007-2026 [equipes_aps_serie, ubs_serie, habitantes_por_equipe]:

Ano Equipes ESF UBS Habitantes por equipe
2007 33 174 não medido
2008 43 173 não medido
2009 92 171 não medido
2010 119 171 não medido
2011 117 173 não medido
2012 174 165 não medido
2013 205 174 não medido
2014 242 176 não medido
2015 250 187 não medido
2016 248 180 não medido
2017 295 177 não medido
2018 484 175 não medido
2019 375 176 não medido
2020 592 179 não medido
2021 605 180 não medido
2022 615 181 4.581,11
2023 631 178 não medido
2024 639 177 4.667,70
2025 645 182 não medido
2026 649 182 não medido

O número de equipes cresceu quase vinte vezes; o de UBS quase não se mexeu. De 33 equipes de Saúde da Família em 2007 para 649 em 2026 é um crescimento sustentado; o número de UBS oscila entre 146 e 187 no mesmo intervalo, sem tendência clara — o crescimento da cobertura, onde existiu, veio de mais equipes por unidade, não de mais unidades [equipes_aps_serie, ubs_serie].

A razão de habitantes por equipe só está medida em dois dos vinte anos da série, e a tabela diz isso em vez de interpolar. Este projeto só tem população do DF verificada contra o publicador para o ano do Censo (2022) e o ano da PDAD-A (2024); os demais dezoito anos ficam não medido [habitantes_por_equipe], porque estimar uma população para preencher a lacuna seria exatamente o tipo de conta que este documento se recusa a fazer.

2.2 O que ainda não pode ser medido

A versão anterior desta seção dizia, por inteiro: “Cobertura da APS, equipes de Saúde da Família e agentes comunitários por RA, e internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP): nenhum dos dois está neste repositório.” Isso deixou de ser inteiramente verdade — as equipes agora estão, na seção anterior — e o que continua faltando é mais estreito do que a frase antiga dizia.

A cobertura da APS deixou de estar ausente em 2026-09-20, e o parágrafo que a declarava ausente fica citado em vez de apagado. Ele dizia, por inteiro: “A cobertura percentual da APS continua ausente, e a causa agora é medida, não presumida. Em 2026-09-13 leu-se por inteiro o pacote JavaScript da interface pública do e-Gestor APS e não encontrou, em nenhum ponto dele, uma chamada a um endpoint de cobertura a partir do host que o próprio código declara como base — apenas ativos estáticos, um blog e uma página institucional [eixos_cobertura]. relatorioaps.saude.gov.br, o portal de relatórios que o mesmo pacote referencia, não está autorizado pelo registro de acesso deste projeto, e alcançá-lo é uma decisão do operador, não deste bloco.”

A decisão foi do operador, e veio em 2026-09-19: relatorioaps.saude.gov.br e a API que o próprio pacote daquele portal declara (relatorioaps-prd.saude.gov.br) entraram no registro de acesso antes da primeira requisição a qualquer um dos dois, e a série está na seção seguinte. O que se mediu em 2026-09-13 continua verdadeiro: a interface lida não serve cobertura nenhuma — o que mudou não foi a leitura, foi o host autorizado.

O recorte abaixo do DF continua ausente, e essa parte da lacuna não se fechou. A série é publicada com o DF como uma unidade geográfica só. Três recortes menores foram pedidos à própria API e os três foram recusados por ela, cada um com a resposta que devolveu: REGIAO_SAUDE (HTTP 400), REGIAOSAUDE (HTTP 500) e MUNICIPIO (HTTP 200 com zero linhas — o DF é um município único) [aps_cobertura_ausencias]. Nenhum valor é rateado ou estimado para obter o recorte que a interface não serve.

O ICSAP está classificado como acquired, e o rótulo por si só engana. A função que produz icsap_serie roda a cada execução, mas nenhuma das duas fontes candidatas para a lista de CID-10 da Portaria SAS/MS 221/2008 respondeu quando este bloco foi escrito — nem www.gov.br, nem bvsms.saude.gov.br mesmo testado com um navegador real, em 2026-09-11 — de modo que toda linha que a função produz hoje é uma lacuna nomeada, nunca uma lista de CID-10 transcrita à mão [icsap_serie]. Sem essa lista, este documento não classifica nenhuma internação como sensível à atenção primária.

2.3 Cobertura da atenção primária, como o publicador a mede

São três métodos e duas tabelas, e a separação é estrutural, não um aviso em prosa. A API do e-Gestor APS serve cobertura por três caminhos distintos — /cobertura/ab, /cobertura/acs e /cobertura/aps — e eles não medem a mesma coisa. O método ab parametriza a cobertura pela carga horária das equipes de atenção básica; o método aps, que o substitui a partir do Previne Brasil, parametriza pela capacidade cadastral de cada tipo de equipe. Emendar as duas séries produziria uma curva contínua que nenhum dos dois métodos jamais mediu, e por isso a coluna metodo existe na tabela e as duas séries aparecem aqui separadas [aps_cobertura_egestor].

Nenhum valor é renomeado. pcCoberturaAb, pcCoberturaSf, qtEsf, qtPopulacao, qtCapacidadeEquipe e qtCobertura são os nomes de campo do próprio publicador, e é assim que cada célula abaixo pode ser conferida contra a API sem passar por este documento.

Um desses nomes engana, e o registro disso é parte do método. No método aps o campo qtCobertura é percentual — 76,3 em 12/2025 —, apesar do prefixo qt que o publicador usa em todos os demais campos para contagens absolutas; quem é absoluto ali é qtCapacidadeEquipe, a quantidade de pessoas que as equipes cadastradas comportam. A primeira versão desta seção leu o prefixo em vez do valor e teria publicado “76 pessoas cobertas” em uma unidade federativa de três milhões de habitantes. As duas grandezas saem abaixo em colunas próprias, cada uma com a unidade no cabeçalho.

Método ab — parametrizado por carga horária, dezembro de cada ano [aps_cobertura_egestor]:

Ano População Equipes ESF Cobertura AB (%) Cobertura ESF (%)
2007 2.383.784 33 42,46 % 4,77 %
2008 2.455.903 41 40,46 % 5,75 %
2009 2.557.158 92 46,98 % 12,41 %
2010 2.606.885 119 46,44 % 15,74 %
2011 2.570.160 117 50,21 % 15,70 %
2012 2.609.997 174 53,84 % 23,00 %
2013 2.648.532 205 59,71 % 26,70 %
2014 2.789.761 242 62,45 % 29,92 %
2015 2.852.372 250 62,96 % 30,23 %
2016 2.914.830 247 60,98 % 29,23 %
2017 2.977.216 290 58,33 % 33,60 %
2018 3.039.444 483 61,26 % 54,82 %
2019 2.974.703 372 53,36 % 43,14 %
2020 3.015.268 472 58,72 % 54,00 %

Método aps — parametrizado por capacidade cadastral, última competência de cada ano [aps_cobertura_egestor]:

Competência População Equipes ESF Capacidade das equipes Cobertura APS (%)
12/2021 3.055.149 605 2.156.085 70,6 %
12/2022 3.094.325 615 2.157.926 69,7 %
12/2023 2.817.381 629 2.233.062 79,3 %
12/2024 2.817.381 638 2.265.691 80,4 %
12/2025 2.982.818 642 2.276.188 76,3 %
07/2026 2.996.899 649 2.271.500 75,8 %

A descontinuidade entre as duas tabelas é do publicador, não deste documento. A série ab termina em dezembro de 2020 e a série aps começa em janeiro de 2021; o que houve entre elas foi uma mudança de método de financiamento e de contagem, e este documento a registra como corte, não como queda ou alta.


Bloco 3 — Leitos e hospitais regionais

Este é o eixo com fundamento empírico mais forte do documento, e o único cujo resultado é original. Nenhum documento público sobre saúde no DF fez este cruzamento por região de saúde: os dados estão no CNES, e o que faltava era cruzá-los com o parâmetro normativo e com a população por Região Administrativa. O método completo está em DIMENSIONAMENTO.md; a atribuição de cada estabelecimento à sua RA está em SPINE.md.

3.1 A oferta atual

Leitos SUS existentes no DF, competência 2026-07 [leitos_internacao, leitos_complementares]:

Categoria Existentes SUS
Cirúrgicos 2.154 1.589
Clínicos 2.751 1.534
Obstétricos 787 614
Pediátricos 682 617
Outras especialidades 951 432
Hospital/dia 562 82
Total 7.887 4.868

Os seis grupos são os seis que o CNES publica, e a tabela os traz todos porque a linha de total é a que o resto do documento usa. Uma versão anterior desta tabela listava quatro grupos e somava 4.354, enquanto o texto abaixo dela citava 4.868: a diferença eram as 432 camas de outras especialidades e as 82 de hospital/dia, presentes no consolidado e ausentes da tabela. Um leitor que somasse a coluna não chegava ao número em que o documento inteiro se apoia, e é por isso que a linha de total existe.

Consolidado para o dimensionamento [dimensionamento_df]: 4.868 leitos SUS de enfermaria (adulto e pediátrica em conjunto, que é o escopo do parâmetro), 442 leitos de UTI adulto, 134 de UTI pediátrica, 86 de UTI neonatal e 82 de cuidados intermediários e isolamento.

Os dois 82 são grandezas diferentes e coincidem por acaso: o da tabela é o grupo hospital/dia dos leitos de internação; o do parágrafo é a soma dos leitos complementares de cuidados intermediários e isolamento [leitos_complementares]. Ambos são conferidos separadamente.

3.2 O que o método pede

Esta seção foi recalculada por inteiro, e os números que ela publicava estão citados abaixo em vez de apagados. Até 2026-09-06 o dimensionamento de leitos gerais deste projeto era a Portaria GM/MS 1.101/2002 — 2,5 a 3 leitos por 1.000 habitantes — aplicada sobre uma população. A norma foi revogada em 2015, e nenhum artefato deste repositório jamais conteve o texto dela: o parâmetro chegava aqui digitado à mão. O que está publicado agora é a Equação 1 do Caderno de Critérios e Parâmetros Assistenciais do SUS (MS, 2017) — o documento que substituiu a 1.101 — medida com os dados que este projeto adquiriu [dimensionamento_df]:

   
População (PDAD-A 2024, 35 RAs) 2.861.057
Leitos SUS de enfermaria (escopo largo) 4.868
Leitos SUS comparáveis com a Equação 1 3.711
Necessário pela Equação 1 (recusa 5 % a 1 %) 3.000 a 3.132
Superávit 579 a 711 leitos
Superávit relativo 18,5 % a 23,7 %

O que a tabela anterior dizia, palavra por palavra, porque um leitor que a leu precisa saber o que leu: “Necessário pelo parâmetro | 7.153 a 8.583 · Déficit | 2.285 a 3.715 leitos · Déficit relativo | 31,9 % a 43,3 %“, e, sobre os outros dois denominadores, “com o Censo 2022 do IBGE (2.817.381) o déficit cai para 2.175–3.584; com a estimativa do PDS (3.130.014) sobe para 2.957–4.522”. O sinal do resultado agregado inverteu-se.

Por que inverteu, dito sem suavizar. Os dois cálculos usam o mesmo CNES e chegam a sinais opostos porque respondem a perguntas diferentes. A 1.101 aplicava uma razão fixa à população: se o DF tivesse 2,5 leitos por mil habitantes, teria 7.153. A Equação 1 monta a necessidade a partir da permanência efetivamente observada — dias de internação de residentes medidos no SIH de 2024, corrigidos pelo fluxo de não-residentes (Fnre) e divididos pela taxa de ocupação esperada do Quadro 43 — e responde: para atender, com fila de 1 % a 5 %, exatamente as internações que aconteceram, bastam 3.000 a 3.132 leitos dos tipos que a equação cobre.

A ressalva que vale mais do que o número, e que o próprio método impõe. A taxa de internação usada aqui é medida, não normativa: são as internações que o sistema conseguiu fazer. Demanda reprimida — quem não foi internado porque não havia leito, quem desistiu na fila, quem morreu antes — não aparece no SIH e portanto não aparece nesta conta. O Caderno prevê corrigir isso pelo fator FRe; o próprio documento (Quadro 44) fixa FRe = 1 para quem programa com taxas medidas do SIH, e é o que está aplicado. Este superávit significa “há leitos suficientes para continuar fazendo o que já se faz”, e não “há leitos suficientes para a necessidade do DF”. As duas frases são diferentes e o documento não troca uma pela outra.

Duas mudanças de escopo estão embutidas na tabela e nenhuma é cosmética. Primeira: o necessário cobre seis categorias — clínica e cirúrgica × <15 / 15-59 / 60+ — e não cobre obstetrícia nem neonatologia, que continuam sem fonte (falta o Fator de Correção do sub-registro do SINASC). Comparar essa necessidade parcial contra os 4.868 leitos de enfermaria adulto + pediátrica somava 614 leitos obstétricos, 432 de outras especialidades e 82 de hospital/dia que a necessidade nunca foi calculada para cobrir — uma subtração entre coisas diferentes, que fabricava superávit. A linha Leitos SUS comparáveis com a Equação 1 é a soma dos tipos CNES 1 (cirúrgico), 2 (clínico) e 5 (pediátrico), os que a equação de fato cobre, menos os 45 leitos de saúde mental que o CNES arquiva sob o tipo 2: a demanda deles é a especialidade SIH 05/87, fora do conjunto 01/03/07 que a equação calcula, e contá-los como capacidade sem contar sua demanda seria a mesma assimetria [dimensionamento_regiao]. Segunda: a Equação 1 não divide por população nenhuma, então a dependência do denominador que a seção anterior declarava simplesmente não existe mais aqui. Os três totais oficiais continuam publicados — PDAD-A 2.861.057, Censo 2022 2.817.381, PDS 3.130.014, 11,1 % de divergência entre eles — porque a discordância entre as estatísticas do próprio DF continua sendo um achado [dimensionamento_df].

Nenhum número desta seção é digitado à mão. Os dias de permanência e o Fnre vêm do SIH/RD 2024; a taxa de ocupação esperada (92 % a 1 % de recusa, 96 % a 5 %) é extraída do Quadro 43 do PDF do Caderno a cada execução [taxas_ocupacao_quadro43], não transcrita; FRe = 1 é a convenção que o próprio Quadro 44 declara. Se a extração do quadro parar de funcionar, a derivação falha — não há literal para o qual cair.

3.3 Onde o déficit está — a tabela que importa

Leitos SUS por região de saúde, contra a Equação 1 do Caderno de 2017, PDAD-A 2024 [dimensionamento_regiao]. A coluna Leitos SUS é o escopo comparável (tipos CNES 1, 2 e 5):

Região População Leitos SUS Leitos/1.000 Necessário Déficit
Central 360.482 1.568 4,35 235–244 superávit de 1.324 a 1.333
Sul 255.583 694 2,72 438–454 superávit de 240 a 256
Oeste 437.685 495 1,13 577–604 82 a 109
Norte 330.604 245 0,74 429–448 184 a 203
Leste 296.755 206 0,69 299–312 93 a 106
Sudoeste 837.326 443 0,53 640–666 197 a 223
Centro-Sul 342.622 60 0,18 300–314 240 a 254

ESTE É O ACHADO QUE SOBREVIVEU À TROCA DE MÉTODO, E É POR ISSO QUE ELE IMPORTA. O resultado agregado do DF inverteu de déficit para superávit quando a Portaria 1.101/2002 saiu do cálculo (seção 3.2). A desigualdade regional não inverteu. Continuam sendo duas regiões com superávit e cinco com déficit, com os mesmos nomes nos mesmos lados, medidos agora por um método que não usa nenhum parâmetro digitado à mão e não divide por população. Um achado que resiste à substituição do método é de outra natureza que um achado que depende dele.

A tabela anterior, citada porque um leitor a leu: “Central | 2.061 | 5,72 | 901–1.081 | superávit de 980 a 1.160 … Sudoeste | 652 | 0,78 | 2.093–2.512 | 1.441 a 1.860 … Centro-Sul | 60 | 0,18 | 857–1.028 | 797 a 968”. Os déficits encolheram — a soma das cinco regiões deficitárias cai de 3.667–4.789 para 796–895 [dimensionamento_regiao] — porque a necessidade total encolheu, não porque a distribuição melhorou.

A concentração, medida sem nenhum parâmetro: a Central tem 1.568 dos 3.711 leitos comparáveis do DF — 42,3 % — para uma necessidade de 235 a 244 leitos, com 12,6 % da população. A Centro-Sul tem 60 leitos para uma necessidade de 300 a 314. A razão entre a melhor e a pior região é de 24 para 1 em leitos por mil habitantes — era 32 para 1 na leitura anterior, que media o escopo largo. A região mais populosa do DF — a Sudoeste, com 837 mil habitantes, 2,3 vezes a população da Central — tem menos de um terço dos leitos da Central.

A Central não está “sobrando” no sentido trivial. Ela abriga os hospitais de referência que atendem o DF inteiro e parte do Entorno, e um leito de referência não é substituível por um leito de bairro. O que a tabela mede é que a capacidade não acompanhou o deslocamento da população, e que o custo disso é pago em deslocamento por quem mora longe dela.

3.4 Por Região Administrativa: 20 das 35 não têm nenhum leito

[dimensionamento_ra] — RAs com zero leito SUS dos tipos que a Equação 1 cobre:

Arapoanga, Arniqueira, Candangolândia, Fercal, Guará, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SCIA, São Sebastião, Sobradinho II, Sol Nascente/Pôr do Sol, Sudoeste/Octogonal, Varjão, Vicente Pires, Água Quente e Águas Claras.

Somadas, essas 20 RAs abrigam 1.213.813 pessoas — 42,4 % da população do Distrito Federal.

Eram 18 e 972.891 pessoas (34,0 %) na versão anterior, e as duas que entraram entraram por mudança de escopo, não por fechamento de leito: São Sebastião tinha 4 leitos e Águas Claras 8, todos de tipos CNES que a Equação 1 não cobre. A lista mede agora ausência de leito clínico, cirúrgico ou pediátrico, que é a pergunta que o método faz.

Os oito maiores déficits absolutos por RA, pela Equação 1:

RA População Leitos SUS Déficit Déficit %
Samambaia 227.118 82 170–181 68,8 %
Planaltina 121.856 96 136–146 60,3 %
Recanto das Emas 105.862 0 130–135 100,0 %
São Sebastião 99.050 0 110–114 100,0 %
Guará 127.952 0 101–105 100,0 %
Itapoã 67.021 0 59–62 100,0 %
Riacho Fundo II 70.180 0 59–62 100,0 %
SCIA 38.047 0 47–50 100,0 %

A tabela anterior, citada em vez de apagada: “Samambaia | 132 | 436–549 | 80,6 % · Águas Claras | 8 | 347–418 | 98,1 % · Guará | 0 | 320–384 | 100,0 % · Sol Nascente/Pôr do Sol | 0 | 272–326 · Recanto das Emas | 0 | 265–318 · Vicente Pires | 0 | 263–315 · Ceilândia | 550 | 168–311 | 36,1 % · São Sebastião | 4 | 244–293 | 98,7 %”. Ceilândia saiu da lista dos oito maiores déficits — pelo método medido, suas 550 camas (270 no escopo comparável) cobrem a demanda observada dos seus próprios residentes.

23 das 35 RAs ficam em déficit [dimensionamento_ra], e a leitura correta disso é concentração, não escassez: o DF tem no agregado mais leitos do que a demanda observada exige, e mesmo assim dois terços das suas Regiões Administrativas ficam abaixo do que a demanda dos seus próprios moradores pediria.

A tabela por RA exige duas ressalvas que a tabela por região não exige, e a segunda é nova. Primeira: um leito atende uma região, não um bairro — aplicar o método a uma RA isolada trata cada RA como se devesse ser autossuficiente, o que nenhuma norma pede. Ela está aqui porque mostra onde a distância é maior, não porque Guará devesse ter 105 leitos próprios. Segunda, e é o preço de ter conseguido a desagregação: a necessidade é calculada por RA de RESIDÊNCIA e a capacidade por RA de LOCALIZAÇÃO do hospital. As duas colunas da tabela respondem a perguntas diferentes sobre a mesma linha. É deliberado — é exatamente a distância entre onde as pessoas moram e onde os leitos estão que a tabela existe para medir — mas um 0 na coluna de leitos não significa que os moradores daquela RA não foram internados: significa que foram internados em outro lugar.

3.5 UTI — onde o resultado se inverte

Aplicado como a norma o escreve — de 4 % a 10 % do total de leitos hospitalares SUS — o DF tem 662 leitos de UTI contra 224 a 561 exigidos: um superávit [dimensionamento_df].

Esse resultado merece desconfiança e recebe. Uma versão anterior do cálculo estreitava o parâmetro para “UTI adulto sobre leitos de enfermaria” e produzia o resultado oposto — um déficit. O estreitamento era invenção do projeto, não da norma, e foi removido [dimensionamento_df]. O superávit é o que a norma diz quando lida como está escrita, e o documento prefere publicar um resultado incômodo a publicar um resultado conveniente obtido por leitura enviesada.

O único parâmetro deste documento extraído de um documento que o repositório possui — e não transcrito — é o da UTI neonatal: 2 leitos por 1.000 nascidos vivos, Quadro 5 do Caderno de Critérios e Parâmetros do MS de 2017, lido do PDF a cada execução [parametros_caderno_2017]. Contra 33.282 nascidos vivos em 2024 [nascidos_vivos_peso], exige 67 leitos; existem 86. Superávit de 19.

Uma segunda leitura, publicada AO LADO desta e NUNCA a substituindo, mede UTI adulto e UTI pediátrica pelas Equações 2 e 3 do mesmo Caderno 2017 — as duas grandezas que uma revisão deste documento, em 2026-09-06, apontou como sub-medidas por ele: o SIH marca sim se uma internação usou UTI e por quantos dias (campos MARCA_UTI e UTI_MES_TO, presentes no leiaute reduzido desde sempre); o que faltava era só a tabela de códigos do MARCA_UTI, que separa UTI adulto de pediátrica e de neonatal — agora extraída de um documento fetchado (DATASUS ftp.datasus.gov.br, TAB_SIH.zip, membro CNV/MARCAUTI.CNV), nunca digitada [leitos_uti_caderno2017]. Pelo SIH de 2024: UTI adulto tem 9,48 % das internações gerais residentes (exclui Obstetrícia, UNSOURCED) com dia de UTI, média de 8,78 dias — exige entre 294 e 306 leitos contra os 442 instalados, superávit de 136 a 148. UTI pediátrica tem 6,06 %, média de 9,25 dias — exige entre 105 e 113 leitos contra os 134 instalados, superávit de 21 a 29. As duas leituras concordam no sinal com a faixa da Portaria acima — nenhuma aponta déficit — e os dois totais de leitos somados à UTI neonatal (442 + 134 + 86) fecham exatamente nos 662 leitos de UTI do parágrafo anterior. UTI neonatal não entra nesta segunda leitura: falta o NIe (internações gerais) de Neonatologia, ela própria UNSOURCED (§3.6) por um motivo que não tem nada a ver com o MARCA_UTI — um bloqueio herdado, não um dado que falte no SIH.

3.6 O que este bloco não conseguiu calcular

[dimensionamento_df], linhas com estado: UNSOURCED — quatro parâmetros que a proposta pedia e que este documento se recusa a inventar:

Parâmetro Por que não foi calculado
UTI adulto por mil habitantes o número chega pela prosa da proposta, não por artefato; não está na transcrição da portaria
UTI pediátrica a proposta manda contar e não fornece parâmetro
UTI neonatal por partos de risco exigiria este projeto definir “parto de risco” por conta própria
Hemodiálise o parâmetro existe e é extraível (Quadro 28B do Caderno de 2017); falta o denominador — população de 20 anos ou mais por RA, que este repositório não tem

3.7 O SIH entrou, e com ele o termo que ninguém publica

A seção 3.6 dizia, até 2026-09-03, que rodar o método de 2017 exigiria dados do SIH que este projeto não tinha. Não é mais verdade. A série do SIH foi adquirida em duas interfaces, e a razão de terem sido duas é o achado: o Quadro 38 do caderno de 2017 pede internações cruzando faixa etária com especialidade do leito, e o TABNET não faz esse cruzamento — as duas dimensões vivem em arquivos .def diferentes, e o TABNET só cruza dimensões dentro de um mesmo arquivo. Isso foi medido contra as quatro famílias .def do SIH que este projeto alcança, não suposto [sih_probes_def]. O registro da AIH, nos microdados reduzidos, carrega os dois campos na mesma linha [sih_microdados_espec_faixa].

As duas leituras do SIH são um par, e nenhuma é “a” figura. Uma conta internações de residentes do DF onde quer que tenham acontecido; a outra conta internações que aconteceram no DF, de quem quer que fosse. Em 2024 foram 183.422 e 234.446 [sih_serie_tabnet].

Essas duas não se dividem uma pela outra, e vale dizer por quê. A razão entre elas não é o PIr: o numerador inclui residentes do DF internados fora do DF, que por definição não estão no denominador. O PIr do caderno de 2017 é o percentual de residentes entre as internações que aconteceram aqui, e é isso que este projeto calcula, registro a registro, pelo município de residência de cada AIH [sih_residencia_fnr]. A conta pela subtração das duas leituras dá 1,2782 e está errada por construção; a conta certa dá 1,2887.

A diferença é o achado que muda o dimensionamento. Em 17 anos, 733.271 internações ocorridas no DF foram de pessoas que não moram no DF — 21,4 % do total [sih_residencia_fnr]. O caderno converte o PIr no fator Fnr = 100/PIr, que multiplica todo requisito de leitos. Em 2024 o PIr do DF é 77,60 %, ou seja Fnr = 1,2887 [sih_residencia_fnr]: cerca de 29 % a mais de leitos do que a população residente sozinha pediria.

E é estrutural, não conjuntural. O PIr fica entre 76,04 % (2013) e 82,44 % (2011) em todos os 17 anos, sem tendência [sih_residencia_fnr]. O DF é o núcleo de uma RIDE e interna gente de Goiás e de Minas por desenho; qualquer conta de leitos para o DF feita só sobre a população residente subestima a necessidade por um fator que este documento agora mede em vez de supor.

O que isto passou a permitir, e o que ainda não. O termo da ANS que faltava foi adquirido — a população de referência do Quadro 37, “× proporção sem plano de saúde”, por faixa etária — e computou a Equação 1 para seis das onze combinações tipo-leito/especialidade do Quadro 38: pediatria clínica e cirúrgica, e clínica/cirúrgica adulto nas duas faixas etárias. As outras cinco — Obstetrícia, Neonatologia e as três categorias de UTI — continuam UNSOURCED nesta tabela, que só cobre leitos gerais (Equação 1); nenhuma por um número inventado. Obstetrícia e Neonatologia, porque falta o fator de correção do sub-registro do SINASC. A frase que estava aqui até 2026-09-18 dizia que as três categorias de UTI ficavam UNSOURCED porque “o SIH não marca internação com UTI nem sua duração” — isso era FALSO, corrigido na revisão de 2026-09-18: o SIH marca as duas coisas (MARCA_UTI, UTI_MES_TO); o que faltava era a tabela de códigos do MARCA_UTI, agora extraída, nunca digitada. UTI adulto e UTI pediátrica são calculadas, pelas Equações 2 e 3, na tabela leitos_uti_caderno2017 (§3.5), publicada ao lado da faixa da Portaria 1.101/2002, nunca a substituindo; só a UTI neonatal permanece sem essa segunda leitura, por um motivo herdado de Neonatologia. Os valores e a metodologia completa estão em docs/DIMENSIONAMENTO.md, seção Leitos gerais pelo método do Caderno 2017; a tabela ali publicada não substitui a linha calculada sobre a Portaria 1.101/2002 — as duas são publicadas lado a lado.

Nada aqui vem de uma interface só. Tudo que foi agregado dos microdados é conferido contra a contagem que o próprio TABNET publica para a mesma competência e a mesma leitura [sih_reconciliacao]. 194 das 204 competências batem exatamente; as outras 10 diferem de +1 a +4 internações (no máximo 0,02 %), todas entre setembro de 2023 e setembro de 2024, e cada uma está registrada com sua diferença exata. É o formato da revisão retrospectiva que o próprio DATASUS avisa fazer — as duas interfaces são publicações distintas lidas em pontos de atualização distintos. Qualquer diferença maior que isso derruba a execução, e os três defeitos de leitura que este trabalho de fato cometeu moveriam 100 %, 20 % e 0,1 % da série: todos muito acima do que esta tolerância admite.

Taxa de ocupação não está aqui, e a ausência é deliberada. O SIH não a publica: o seletor Incremento do formulário oferece quinze medidas e ocupação não é uma delas. Este documento não publica taxa que a fonte não publica.

3.8 CNES histórico: leitos SUS e a razão por mil habitantes, 2005-2026

Série completa, todos os anos que o publicador serve [cnes_historico_ausencias]:

Ano Leitos SUS (CNES histórico) População (SIDRA 6579) Leitos por mil (série)
2005 4.748 2.333.108 2,035
2006 4.874 2.383.784 2,045
2007 4.849 não medido não medido
2008 5.258 2.557.159 2,056
2009 4.935 2.606.885 1,893
2010 5.406 não medido não medido
2011 5.207 2.609.998 1,995
2012 5.108 2.648.532 1,929
2013 4.908 2.789.761 1,759
2014 5.022 2.852.372 1,761
2015 4.409 2.914.830 1,513
2016 4.472 2.977.216 1,502
2017 4.482 3.039.444 1,475
2018 4.630 2.974.703 1,556
2019 4.430 3.015.268 1,469
2020 5.324 3.055.149 1,743
2021 5.329 3.094.325 1,722
2022 5.063 não medido não medido
2023 5.243 não medido não medido
2024 5.601 2.982.818 1,878
2025 5.604 2.996.899 1,870
2026 5.612 3.009.996 1,864

Quatro dos vinte e dois anos não têm razão por mil habitantes, e a tabela diz isso em vez de interpolar. 2007, 2010, 2022 e 2023 não têm população do DF verificada contra o publicador para aquele ano exato — o mesmo limite que a seção 2.1 já registra para habitantes_por_equipe —, então a razão fica não medido para esses quatro anos, nunca calculada sobre uma população estimada [cnes_historico_ausencias].

Um atalho foi testado e descartado, e vale registrar por quê. Um arquivo competência-recente retroagido a uma competência anterior lê 31 equipes onde o arquivo daquela própria competência lê 119 — a diferença mostra que um arquivo recente não pode substituir o arquivo do próprio ano, e por isso cada ano desta série é lido do seu próprio arquivo histórico, nunca projetado de um ano vizinho.

O que segue é aritmética sobre as seções anteriores deste bloco e não introduz nenhuma fonte nova, conforme a proposta pedia. Onde um custo não pode ser derivado de dado deste repositório, ele não é estimado.

3.9 Síntese do déficit

Deste bloco, sem repetir a conta [dimensionamento_df, dimensionamento_regiao]:

  Déficit mínimo Déficit máximo
Distrito Federal, leitos de enfermaria -711 -579
Centro-Sul 240 254
Sudoeste 197 223
Norte 184 203
Leste 93 106
Oeste 82 109
Soma das cinco regiões deficitárias 796 895

A primeira linha é negativa e as cinco seguintes são positivas, e é exatamente isso que esta tabela existe para mostrar. O Distrito Federal, somado, tem superávit de 579 a 711 leitos pela Equação 1 do Caderno de 2017 (seção 3.2). Cinco das suas sete regiões de saúde têm déficit, e somados esses déficits dão 796 a 895 leitos. O agregado distrital subtrai o superávit da Central e da Sul do déficit das outras cinco, como se um leito na Asa Norte cobrisse uma internação em Recanto das Emas. Ele não cobre. Entre 796 e 895 leitos é o que faltaria para que nenhuma região ficasse abaixo do que a demanda observada dos seus próprios moradores pede — e é o número que uma política de recomposição teria de enfrentar.

A tabela anterior, citada porque um leitor a leu: “Distrito Federal, leitos de enfermaria | 2.285 | 3.715 · Sudoeste | 1.441 | 1.860 · Centro-Sul | 797 | 968 · Leste | 507 | 655 · Norte | 462 | 627 · Oeste | 460 | 679 · Soma das cinco regiões deficitárias | 3.667 | 4.789“. Aquela leitura aplicava a Portaria GM/MS 1.101/2002, revogada em 2015 e nunca lida por este projeto; esta aplica o método do documento que a substituiu, medido com o SIH de 2024. A recomposição necessária caiu por um fator de quase cinco. Quais regiões precisam dela não mudou.

E o que a conta continua sem enxergar. 796 leitos é o que basta para atender, em cada região, as internações que aconteceram. Quem não foi internado porque não havia leito não está no SIH e não está nesta linha (seção 3.2). Este é o piso da recomposição, não o seu teto.

3.10 O custo — o que este documento se recusa a estimar

Não há neste repositório nenhum parâmetro de custo por leito, e nenhum foi adquirido. Este documento poderia multiplicar 796 leitos por um custo médio publicado em algum lugar e produzir um número grande e citável. Não vai. Um custo tirado de fora do repositório, num documento cuja única promessa é que todo número é rastreável, contaminaria o documento inteiro.

O que pode ser dito sobre ordem de grandeza, sem inventar parâmetro: a função Saúde liquidou R$ 7,359 bilhões em 2025 [orcamento_saude]. Qualquer proposta de recomposição de 796 a 895 leitos deve ser avaliada contra esse orçamento anual, e a conta que falta para fechá-la é o custo unitário — um dado, não uma opinião, e o próximo a ser adquirido.

Os números que esta seção trazia, citados e não apagados: “multiplicar 3.667 leitos” e “recomposição de 3.667 a 4.789 leitos” — a soma das regiões deficitárias sob a Portaria 1.101/2002. A recomposição caiu por um fator de quase cinco com a troca de método (seção 3.9); a recusa de estimar o custo dela não mudou.

3.11 Critérios para um modelo sustentável

Derivados do que foi medido, e apenas disso:

  1. O critério de alocação tem de ser regional, não distrital. O agregado do DF esconde uma razão de 24 para 1 entre regiões. Qualquer meta expressa em leitos por mil habitantes para o “Distrito Federal” pode ser cumprida sem mover nada onde falta.
  2. A prioridade é populacional, não histórica. A Sudoeste responde por 29,3 % da população e 13,4 % dos leitos SUS de enfermaria [dimensionamento_regiao]. É onde um leito novo produz mais efeito, e é onde a rede menos cresceu.
  3. Vinte RAs com zero leito é um indicador de acesso, não de capacidade. Elas não precisam cada uma de um hospital; precisam de distância até um. A medida correta é tempo de deslocamento, que este projeto não tem e que deveria ser a próxima aquisição deste bloco.
  4. Contrato de gestão precisa de série financeira publicada em forma legível por máquina. A série está em PDF documento a documento, e não em forma tabular. O IGES-DF publica — 386 documentos indexados, o que uma versão anterior desta lista negava — e o Bloco 6 mostra o custo disso: foi preciso abrir os arquivos e rodar OCR sobre digitalizações para chegar a um fato de uma linha, que cinco exercícios seguidos têm parecer com ressalva. Esse é um critério de contrato, não uma queixa de método: publicar 386 PDFs não é o mesmo que ser auditável por terceiros. Do lado do HCB nem isso existe — não há demonstração contábil publicada.
  5. O parâmetro normativo precisa ser substituído. Este documento calcula contra uma portaria revogada de 2002 porque não achou substituta adquirível. Uma política de leitos que se apoie nela apoia-se numa régua fora de vigência. —

Bloco 4 — Formação médica

4.1 Vínculos médicos ativos na rede SES-DF, um proxy de força de trabalho

Isto não é a série de médicos formados ou retidos pelo DF — é o número de vínculos ativos que o CNES registra para a rede SES-DF, ano a ano. Não é a mesma pergunta que a seção 4.2 declara sem resposta, e este documento não deixa a semelhança dos números confundir as duas.

Ano Vínculos médicos (proxy) Médicos deduplicados (proxy) Ambiguidade de CNS
2022 5.805 4.816 0,0000
2023 5.521 4.780 0,0000
2024 5.806 4.996 0,0000
2025 5.341 4.691 0,0000
2026 5.516 4.824 0,0000

A deduplicação é por CNS, e a ambiguidade dela está publicada, não escondida. Um profissional pode ter mais de um vínculo (mais de um estabelecimento, mais de um CBO); a coluna medicos_deduplicados_proxy conta pessoas físicas distintas por número de CNS, e taxa_ambiguidade_cns mede a fração de registros em que essa contagem é incerta — 0,0000 em todos os cinco anos medidos, ou seja, sem ambiguidade detectada nesta janela [vinculos_medicos_ses].

A janela é 2022-2026, não a série completa que o CNES permite. Uma janela mais longa existe e não muda o ponto que a formação médica (seção 4.2) deixa sem resposta; ela fica registrada aqui como uma extensão possível de um trabalho futuro, não como algo que faltou fazer.

4.2 O que a formação médica não pode mostrar

A versão anterior desta seção abria dizendo, por inteiro: “Este bloco não tem fundamento empírico para a pergunta que o abre, e é o único bloco do documento nessa condição. Três necessidades foram tentadas em 2026-09-17, cada uma por uma tentativa contra sua própria fonte antes de declarar lacuna — nunca um atalho por um espelho de terceiro.” Uma das três deixou de ser lacuna em 2026-09-20, e a frase fica citada em vez de apagada: o bloco continua sem fundamento para a pergunta de formação e retenção, e passou a ter um número para a densidade médica.

Das três necessidades tentadas em 2026-09-17, duas continuam lacuna e a terceira foi medida em 2026-09-19 — cada uma por uma tentativa contra sua própria fonte, nunca por um atalho num espelho de terceiro [cursos_medicina_df, medicina_ingressantes_egressos, medicos_por_mil]:

Necessidade Estado Causa medida
Cursos de medicina no DF e ano de autorização (e-MEC) lacuna emec.mec.gov.br respondeu HTTP 403 a um navegador real, testado em 2026-09-11 — um WAF recusando um navegador de verdade é controle, não ausência de rede, e nada aqui tenta contorná-lo: um controle é medido e declarado, nunca burlado
Ingressantes e egressos do curso de medicina, censo do INEP lacuna download.inep.gov.br derruba a conexão na camada HTTP ao pedir o arquivo, e o índice do próprio publicador não lista nenhum arquivo do censo da educação superior nesta execução. Nenhum espelho de terceiro é citado como fonte — apenas cruzamento independente, nunca a origem de uma linha publicada
Médicos por mil habitantes no DF medida em 2026-09-19 O host de terceiro que servia o livro em PDF entrou no registro de acesso por ordem do operador, e a tabela é lida dele a cada execução. A causa que esta linha registrava até 2026-09-20, citada e não apagada: “18.494 URLs no índice do próprio publicador, 42 casam com ‘demografia’ e nenhuma é um arquivo de dados legível por máquina — o que casa são notícias e um livro em PDF servido por um host de terceiro fora do registro de acesso. O numerador (médicos ativos no DF) não existe em nenhum host que este projeto tenha autorização para ler”

As lacunas são remedidas a cada execução, não declaradas uma vez e herdadas. Cada uma carrega, na sua própria coluna motivo, a data e o resultado exato da tentativa daquela execução — nunca um estado congelado num dia anterior. A linha medida obedece à mesma regra na direção contrária: se a rota da AMB cair, medicos_por_mil volta a publicar a lacuna citada acima, com a degradação registrada em tabelas_degradadas, em vez de repetir o número do dia em que a rota respondeu.

Consequência para o documento. Nada é afirmado aqui sobre quantos médicos o DF forma, quantos retém, ou para onde vão. A proposta que motivou este projeto pedia “anos de investimento e o retorno que não ficou” — uma hipótese que este documento não testou, e apresentá-la como achado seria a falha que este dossiê inteiro foi desenhado para evitar. O que existe é o proxy da seção 4.1, e ele responde a uma pergunta vizinha, não a esta.

4.3 Densidade médica: o DF contra o país

A ressalva vem antes do número, porque ela muda o que o número significa. A razão publicada abaixo é por registro profissional, não por médico: o próprio estudo declara, no rodapé da tabela de onde estes valores saem, que as inscrições excedem os indivíduos porque um médico registrado em mais de uma UF é contado em cada uma delas [demografia_medica_amb]. O DF é precisamente o lugar onde essa distorção mais pesa — um médico com registro no DF e em Goiás aparece nas duas colunas —, de modo que a razão do DF é um teto, não uma medida da força de trabalho que atende no DF. Este documento publica o número do publicador e publica a ressalva dele; não corrige um pelo outro, porque a correção exigiria um dado que ninguém publica.

A tabela é extraída do PDF a cada execução e nunca digitada. Só unidades federativas entram no ranking: a Tabela 3 mistura na mesma coluna as 27 UFs, as cinco regiões e o Brasil, e deixar uma região entrar seria comparar um agregado com as suas próprias partes — a primeira versão desta seção publicou “Região Sudeste” entre o Rio de Janeiro e São Paulo, e o erro fica dito aqui em vez de apagado. As cinco maiores razões, o Brasil como linha de referência declarada, e as três menores [demografia_medica_amb]:

UF Registros médicos População Razão por 1.000
Distrito Federal 18.729 2.982.818 6,28
Rio de Janeiro 72.388 17.219.679 4,20
São Paulo 172.721 45.973.194 3,76
Espírito Santo 14.564 4.102.129 3,55
Minas Gerais 74.431 21.322.691 3,49
Brasil 653.945 212.583.750 3,08
Amapá 1.176 802.837 1,46
Pará 11.865 8.664.306 1,37
Maranhão 8.871 7.010.960 1,27

O que isto sustenta e o que não sustenta. Sustenta que o DF tem a maior densidade de registros médicos do país, com folga sobre o segundo colocado, e muito acima da média nacional. Não sustenta nada sobre a rede pública: registro é habilitação para exercer, não vínculo com a SES-DF, e a distância entre os dois é justamente o que a seção 4.1 mede por outro caminho e o Bloco 5 mede por um terceiro. Um documento que passasse desta linha para “faltam médicos no DF” ou para “sobram médicos no DF” estaria usando o dado para uma pergunta que ele não responde.


Bloco 5 — Carreiras e remuneração

5.1 Força de trabalho: uma série que precisa ser lida com cuidado

O Portal da Transparência do GDF publica servidores por carreira. As carreiras da saúde [pessoal_carreira], em dezembro de cada ano:

Ano Carreira Servidores
2017 Assistência Pública à Saúde 31.966
2018 Assistência Pública à Saúde 33.248
2019 Assistência Pública à Saúde 32.962
2020 Assistência Pública à Saúde 32.787
2021 Gestão e Assistência Pública à Saúde 14.000
2021 Técnica em Enfermagem 14.893
2022 Técnica em Enfermagem 14.609
2023 Gestão e Assistência Pública à Saúde 13.563
2023 Técnica em Enfermagem 14.464
2024 Assistência Pública à Saúde 13.347
2024 Técnica em Enfermagem 14.631
2025 Assistência Pública à Saúde 13.179
2025 Técnica em Enfermagem 14.546

Esta tabela não deve ser lida como uma série temporal, e o motivo é o achado. Entre 2020 e 2021 a carreira muda de nome e se parte em duas. Lida ingenuamente, a série mostra o quadro caindo de 32.787 para 14.000 em um ano — uma perda de 57 % que não aconteceu: o que aconteceu foi que os técnicos em enfermagem passaram a ser contados numa carreira própria.

Pior: a fonte publica os cinco maiores cargos por competência, e não todas as carreiras. Em 2022 a carreira de gestão não aparece porque saiu do top 5 — não porque zerou. Por isso 2022 não é somável, e a linha está na tabela sem total.

O que é possível afirmar com honestidade: nos anos em que as duas componentes aparecem — 2021, 2023, 2024 e 2025 — os totais são 28.893, 28.027, 27.978 e 27.725. É uma queda de 4,0 % em quatro anos, num período em que a população cresceu. Comparar qualquer um desses números com os 32.962 de 2019 seria comparar recortes diferentes, e este documento não faz isso.

5.2 A carreira pública da saúde

Parcialmente lacunar: em 2026-09-20 a lacuna estreitou sem se fechar. A frase que abria esta seção — “Parcialmente lacunar. O deflator existe; a série de vencimentos, não.” — fica citada: duas pontas da série de vencimentos passaram a existir e o meio dela continua não existindo.

O que existe: o IPCA mensal completo do período [ipca_mensal], que é a metade da conta — qualquer série salarial nominal pode ser convertida em poder de compra real assim que a série existir. E a contagem de servidores das carreiras da saúde, com a ressalva de descontinuidade explicada na seção 5.1 [pessoal_carreira].

O que passou a existir em 2026-09-20, e o parágrafo que dizia o contrário, citado e não apagado. Esta seção declarava: “A série histórica do vencimento básico da carreira médica da SES-DF. A tabela de vencimentos é anexo de lei, publicada no SINJ-DF, e sinj.df.gov.br responde HTTP 403 em http e em https. Em https ele apresenta certificado de *.tc.df.gov.br — nome que não confere, falha que um navegador também recusa. (…) A LC 840/2011 e a Lei 6.137/2018, necessárias para documentar a mudança na Taxa de Permanência em Disponibilidade. Mesmo obstáculo, mesmo host.” A medição continua verdadeira do host que ela nomeia: sinj.df.gov.br segue com o certificado trocado, e nada aqui o contorna. O que mudou é que o operador registrou um segundo nome do mesmo publicador, www.sinj.df.gov.br, e é dele que os textos foram lidos — seis normas declaradas, cada página lida conferida contra a própria epígrafe que ela serve antes de qualquer cifra sair dela [carreira_medica_normas]. A LC 840/2011 e a Lei 6.137/2018 estão entre elas.

O que continua não existindo [eixos_cobertura, vencimento_medico_lacunas]:

O que se pode afirmar sem a série salarial. Que o quadro das carreiras da saúde caiu 4,0 % entre 2021 e 2025 nos anos comparáveis [pessoal_carreira], num período em que o gasto real com saúde subiu 25,9 % [orcamento_saude, ipca_mensal]. Mais dinheiro real, menos servidores efetivos é um fato composto de dois dados que este repositório tem, e é o achado deste eixo. Para onde foi a diferença — contratos de gestão, terceirização, custeio, investimento — é precisamente o que a seção 7.1 registra como não adquirido.

5.3 Cargos vagos, dezembro de 2025

As cinco carreiras da saúde com mais cargos vagos, competência 2025-12 [cargos_vagos]:

Carreira Cargo Total Vagos Ocupados
GESTÃO E ASSISTÊNCIA PUBLICA A SAÚDE Analista em Gestão e Assistência Pública à Saúde 6.500 6.500 0
TÉCNICA EM ENFERMAGEM Técnico em Enfermagem 15.000 6.046 8.954
ASSISTÊNCIA PÚBLICA À SAÚDE Técnico em Saúde 10.000 5.404 4.596
MÉDICA Médico 10.000 5.144 4.856
GESTÃO E ASSISTÊNCIA PUBLICA A SAÚDE Técnico em Gestão e Assistência Pública à Saúde 4.500 4.500 0

A carreira médica sozinha responde por 5.144 vagas de um total de 10.000 cargos — mais da metade do quadro previsto para a carreira não está ocupada [cargos_vagos]. Duas das cinco linhas — Gestão e Assistência Pública à Saúde, nas duas categorias — mostram o cargo inteiro vago: 6.500 e 4.500 cargos, zero ocupados, o que sugere um cargo criado e nunca provido, não um cargo esvaziado por saída de servidores; este documento registra o número e não decide qual dos dois é o caso.

Esta é uma fotografia de uma competência, não uma série. cargos_vagos tem granularidade mensal desde 2017; o recorte de dezembro de 2025 aqui publicado é o mais recente medido, e uma série mensal completa fica registrada como uma extensão possível de trabalho futuro, não como algo que faltou fazer nesta ordem de serviço.

5.4 Vencimento básico da carreira médica: duas pontas e um buraco

Duas fontes, e o intervalo entre elas fica declarado como lacuna. As vigências mais antigas vêm dos Anexos II e III da Lei 3.323/2004, lidos da página da própria norma no SINJ-DF; a vigência corrente vem da tabela de escalonamento vertical publicada pela SEEC-DF, que cita a Lei 7.253/2023 como base [vencimento_medico, carreira_medica_normas].

Vigência Jornada Norma Cifras publicadas Menor vencimento Maior vencimento
2004-03 20 h Lei 3.323/2004 25 R$ 808,00 R$ 1.046,49
2004-03 40 h Lei 3.323/2004 25 R$ 1.616,00 R$ 2.092,99
2005-03 20 h Lei 3.323/2004 25 R$ 828,00 R$ 1.109,23
2005-03 40 h Lei 3.323/2004 25 R$ 1.656,00 R$ 2.218,47
2005-09 20 h Lei 3.323/2004 25 R$ 875,00 R$ 1.222,22
2005-09 40 h Lei 3.323/2004 25 R$ 1.750,00 R$ 2.444,44
2006-03 20 h Lei 3.323/2004 25 R$ 878,00 R$ 1.367,16
2006-03 40 h Lei 3.323/2004 25 R$ 1.756,00 R$ 2.734,32
2006-07 20 h Lei 3.323/2004 25 R$ 895,00 R$ 1.508,48
2006-07 40 h Lei 3.323/2004 25 R$ 1.790,00 R$ 3.016,97
2025-07 20 h Lei 7.253/2023 (tabela SEEC-DF, vigência 07/2025) 18 R$ 7.912,32 R$ 9.651,71
2025-07 40 h Lei 7.253/2023 (tabela SEEC-DF, vigência 07/2025) 18 R$ 15.824,66 R$ 19.303,43

O que este quadro não permite fazer, dito porque a tentação é evidente. Entre a última vigência de 2006 e a tabela de 2025 há quase vinte anos sem uma única cifra lida de documento. A série real de poder de compra da carreira médica não é calculável daqui, e interpolá-la a partir dos percentuais de reajuste que as leis do período anunciam produziria uma curva que nenhum documento publica — exatamente o tipo de número que este dossiê se recusa a produzir. O IPCA mensal completo está no repositório e continua esperando a série que falta [ipca_mensal, vencimento_medico_lacunas].

Como as cifras foram lidas, porque o modo de ler já falhou uma vez. O Anexo II é uma tabela cujas células de cargo e classe são mescladas verticalmente: as linhas abaixo da primeira têm menos colunas do que o cabeçalho. Lidas pelos índices do cabeçalho, elas publicavam a cifra de uma vigência sob o rótulo de outra. Os valores são alinhados pela direita, na ordem do próprio cabeçalho, e uma linha curta demais ou com célula não numérica interrompe a leitura em vez de salvar o que couber — a contagem resultante bate com a contagem de cifras que o documento imprime.

E falhou uma segunda vez, no outro documento, pelo mesmo motivo de fundo. A tabela da SEEC-DF também mescla células verticalmente: a linha da primeira classe de cada bloco começa pelo rótulo do bloco, e não pelo padrão. O leitor exigia o padrão no começo da linha e por isso descartava exatamente essas cinco — publicava 13 padrões onde o documento imprime 18, sem erro nenhum e com aparência de tabela completa. A revisão independente desta ordem de serviço encontrou o defeito antes da publicação; o padrão passou a ser reconhecido onde quer que esteja na linha, e uma guarda compara agora o número de cifras lidas com o número de cifras que a página imprime, interrompendo a leitura se os dois não baterem. Ler parte de uma tabela e publicá-la como a tabela é o defeito que essa guarda existe para impedir. As duas pontas da faixa não se moveram — R$ 7.912,32 e R$ 9.651,71 na jornada de 20 h — porque as cinco linhas perdidas estavam no meio; o que se moveu foi a quantidade de documento que este dossiê pode dizer ter lido.

5.5 A folha da SES-DF, 2013-2026

Nenhum nome é publicado, e isso é uma regra do processamento, não uma escolha de redação. Os arquivos anuais de remuneração do GDF trazem a folha nominal servidor a servidor. O que sai deles para este repositório é agregado por (ano, mês, cargo), com o número de servidores atrás de cada linha; nada abaixo do nível de cargo deixa a máquina [remuneracao_ses_carreira].

Cada competência é conferida contra o próprio arquivo de onde saiu: linhas lidas, linhas com órgão igual à Secretaria de Estado de Saúde, linhas publicadas. Uma competência em que a conta não fechasse seria uma linha com confere = 0, publicada e não escondida [remuneracao_ses_reconciliacao].

Ano Competências Última competência Servidores SES-DF Cargos médicos Remuneração básica média
2013 12 12/2013 47.613 7.423 R$ 6.673,47
2014 12 12/2014 48.256 7.426 R$ 7.810,53
2015 12 12/2015 47.552 7.214 R$ 7.761,17
2016 12 12/2016 48.363 7.437 R$ 7.889,50
2017 12 12/2017 49.410 7.579 R$ 7.881,47
2018 12 12/2018 51.511 7.933 R$ 7.873,37
2019 12 12/2019 51.035 7.786 R$ 8.046,66
2020 12 12/2020 52.186 8.116 R$ 8.237,40
2021 12 12/2021 53.027 8.158 R$ 8.436,98
2022 12 12/2022 52.824 7.916 R$ 9.712,56
2023 12 12/2023 52.424 7.880 R$ 10.512,07
2024 12 12/2024 52.631 8.023 R$ 11.775,86
2025 12 12/2025 52.938 8.046 R$ 12.871,66
2026 7 07/2026 53.675 7.999 R$ 12.905,96

A coluna de cargos médicos é derivada, e a regra dela está na própria tabela. Ela marca os cargos cujo rótulo do publicador começa por médico e que não são residência: os cargos de residente casam com a primeira regra e são explicitamente excluídos, porque residência é formação remunerada e não provimento da carreira. As duas marcas são disjuntas por construção — nenhuma linha carrega as duas. Esta é a segunda vez, na mesma apuração de 2026-09-20, que uma regra de classificação foi corrigida antes de publicar: a primeira foi a identidade das normas do SINJ.

O que esta série sustenta e o que não sustenta. Ela é a contagem de quem estava na folha, por cargo, mês a mês — não o vencimento básico da carreira, que é a seção 5.4, e não o quadro previsto em lei, que é a seção 5.3. Remuneração básica média não é salário de ninguém: é um total dividido por um número de servidores, e serve para comparar meses entre si, nunca para descrever um contracheque.


Bloco 6 — IGES-DF e HCB

6.1 O que existe hoje, de cada lado

Esta seção é uma lacuna declarada, e a lacuna é assimétrica.

Do lado do HCB, este repositório tem o índice completo de documentos do contrato de gestão publicado pelo próprio hospital: 154 documentos — o Contrato de Gestão 076/2019 e seus termos aditivos, com data e número de DODF [hcb_contratos]. É um índice de documentos, não uma série financeira: dá para dizer quantos aditivos existem e quando, não quanto custaram.

Do lado do IGES-DF há o índice, e não os números — mas agora há dois índices, não um. 386 documentos de prestação de contas, relatórios de gestão e demonstrações contábeis [igesdf_prestacao_contas] — entre eles os 75 relatórios quadrimestrais e o Relatório do Auditor Independente de 31/12/2022. E, desde 2026-09-04, o próprio contrato de gestão: 113 documentos — o Contrato de Gestão 001/2018, seus termos aditivos, termos de apostilamento, extratos de publicação e os sete contratos de UPA [igesdf_contratos_gestao], o análogo direto de hcb_contratos que faltava neste lado da comparação. A assimetria estreita sem fechar: todos os 113 documentos deste índice já estavam, verificados, entre os 386 de cima — indexados sob um nome de página diferente — de modo que o que esse segundo índice acrescenta não é conteúdo novo, é a primeira linha própria que responde “o contrato de gestão do IGES-DF está indexado?” sem exigir que quem pergunta já soubesse onde procurar. O que este dossiê não tem é o conteúdo desses PDFs: os documentos não são baixados nem lidos, então a série financeira que uma comparação exigiria continua ausente deste repositório, embora não do publicador.

Uma comparação entre duas organizações quando só uma delas tem dado não é uma comparação. A proposta pedia seis dimensões de contraste; as seções seguintes deste bloco explicam por que elas não podem ser preenchidas, em vez de preenchê-las pela metade.

6.2 O que existe e o que falta, por índice documental

Este eixo está declarado como lacuna, e a declaração é o conteúdo.

A proposta pedia seis dimensões de contraste entre duas organizações sociais de saúde com a mesma natureza jurídica e resultados diferentes, e cinco critérios de contrato derivados desse contraste. Fazer isso exige dado financeiro dos dois lados. Este repositório passou a ter índice documental dos dois e continua sem o dado financeiro de qualquer um — o que estreita a lacuna sem fechá-la, e é dito assim em vez de ser apresentado como progresso maior do que é.

O que existe, do lado do HCB: o índice de documentos do contrato de gestão — 154 documentos, contrato e termos aditivos, cada um com sua referência de DODF [hcb_contratos]. O que se pode afirmar a partir dele é estrutural, não financeiro: existe um Contrato de Gestão 076/2019, publicado no DODF 182 de 24/09/2019, e uma sequência longa de termos aditivos que se estende por anos. Um contrato que precisa de dezenas de aditivos é um fato sobre governança contratual, e é o mais forte que este dado sustenta.

O que existe, do lado do IGES-DF, e que uma versão anterior deste documento afirmava não existir. A leitura de 2026-08-28 encontrou 386 documentos distintos [igesdf_prestacao_contas], lidos pela API REST documentada que o próprio site do IGES-DF serve. A primeira medição, de 2026-08-27, havia registrado esta necessidade como ausente dizendo que os relatórios eram “anexos de páginas de notícia, sem índice legível por máquina” — era falso, e a correção está no registro de cobertura em vez de aparecer aqui como se sempre tivesse sido assim.

As páginas não são uma lista escrita à mão, e não são porque duas listas escritas à mão falharam. A rota paginada da API enumera todas as páginas publicadas do site — a contagem conferida contra o X-WP-Total do próprio servidor — e uma regra declarada sobre o caminho da URL seleciona as 9 que são índices de prestação de contas, das quais 8 trazem documentos. A primeira leitura desta série leu uma página; a segunda fixou três e ainda assim perdia 30 documentos em duas páginas que estavam no mesmo sitemap já lido, entre eles três Relatório de Gestão quadrimestrais de 2023 e as Demonstrações Contábeis 2018 Auditadas. Cada erro foi apanhado por revisão independente, não pelo código. Hoje o número de páginas que trazem documentos é ele próprio uma afirmação conferida a cada execução: um décimo índice que essa regra reconheça quebra o build pelo nome em vez de ficar de fora em silêncio. A ressalva é literal: um índice que o instituto batize fora da regra continuaria de fora, e é por isso que a enumeração inteira das 822 páginas é gravada em dados/raw/igesdf_paginas.json — para que a completude da regra seja conferível sem refazer nenhuma requisição. Para que isso funcione, a tabela tem uma linha por par (página, documento) — 940 linhas para 386 documentos distintos, porque um documento listado em três índices é listado em três índices, e dizer o contrário fazia da coluna pagina um fato sobre a ordem de leitura em vez de um fato sobre o publicador.

A mesma correção teve de ser feita duas vezes, e a segunda está registrada em vez de apagada. A primeira leitura não encontrou nenhuma peça contábil de 2022 e escreveu neste documento que o IGES-DF não publicava as demonstrações auditadas de 2022 — pelo mesmo motivo pelo qual a medição de 2026-08-27 errara antes: parar antes de esgotar a interface. O estado dessa necessidade é hoje acquired, e o índice traz o conjunto de 2022 completo — Balanço Patrimonial, DRP, DFC, DMPL, DRA e Notas Explicativas — mais o IGESDF-RAI-31.12.2022, o Relatório do Auditor Independente.

O que este índice sustenta é, de novo, estrutural: a série existe, é contínua e é citável documento a documento. Os números dentro dos PDFs não foram extraídos, e por isso nenhuma comparação financeira entre as duas organizações aparece abaixo.

A leitura de 2026-08-28 deixou um análogo por declarar, e a de 2026-09-04 o declara. O registro daquela leitura já dizia que /transparencia/contratos/contratos-de-gestao/ publica 119 documentos e que nenhuma necessidade do IGES-DF o nomeava — a mesma assimetria que hcb_contratos expõe do outro lado desta comparação. Contado de novo em 2026-09-04, e não herdado: a página carrega 119 âncoras de PDF, número que reproduz o de 2026-08-28 ao dígito, das quais 113 são URLs distintas — seis âncoras repetem um arquivo já ancorado antes na mesma página, e a tabela grava uma linha por par (página, documento), o formato que igesdf_prestacao_contas já usa [igesdf_contratos_gestao]. Classificados pelo próprio título publicado: 1 contrato de gestão base, 63 termos aditivos e 7 contratos de UPA — os três reproduzem a leitura de 2026-08-28 —, mais 26 extratos de publicação que aquele registro não separara. Os termos de apostilamento divergem: a numeração publicada vai de 1 a 17 sem nunca publicar um 2º, o que são 16 documentos distintos, não os 17 contados em 2026-08-28 — achado desta contagem, não erro daquela, porque uma foi feita por leitura e esta por regra sobre o título. Os sete contratos de UPA ficam na mesma necessidade que o contrato-mãe, com um campo próprio os distinguindo, por decisão do operador de 2026-09-04.

O quase-acerto que a leitura de 2026-09-04 foi desenhada para tratar se revelou ser a tabela inteira. O que se pretendia tratar era um único documento — um termo aditivo já indexado por igesdf_prestacao_contas sob outra página — como o risco de um leitor concluir “temos termos aditivos” e estar enganado sobre a cobertura. Medido, não é um documento: os 113 documentos distintos deste índice já estavam, todos, entre os 386 de igesdf_prestacao_contas, sob três páginas de prestação de contas diferentes. Nenhum foi deduplicado — a chave de cada tabela é (a própria página, o documento), não o documento isolado — e o que a nova necessidade acrescenta não é conteúdo bruto: é a primeira linha própria que responde à pergunta sem exigir que quem a faz já saiba que a resposta está espalhada sob um nome diferente.

6.3 Os pareceres de auditoria, lidos

Este documento afirmava, até a versão anterior, que não podia dizer se o parecer de 2022 tinha ressalva. Agora pode: em 2026-08-28 os documentos que até então só eram endereçados passaram a ser abertos e lidos. O recorte é declarado e é pequeno — dos 386 PDFs indexados, uma regra publicada seleciona 35 [documentos_leitura], os pareceres de auditoria e as peças contábeis, e deixa 351 de fora, entre eles os 311 documentos do índice de relatórios de gestão que a regra não seleciona. Ler o corpus inteiro é outro trabalho; dizer que ele foi lido seria falso.

Dos 35, 28 tinham camada de texto e 7 não tinham nenhuma — zero caractere extraível — e foram lidos por OCR; nenhum falhou [documentos_leitura]. O critério é medido, não presumido: um documento vai para OCR quando o extrator devolve menos de 500 caracteres, e estes sete devolveram zero. Dois dos sete são o mesmo arquivo, indexado duas vezes pelo publicador, e o segundo reaproveita o texto do primeiro em vez de repetir o OCR. A coluna metodo diz qual leitor produziu cada texto, porque um caractere reconhecido por OCR e um caractere extraído não são o mesmo tipo de fato. Nenhuma cifra financeira deste dossiê vem de OCR: OCR erra dígitos, e estes são balanços.

O resultado é uma série, não um ano. Foram classificadas 8 leituras de parecer — sobre 7 documentos distintos e 6 exercícios, porque o publicador indexa um deles duas vezes — e a classificação é uma consulta às formas fixas da NBC TA 700/705 com o trecho literal do auditor gravado ao lado [opinioes_auditoria] — nunca uma inferência, e ancorada: uma forma modificada só conta onde Examinamos a segue de perto e onde ela vem antes de qualquer frase de opinião não modificada, porque uma busca solta num PDF de 51 páginas leria o parágrafo Outros assuntos — em que um parecer limpo diz que o exercício anterior teve ressalva — como se fosse o parecer deste ano. Um parecer em que nenhuma forma apareça ancorada fica nao_localizada, e um cujo texto não pôde ser extraído fica nao_lida: são falhas diferentes e nenhuma se parece com um parecer limpo. Nenhuma leitura ficou em qualquer das duas condições.

Exercício Opinião Método Peças lidas
2018 sem ressalva ocr 3
2019 com ressalva pypdf 1
2020 com ressalva pypdf 1
2021 com ressalva pypdf 1
2022 com ressalva pypdf 1
2023 com ressalva pypdf 1

O exercício de 2018 é do IHB — Instituto Hospital de Base, a entidade anterior; os demais são do IGES-DF. As três peças de 2018 são dois documentos distintos — o parecer avulso e o caderno Demonstrações Contábeis 2018 Auditadas, este indexado duas vezes pelo publicador, uma em http e outra em https — e concordam entre si, o que é a segunda leitura que uma classificação vinda de OCR exige.

Cinco exercícios seguidos com ressalva [opinioes_auditoria], e um único parecer limpo na série — o de 2018, do IHB, a entidade que existia antes do IGES-DF. É o achado deste eixo, e ele não é sobre 2022: a necessidade de fonte batizada em 2026-08-27 como “demonstrações auditadas 2022 (parecer com ressalva)” estava com o nome certo por acaso, não por leitura — um rótulo que atravessou toda a sequência de apurações desde aquela data sem que ninguém o conferisse, e o próprio registro de cobertura dizia por escrito que o índice não permitia conferi-lo. Recortar 2022 sozinho também teria escondido o que importa, que é a repetição.

O que a ressalva de 2022 diz, nas palavras do auditor. As bases declaradas são três — a Operação Escudeiro da Polícia Civil do DF, que investiga suspeita de pagamento de propina por empresa contratada para renovação de contrato de R$ 300 milhões, com processo em curso; o saldo de estoques sem inventário levantado na data-base; e a aplicação da NBC TG 06 (R3) apenas a partir de 2022 para contratos de arrendamento vigentes desde 2019. O parecer traz ainda ênfase sobre incerteza quanto à continuidade operacional. Cada um desses fatos está no trecho literal gravado na tabela: as três bases em trecho_base, a ênfase em trecho_enfase, colunas separadas porque o parágrafo da opinião não contém nem uma nem outra — a base começa cerca de 800 caracteres depois dele e a ênfase, outros 2.700 adiante. Tudo veio de camada de texto, não de OCR.

O que isto não é. Não é a série financeira. Um parecer com ressalva é uma afirmação do auditor sobre as demonstrações, não uma comparação de custo entre IGES-DF e HCB — que continua impossível, porque do lado do HCB não há demonstração contábil publicada.

O que a tabela cobre e o que não cobre, dito porque o recorte é uma decisão. O ano em ano_upload é o ano em que o arquivo foi carregado no site, não o exercício a que se refere: há peças de 2018 carregadas em 2025, e nenhum upload em 2021. E a regra deixa de fora, deliberadamente, os despejos mensais de contratos (~1.400 PDFs), os relatórios de auditoria de fornecedores e os acordos coletivos — documentos reais, e nenhum deles prestação de contas ou relatório de gestão do instituto.

O que continua não existindo [eixos_cobertura]:

Necessidade Estado Motivo medido
HCB, demonstrações contábeis absent /transparencia/relatorios/ responde 200 com 127 links, dos quais zero apontam para arquivo, e ele enumera 23 páginas de detalhe sob caminho estável — todas as 23 foram buscadas, e somadas dão zero links para arquivo e zero ocorrências de demonstra, contábil, balanço, auditad, parecer e ressalva. O host não é WordPress: /robots.txt, /wp-sitemap.xml e /sitemap.xml devolvem 404, e /wp-json devolve 200 servindo a home — um catch-all, não uma API. A enumeração está em dados/raw/hcb_relatorios_enumeracao.json

Por que isto não foi preenchido com o que se sabe publicamente. Porque a proposta que encomendou este dossiê pediu explicitamente um documento cujo diferencial fosse a rastreabilidade, e porque este bloco é exatamente onde um documento adversário já existe. Repetir as conclusões dele sem ter os dados dele seria adotar as conclusões de terceiros com a aparência de análise própria.

O que destravaria este eixo: do lado do HCB não falta leitura e sim publicação — não há demonstração contábil no site para abrir. Do lado do IGES-DF, a série financeira foi extraída e está na seção seguinte; o que ela encontrou é que a peça de um exercício não sustenta a leitura.

6.4 A série financeira, e o documento que não fecha

As peças que aqueles pareceres auditam foram lidas como números. São 29 documentos de demonstrações contábeis [demonstracoes_documentos], seis exercícios, cinco tipos de peça — balanço, DRE/DRP, DRA, DMPL e DFC — dos quais 12 foram parseados integralmente, 7 parcialmente e 10 o parser recusou [demonstracoes_documentos]. As recusas não são falhas escondidas: o metodo de extração do PDF entrega, em vários desses documentos, os valores em uma ordem e os rótulos em outra — o DFC de 2021 traz seus 46 valores em 23 linhas primeiro e seus 24 rótulos no fim, embaralhados — e parear rótulo e valor por posição produziria uma demonstração completa e errada. Cada recusa é uma linha com o motivo, e há três contadores publicados em vez de uma palavra de estado: linhas só de valores, linhas com contagem de colunas divergente e 117 linhas que carregam dinheiro e não casaram com nenhuma regra [demonstracoes_documentos]. Ao todo, 1.585 linhas de demonstração [demonstracoes_linhas], cada uma com o trecho de origem ao lado.

A regra de publicação é a unanimidade, e ela existe porque estas demonstrações são comparativas. Todo exercício, menos o último, é reapresentado por um documento posterior, produzido depois, por outro contador — então quase toda cifra é lida duas vezes, em documentos independentes — e um documento é identificado pelo seu sha256, não pela URL, porque as demonstrações de 2018 estão publicadas duas vezes sob o mesmo conteúdo e um arquivo concordando consigo mesmo não é conferência nenhuma. Das 279 conferências entre documentos, 182 batem ao centavo e 97 divergem [demonstracoes_conferencia]. Não há tolerância: são cifras contábeis publicadas, e um centavo de diferença significa que um dos documentos foi lido errado — ou que um deles está errado.

As divergências têm uma origem quase única, e essa é a constatação desta seção: 96 das 97 envolvem o Balanço Patrimonial de 2021 [demonstracoes_conferencia]. A 97ª não — é uma rubrica, valores em contingência, que os balanços de 2022 e 2023 imprimem dos dois lados do balanço com o mesmo nome, e que esta verificação portanto compara consigo mesma [demonstracoes_conferencia]. Tirando o documento de 2021, os pares batem integralmente: 2019 contra 2020, 2022 contra 2023. O mesmo documento é também o único que não fecha consigo mesmo: das 11 colunas de balanço verificadas, 8 fecham ao centavo e 3 não fecham [demonstracoes_balanco], e as três são as três colunas daquele documento — um único documento entre os cinco cujo balanço pôde ser verificado [demonstracoes_balanco], porque o balanço de 2018 é digitalizado e o parser o recusou inteiro, de modo que nunca foi testado. Ativo contra passivo é aritmética que o próprio documento afirma sobre si; quando não fecha, ou a leitura está errada ou a peça está.

Por isso 2019 e 2020 aparecem majoritariamente como não publicável na tabela abaixo. A descrição honesta é uma combinação: o documento de 2021 declara suas colunas DEZ/2019 DEZ/2020 DEZ/2021 e as duas primeiras contêm, medido contra os documentos de 2019 e de 2020, 2020 e 2019 — e esta extração arquiva cada coluna sob o cabeçalho que o documento declara, sem consertar o documento por inferência. A divergência é, portanto, um documento cujo cabeçalho não corresponde às suas colunas somado a uma regra que se recusa a reparar isso em silêncio. Dois documentos concordando não derrubam um terceiro por maioria — uma discordância de três vias sobre um número contábil publicado é o achado, e desfazê-la em silêncio seria apagá-lo. Das 36 linhas da série, 23 são publicáveis [demonstracoes_serie].

Balanço em Ativo total Patrimônio líquido Estoques
2018 R$ 160.529.744,88 R$ 15.967.370,59 R$ 18.956.336,32
2019 não publicável R$ -45.749.115,59 não publicável
2020 não publicável não publicável não publicável
2021 R$ 235.076.045,92 não publicável R$ 43.959.076,22
2022 R$ 331.322.817,30 R$ -129.721.162,12 R$ 72.510.235,06
2023 R$ 358.123.567,98 R$ -87.963.335,23 R$ 89.087.283,30

Uma cifra desta tabela confere por um caminho totalmente independente. O patrimônio líquido de 2022 — -R$ 129.721.162,12 [demonstracoes_serie] — é exatamente o valor que o auditor cita na ênfase sobre continuidade operacional, lido na seção anterior de outro documento, por outro parser, em outra ordem de serviço [opinioes_auditoria]. Duas leituras independentes, o mesmo número.

O que esta seção não afirma. Nenhuma cifra aqui é uma opinião sobre a gestão do instituto: são as linhas que o próprio IGES-DF publicou, conferidas contra as que ele publicou depois. Nenhuma sai de OCR — as peças de 2018 são digitalizações e o pareamento posicional delas foi recusado, de modo que a coluna de 2018 acima vem do balanço de 2019, que é camada de texto e reapresenta 2018 [demonstracoes_serie]. E a série é de balanço: DRE, DFC e DRA estão no banco linha a linha e não são publicados aqui, porque metade dos seus documentos caiu nas recusas descritas acima e uma série incompleta apresentada como série seria pior do que nenhuma. O DMPL não está no banco de forma alguma: os seis documentos de mutações do patrimônio líquido são matrizes que nenhuma das regras desta extração lê, e as seis foram recusadas — zero linhas [demonstracoes_linhas].

6.5 Índice de publicação documental

Uma medida própria deste projeto, declarada como tal e não como um índice oficial. Em 2026-09-14 declarou-se, antes de contar qualquer célula, um inventário fixo de tipos de documento que uma entidade que gere um contrato de gestão de saúde pública deveria, em princípio, publicar — contrato de gestão, relatório de prestação de contas e demonstração contábil — e mediu quantas dessas categorias cada entidade efetivamente publica [transparencia_matriz, transparencia_indice_publicacao]:

Entidade Células publicadas Células totais Índice de publicação
IGES-DF 3 3 1,000
HCB 1 3 0,333

A tabela do IGES-DF, por si só, não é o contraponto que a seção 6.2 registra como impossível. O índice mede publicação de índices documentais, não conteúdo financeiro comparável célula a célula — a limitação que a seção 6.2 já declara sobre os 386 documentos do IGES-DF continua valendo integralmente aqui.

A fragmentação da rede, por instrumento contratual. fragmentacao_rede_indice lista, sem nenhuma coluna de narrativa, cada contrato, termo aditivo, termo de apostilamento e extrato de publicação do IGES-DF encontrado pelo próprio índice de documentos — mais de cem instrumentos distintos regendo uma única rede de saúde [fragmentacao_rede_indice]. O número de instrumentos não é, por si só, uma medida de má gestão; é uma medida de quantos atos formais foram necessários para manter um único contrato em vigor, e fica ao lado da comparação, não como veredicto sobre ela.


Bloco 7 — Prometido, orçado e executado

7.1 Orçamento e modelo de gestão

A função Saúde liquidada pelo GDF, 2017 a 2025, em valores nominais e deflacionados pelo IPCA para reais de dezembro de 2025 [orcamento_saude, orcamento_df_total, ipca_mensal]:

Ano Saúde liquidada (nominal) Em R$ de 2025 Despesa total do DF Saúde / total
2017 R$ 3,930 bi R$ 6,093 bi R$ 22,295 bi 17,63 %
2018 R$ 4,090 bi R$ 6,159 bi R$ 23,757 bi 17,22 %
2019 R$ 3,747 bi R$ 5,439 bi R$ 23,554 bi 15,91 %
2020 R$ 4,328 bi R$ 6,023 bi R$ 24,230 bi 17,86 %
2021 R$ 5,308 bi R$ 7,067 bi R$ 27,737 bi 19,14 %
2022 R$ 6,080 bi R$ 7,355 bi R$ 32,519 bi 18,70 %
2023 R$ 5,039 bi R$ 5,763 bi R$ 32,104 bi 15,70 %
2024 R$ 6,153 bi R$ 6,726 bi R$ 38,624 bi 15,93 %
2025 R$ 7,359 bi R$ 7,673 bi R$ 42,370 bi 17,37 %

O que a série mostra. Crescimento real de 25,9 % em nove anos, com dois recuos nítidos: 2019 (−11,7 % real sobre 2018) e 2023 (−21,6 % real sobre 2022). A participação da saúde na despesa do GDF oscila numa faixa estreita, entre 15,70 % e 19,14 %, e termina onde começou.

O que a série não mostra, e é preciso dizer. Esta é a despesa liquidada da função Saúde, tal como o Portal da Transparência do GDF a publica. Ela não separa administração direta de contratos de gestão. A migração orçamentária da SES direta para contratos de gestão — o número que a proposta original pedia — não está neste repositório: exigiria a despesa por ação ou por credor, e o que foi adquirido é o agregado por função. É uma lacuna de dado, não uma conclusão.

O deflator. IPCA mensal do IBGE, série SIDRA tabela 1737, 108 competências de 2017-01 a 2025-12 [ipca_mensal]. O fator acumulado do período é 1,5502. A proposta original indicava a tabela 2938, que está descontinuada e termina em 2011 — a correção foi feita em 2026-08-27.

7.2 Estágio orçamentário, exercício 2025

Dos cinco estágios da despesa pública, o que a execução de 2025 permite reconstruir em forma legível por máquina, função Saúde [orcamento_saude_etapas, rreo_funcao_saude]:

Estágio Valor (2025) Estado
Aprovado R$ 6.206.245.463,00 medido
Autorizado R$ 8.154.440.119,00 medido
Empenhado R$ 7.532.774.644,57 medido
Liquidado R$ 7.359.171.313,31 medido
Pago não medido lacuna

Quatro dos cinco estágios estão medidos, e cada um diz de onde veio. Aprovado (dotação inicial), autorizado (dotação atualizada) e empenhado são lidos do RREO, Anexo 2, função 10 (Saúde), somando as despesas exceto intraorçamentárias e as intraorçamentárias, na versão que o Tesouro Nacional publica pelo Siconfi — e a leitura confere, centavo a centavo, com o PDF que a Secretaria de Economia do DF publica [rreo_funcao_saude, rreo_conferencia_pdf]. O liquidado da tabela acima continua sendo o do Portal da Transparência do GDF, o mesmo número que a seção 7.1 publica [orcamento_saude]. O pago segue lacuna declarada, não zero: o Anexo 2 não publica coluna de pago e nenhum valor é derivado. O texto da Lei Orçamentária e do Plano Plurianual no SINJ-DF continua fora de alcance — o sítio apresenta um certificado que não é o seu, e isso não é contornado.

Até 2026-09-29 esta seção dizia: “Apenas um dos cinco estágios está publicado em forma que este projeto pôde extrair. Aprovado, autorizado, empenhado e pago são lacunas declaradas para 2025, não zeros”. O valor liquidado não mudou; os três estágios anteriores passaram de lacuna a medido.

O liquidado tem duas leituras, e as duas são publicadas. O Portal da Transparência do GDF e o RREO não publicam o mesmo liquidado da função Saúde, e a fonte não explica a diferença; este documento não escolhe entre eles [orcamento_saude_etapas]:

Ano Liquidado (Transparência GDF) Liquidado (RREO Anexo 2) Diferença
2023 R$ 5.039.425.587,47 R$ 4.797.093.904,03 R$ 242.331.683,44
2024 R$ 6.153.453.778,45 R$ 5.827.387.004,51 R$ 326.066.773,94
2025 R$ 7.359.171.313,31 R$ 7.097.199.262,73 R$ 261.972.050,58

Três outras divergências entre documentos oficiais, publicadas sem resolver [rreo_funcao_saude, rreo_asps, fcdf_saude_orcamento]:

Divergência publicada Primeira leitura Segunda leitura
Empenhado da função Saúde, 2024 R$ 6.323.454.899,11 R$ 5.098.191.555,18
FCDF, ações de saúde, 2025 R$ 8.039.669.075,00 R$ 8.723.691.880,10
Dotação inicial 2025, GDF e FCDF R$ 6.101.535.128,00 R$ 8.135.677.660,00

Na primeira linha, a primeira leitura é o empenhado da função 10 no Anexo 2 do RREO e a segunda é o total das despesas com saúde do Anexo 12 (linha XLVII), que exclui despesas da função Saúde que não contam como ações e serviços públicos de saúde; quais linhas ficam de fora, o RREO não diz. Na segunda, o Fundo Constitucional do DF (União, unidade orçamentária 73901) publica um empenhado acima da dotação atualizada do mesmo ano, tal como o arquivo federal o traz; a ação de saúde da polícia (00FM) não entra na soma. Na terceira, a dotação inicial da função Saúde no orçamento do GDF (exceto intraorçamentárias) e a dotação inicial das ações de saúde do FCDF são dois orçamentos distintos, de dois entes, e são mostrados lado a lado, não somados em uma cifra única.

7.3 Metas do Plano Distrital de Saúde 2024-2027

Esta seção é uma lacuna declarada, e a causa é uma falha de extração medida, não de leitura. O Plano Distrital de Saúde 2024-2027 publica suas metas num quadro de páginas 203 a 209, e a fronteira de cada linha é confiável — todas as 69 âncoras de valores-ano por meta batem uma a uma contra o mesmo número de finais de polaridade “Melhor”. O que não é confiável é a separação de campos dentro da linha: o fluxo de texto do extrator de PDF não preserva a ordem das colunas visuais (meta, indicador, instrumento, responsável), e 26 das 69 linhas reconstruídas ainda trazem um pedaço de cabeçalho ou um código de órgão vazado para dentro do texto da própria meta, mesmo depois de uma limpeza declarada [pds_metas]. Por decisão de método deste projeto, isso publica uma lacuna inteira, nunca uma extração de qualidade inferior apresentada como dado. O que este bloco mede do lado orçamentário está na seção 7.2.

7.4 Promessas de campanha e relatórios de gestão — índice, não conteúdo

Esta seção é um índice: URL, título e data de cada documento, nunca o conteúdo de dentro dele [promessas]. Duas fontes, dois resultados diferentes:

Nada além do índice é lido. Nenhum dos quinze relatórios do RAG teve seu conteúdo extraído nesta ordem de serviço, e nenhuma meta ou compromisso de um Plano de Governo é citado aqui — fazer isso é trabalho de uma ordem de serviço futura, sobre um índice que já existe.

7.5 Para onde vai o dinheiro do FCDF, elemento a elemento

Uma parte da saúde do DF não é paga pelo GDF. O Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), unidade orçamentária 73901 da União, custeia diretamente pessoal e serviços de saúde no DF, e é classificado na função Encargos especiais — por isso nenhuma consulta pela função 10 Saúde o encontra, e por isso ele esteve fora deste documento até 2026-09-29. Duas ações do FCDF são de saúde e entram nas somas abaixo; a ação de assistência médica e odontológica às polícias e ao corpo de bombeiros fica de fora, com o motivo declarado em cada uma das suas 40 linhas — é saúde de corporação, não do SUS do DF [fcdf_saude_elemento].

Ano Grupo de despesa Empenhado Realizado
2023 Pessoal e Encargos Sociais R$ 6.397.000.000,00 R$ 6.091.249.218,63
2023 Outras Despesas Correntes R$ 1.615.517.252,98 R$ 1.470.492.592,60
2024 Pessoal e Encargos Sociais R$ 6.091.712.000,00 R$ 5.789.991.634,45
2024 Outras Despesas Correntes R$ 1.741.789.116,12 R$ 1.500.336.793,41
2025 Pessoal e Encargos Sociais R$ 7.059.034.370,22 R$ 6.972.852.132,73
2025 Outras Despesas Correntes R$ 1.664.657.509,88 R$ 1.615.750.376,80
2026 Pessoal e Encargos Sociais R$ 4.570.326.910,57 R$ 4.570.326.910,57
2026 Outras Despesas Correntes R$ 1.765.956.614,24 R$ 1.679.670.627,70

O exercício de 2026 está aberto e é publicado como parcial, nunca como um ano fechado [fcdf_saude_elemento]; 2023, 2024 e 2025 estão fechados. Não há uma única linha de Investimentos entre as ações de saúde do FCDF em nenhum dos quatro exercícios — o grupo existe no arquivo da União, mas só na ação das polícias. O que o Fundo paga em saúde no DF é folha e custeio, e nada mais.

Elemento de despesa Realizado (2025) Participação
Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil R$ 4.588.617.177,68 53,4 %
Aposentadorias, Reserva Remunerada e Reformas R$ 2.025.625.507,04 23,6 %
Transferências por meio de Contrato de Gestão R$ 502.185.075,44 5,8 %
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica R$ 309.607.715,73 3,6 %
Locação de Mão-de-Obra R$ 254.339.296,03 3,0 %
Auxílio-Alimentação R$ 214.550.675,70 2,5 %
Pensões R$ 169.406.676,70 2,0 %
Outros Benefícios Assistenciais do servidor e do militar R$ 151.693.094,27 1,8 %
Indenizações e Restituições Trabalhistas R$ 111.326.057,40 1,3 %
Auxílio Financeiro a Estudantes R$ 101.549.237,77 1,2 %
Indenizações e Restituições R$ 71.637.668,13 0,8 %
Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil R$ 56.637.538,60 0,7 %
Contratação por Tempo Determinado R$ 21.239.175,31 0,2 %
Auxílio-Transporte R$ 6.144.743,52 0,1 %
Material de Consumo R$ 2.267.709,96 0,0 %
Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação R$ 1.775.160,25 0,0 %
Não informado R$ 0,00 0,0 %

São 19 elementos de despesa distintos nas ações de saúde do FCDF ao longo dos quatro exercícios, e 17 deles aparecem em 2025 — a tabela acima é o exercício inteiro, sem corte, inclusive a linha Não informado, que o arquivo da União traz com valor zero e que é publicada como zero em vez de ser omitida. Em 2025 dois elementos — vencimentos da ativa e aposentadorias — respondem por 77,0 % de tudo o que o Fundo realizou em saúde no DF [fcdf_saude_elemento]. A terceira maior linha é a transferência por contrato de gestão, R$ 502.185.075,44 em 2025: é por aqui que a União paga o IGES-DF, fora dos livros do GDF e somando-se ao que o GDF já lhe repassa. A participação de cada elemento é calculada sobre o realizado total das ações de saúde do ano, não sobre a soma das linhas exibidas.

7.6 A folha da SES-DF, componente a componente

A folha da SES-DF é publicada aqui decomposta, e não como um valor único. Cada mês traz a remuneração básica, os benefícios, a gratificação de função, a hora extra, as verbas eventuais e as judiciais em colunas próprias, agregadas por cargo — nenhum nome, CPF ou matrícula sai da máquina que lê o arquivo [remuneracao_ses_componentes].

Ano Meses medidos Vínculos-mês Bruto total
2013 12 558.215 R$ 4.269.674.411,54
2014 12 578.203 R$ 4.943.012.971,34
2015 12 571.010 R$ 5.434.294.515,98
2016 12 577.971 R$ 5.362.239.840,89
2017 12 585.687 R$ 5.410.334.180,61
2018 12 607.284 R$ 5.600.850.879,09
2019 12 614.365 R$ 5.792.225.199,76
2020 12 621.631 R$ 5.988.152.670,97
2021 12 625.267 R$ 6.311.574.420,60
2022 12 635.410 R$ 7.182.367.752,92
2023 12 634.724 R$ 7.816.886.962,59
2024 12 626.381 R$ 8.409.592.175,40
2025 12 636.788 R$ 9.689.348.561,42
2026 7 372.708 R$ 5.545.999.472,88

A coluna do meio é vínculos-mês, não pessoas. Ela soma o número de servidores de cada mês ao longo do ano, de modo que um servidor presente nos doze meses conta doze vezes; ela não é um efetivo e não deve ser lida como tal. São 14 exercícios medidos, de 2013 a 2026, e 2026 traz sete meses, não doze [remuneracao_ses_componentes].

Componente da folha Demais cargos, residentes incluídos (2025) Médicos de carreira (2025)
Remuneração básica R$ 5.619.214.237,40 R$ 2.151.385.169,07
Benefícios R$ 290.502.362,59 R$ 31.322.807,18
Gratificação de função R$ 53.868.712,08 R$ 5.100.201,48
Comissão de conselheiro R$ 0,00 R$ 0,00
Hora extra R$ 183.755.807,46 R$ 5.089.675,11
Verbas eventuais R$ 837.841.845,33 R$ 314.582.793,65
Verbas judiciais R$ 9.395.992,47 R$ 12.888.297,29
Licença-prêmio R$ 58.629.746,56 R$ 25.258.555,58
Outros recebimentos R$ 61.286.818,35 R$ 26.553.463,26
Pagamentos a maior R$ 276.997.204,85 R$ 98.642.789,88
Bruto total R$ 7.116.158.503,46 R$ 2.573.190.057,96
Resíduo não decomposto R$ -275.334.223,63 R$ -97.633.694,54

Os dez componentes de recebimento que o arquivo do publicador traz estão todos na tabela, e não uma seleção deles: o resíduo da última linha é o bruto declarado menos a soma exata dessas dez, de modo que a conta pode ser refeita na própria página. Os descontos — IRRF, previdência, teto redutor e os demais obrigatórios — ficam fora dela e não entram nesse resíduo.

A coluna dos médicos é a dos cargos médicos de carreira e não inclui os residentes, que o arquivo nomeia à parte: assim lidos, os médicos respondem por 26,6 % do bruto da folha da SES-DF em 2025, e 27,9 % se os residentes forem somados a eles [remuneracao_ses_componentes]. Em hora extra e em gratificação de função a participação é muito menor que qualquer das duas. Duas leituras merecem cuidado. A primeira: as verbas judiciais dos médicos superam as de todos os demais cargos somados — R$ 12.888.297,29 contra R$ 9.395.992,47 —, e este documento publica o fato sem explicá-lo, porque o arquivo do publicador não traz a causa. A segunda: o resíduo é negativo nos dois lados. Ele é o bruto declarado menos a soma das colunas de recebimento, e um valor negativo significa que os componentes somam acima do bruto que o próprio arquivo declara. Nada disso é reconciliado à mão aqui: o resíduo é publicado como coluna justamente para que a diferença seja visível em vez de desaparecer dentro de um total arredondado.

7.7 Quem recebe do FCDF, mês a mês

O pagamento efetivo do FCDF é lido dia a dia e publicado por favorecido, elemento e mês. Um dia que o publicador recusa vira lacuna declarada, nunca um zero: o mês em que isso acontece é marcado como piso, e a soma do ano é um mínimo, não um total [fcdf_pagamentos_mensal].

Ano Meses medidos Meses com dias não lidos Pago
2023 12 1 R$ 7.514.771.681,68
2024 12 0 R$ 7.729.805.658,19
2025 12 0 R$ 8.392.679.114,16
2026 9 1 R$ 6.392.788.641,41

Os dois meses incompletos não são a mesma coisa, e a tabela não os distingue sozinha. Em fevereiro de 2023 foram lidos 27 dos 28 dias, e o único que falta é uma recusa do publicador — o arquivo do dia 2023-02-19 responde com erro e não foi lido —, de modo que 2023 é um piso e não um total. Em setembro de 2026 foram lidos 28 de 29 dias, e o que falta ali é mês ainda em curso e não recusa: 2026 é um exercício aberto e a sua linha inteira é parcial, não uma comparação possível com os anos fechados acima [fcdf_pagamentos_mensal].

Favorecido do FCDF Pago (2025)
BRB BANCO DE BRASILIA SA R$ 5.218.613.641,68
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL - CONTA UNICA R$ 1.130.997.747,44
BANCO DO BRASIL SA R$ 924.906.180,90
INSTITUTO DE GESTAO ESTRATEGICA DE SAUDE DO DISTRITO FE R$ 386.205.850,87
BRASILIA SEGURANCA S/A R$ 115.814.225,21
INSTITUTO DO CANCER INFANTIL E PEDIATRIA ESPECIALIZADA R$ 110.184.885,28
FUNDACAO UNIVERSITARIA DE CARDIOLOGIA EM RECUPERACAO J R$ 97.497.100,35
HOSPITAL LAGO SUL S/A R$ 47.891.430,74
HOME - HOSPITAL ORTOPEDICO E MEDICINA ESPECIALIZADA LTD R$ 36.346.036,37
LIDERANCA LIMPEZA E CONSERVACAO LTDA R$ 35.370.121,06

Os três primeiros nomes são bancos e a conta única do próprio GDF: são o caminho da folha, não um prestador de serviço de saúde. O primeiro pagamento que é de fato uma compra de assistência é o quarto — o IGES-DF, R$ 386.205.850,87 pagos pela União em 2025, ao lado do que o GDF lhe repassa no mesmo ano e nunca somado a ele nesta análise. O sexto é o ICIPE, que opera o HCB. Os nomes são publicados como o arquivo do publicador os traz, truncados inclusive.

Nenhuma pessoa física é nomeada. Todas são recolhidas a uma única linha agregada antes de qualquer coisa ir para o disco, e o total pago a pessoas físicas pelo FCDF em todo o período é de R$ 909,00 [fcdf_pagamentos_mensal]. Os pagamentos trazem 17 códigos de elemento distintos, e dois deles não têm nome em lugar nenhum do arquivo orçamentário do mesmo publicador — este documento os publica pelo código e não inventa um rótulo para eles.

7.8 As emendas federais, favorecido a favorecido

Uma emenda parlamentar federal destinada à saúde do DF nem sempre é aplicada no DF. A tabela abaixo publica o favorecido de cada emenda e a unidade da federação onde ela é aplicada, e a coluna da UF é o achado, não um detalhe de formatação [emendas_federais_df_saude_favorecidos].

Ano UF de aplicação Favorecidos Valor
2023 DISTRITO FEDERAL 27 R$ 141.395.138,28
2023 GOIÁS 1 R$ 4.137.187,00
2023 Sem informação 3 R$ 10.186.840,00
2024 DISTRITO FEDERAL 30 R$ 139.455.038,12
2024 GOIÁS 9 R$ 10.800.000,00
2024 Múltiplo 17 R$ 69.238.653,60
2024 RIO GRANDE DO SUL 3 R$ 2.093.566,00
2024 Sem informação 2 R$ 2.000.000,00
2025 DISTRITO FEDERAL 50 R$ 272.105.718,37
2025 GOIÁS 30 R$ 76.353.175,00
2025 Múltiplo 16 R$ 54.666.372,00
2025 Sem informação 5 R$ 3.608.860,65
2026 DISTRITO FEDERAL 2 R$ 30.362.682,00
2026 GOIÁS 34 R$ 54.268.761,00
2026 Sem informação 2 R$ 11.000.000,00

São 231 linhas de favorecido no período. 109 delas aplicam no Distrito Federal, somando R$ 583.318.576,77; 74 aplicam em Goiás, somando R$ 145.559.123,00 [emendas_federais_df_saude_favorecidos]. Em 2026 a relação se inverte: 34 linhas em Goiás contra duas no DF. A leitura defensável disso é uma só — parte do dinheiro federal carimbado para a saúde do DF financia a rede do entorno goiano, que atende população que se trata em Brasília — e este documento a publica como medição, sem afirmar intenção de ninguém.

Tipo de emenda Convênios Valor
Emenda Individual - Transferências com Finalidade Definida 24 R$ 44.497.909,00
Emenda de Bancada 1 R$ 1.498.176,00

São 25 convênios distintos, R$ 45.996.085,00 no total, e 20 deles têm o IGES-DF como convenente, somando R$ 32.022.414,00 [emendas_federais_df_saude_convenios]. Um mesmo convênio aparece sob mais de uma emenda no arquivo do publicador; a contagem acima é de convênios distintos, nunca de linhas, para que o mesmo valor não seja contado duas vezes.

7.9 O que o GDF não deixa ler

Do lado do GDF, a mesma pergunta não tem resposta, e a causa foi medida em vez de suposta. Duas leituras que existem para o dinheiro federal não existem para o dinheiro distrital, e cada uma falha por um motivo diferente.

Leitura recusada Estado Medido em
Elemento de despesa, unidade gestora 170101 (SECRETARIA DE ESTADO DE SAUDE DO DISTRITO FEDERAL) lacuna 2026-09-30
Elemento de despesa, unidade gestora 170901 (FUNDO DE SAUDE DO DISTRITO FEDERAL) lacuna 2026-09-30
Empenhos, unidades gestoras 170101, 170901 lacuna 2026-09-30

O elemento de despesa é recusado por custo, não por ausência de rota. O próprio código do portal da transparência do GDF declara uma rota que serve elemento de despesa — mas só por ação já conhecida, e chegar a cada ação exige enumerar antes todas as ações da unidade gestora, sem filtro por função em nenhuma das duas etapas: 139 ações em 2025 só para a Secretaria de Saúde e 172 para o Fundo de Saúde, medidas em 2026-09-30. Cobrir 2023 a 2026 custaria centenas de chamadas por unidade gestora e por ano sob o limite publicado de 10 por minuto e 250 por hora que este projeto já mediu para esta mesma classe de leitura. O limite não é contornado, e a leitura fica registrada como lacuna com o motivo inteiro na sua própria linha [despesa_saude_gdf_elemento].

O empenho é outra coisa: não há rota. Todas as rotas de nota de empenho do portal exigem um número de empenho já conhecido — extrato, subitem, notas de lançamento, ordem bancária — e a única saída que produziria uma lista é uma geração de arquivo em PDF ou planilha, não uma consulta. Não existe rota de enumeração de empenhos neste portal, a custo nenhum [empenhos_saude_gdf]. A diferença entre as duas lacunas importa: a primeira é uma decisão deste projeto diante de um custo; a segunda é uma ausência do publicador.

As duas linhas são uma medição datada e não um estado que se atualize sozinho. A coluna Medido em é a data em que o código do portal foi lido e as ações foram contadas, e as contagens de 139 e 172 ações são dessa data; nenhuma execução posterior deste projeto volta a medi-las. Se o publicador passar a servir a leitura por função, ou publicar uma rota de enumeração de empenhos, estas duas linhas continuarão dizendo lacuna até que alguém volte a medir — o que está registrado aqui é o que se viu naquele dia, não o que vale hoje.


Bloco 8 — O registro da CLDF

Este bloco não existia neste documento até 2026-09-13. A Câmara Legislativa do DF publica sua própria API de proposições, e este projeto passou a lê-la — com autor, data, número e tramitação em cada linha, nunca inferidos.

8.1 Proposições sobre saúde, 2017-2026

Tipo Quantidade (2017–2026)
Indicação 1.131
Requerimento 784
Projeto de Lei 668
Moção 443
Projeto de Decreto Legislativo 29
Proposta de Emenda à Lei Orgânica 4
Proc 4
Projeto de Resolução 3
Projeto de Lei Complementar 1

O total de 3.067 é conferido contra a contagem que o próprio portal da CLDF publica para a mesma busca, ano a ano, e confere em todos os dez anos [cldf_proposicoes_reconciliacao]: zero proposições descartadas, zero diferença entre o total buscado por este projeto e o totalElements que o portal devolve para tema=24 naquele ano.

A classificação tema=24 é da própria plenária da CLDF, não deste projeto. Este documento não decide o que conta como proposição de saúde; herda a classificação de quem a fez.

8.2 Anos sem nenhuma proposição

Em três dos dez anos medidos, a busca por tema=24 devolve zero proposições — medido, não assumido de uma lacuna na paginação [cldf_proposicoes_ausencias]: 2017, 2018 e 2020. O portal confirma totalElements=0 para cada um desses três anos.

8.3 Emendas parlamentares à saúde, 2017-2025

Valores autorizados, empenhados e pagos por ano [emendas_saude]. De 2017 a 2020 o valor empenhado é publicado como SQL NULL, não como zero — o próprio valor pago desses anos é maior que zero, o que torna um “empenhado igual a zero” uma contradição lida como fato em vez de publicada como lacuna. A partir de 2021 os três estágios estão publicados e coerentes entre si.

8.4 O que continua fora de alcance

Esta seção dizia, por inteiro: “Dois registros de fiscalização externa foram tentados e nenhum respondeu. | Pareceres prévios do TCDF sobre as contas do GDF | unreachable | www2.tc.df.gov.br falha na camada TLS — a cadeia de certificado não fecha contra nenhuma das duas autoridades certificadoras que este projeto tem registradas | Julgamento de contas pela própria CLDF | unreachable | dadosabertos.cl.df.gov.br recusa a conexão |” Os dois responderam em 2026-09-20, e a seção 8.5 publica o que eles servem.

O que destravou cada um, dito porque nenhum dos dois obstáculos foi contornado. A falha de TLS do TCDF era real e tinha uma causa nomeável: o host serve um certificado da Let’s Encrypt sem enviar o intermediário que ele próprio declara. O intermediário foi buscado no endereço que a extensão AIA do certificado nomeia, e o dele em seguida, exatamente o reparo que um navegador faz — a verificação continua ligada e nada é aceito na chegada. O julgamento de contas não veio de dadosabertos.cl.df.gov.br, que segue recusando a conexão: veio da mesma API de proposições que o Bloco 8 inteiro já lia, filtrando os Projetos de Decreto Legislativo pela ementa do próprio publicador.

Um unreachable medido a cada execução é remedido, nunca herdado de uma leitura antiga — foi o que aconteceu aqui: os hosts não mudaram de posição, a rota até eles é que passou a existir.

8.5 Contas do Governo: o parecer do TCDF e o decreto da CLDF, exercício a exercício

São dois atos de instituições diferentes e a tabela os mantém em colunas diferentes. O TCDF emite um parecer prévio sobre as contas anuais do Governador; a CLDF as julga, por Decreto Legislativo. Um não é o outro, e um exercício com parecer e sem decreto é precisamente o registro que o Bloco 8 existe para medir [tcdf_contas_governo, cldf_contas_governo].

Só o índice, e isso é do registro de acesso, não de preguiça. Do TCDF este documento lê exercício, título e endereço de cada parecer — nunca o conteúdo de um parecer analisado. O exercício e o relator vêm do título do link, nunca da URL: as URLs deste publicador mentem sobre o ano.

A coluna Natureza separa dois atos que a ementa do publicador distingue. Um Projeto de Decreto Legislativo que aprova as contas e um que apenas as encaminha à Casa são atos diferentes; ler o segundo como o primeiro faria este documento afirmar que a CLDF julgou um exercício que ela não julgou.

Exercício Parecer prévio do TCDF Decreto da CLDF Natureza
2004 publicado PDL 154/2012 Aprovação
2005 publicado PDL 136/2012 Aprovação
2006 publicado PDL 135/2012 Aprovação
2007 publicado PDL 134/2012 Aprovação
2008 publicado PDL 226/2013 Aprovação
2009 publicado sem decreto —
2010 publicado PDL 235/2013 Aprovação
2011 publicado PDL 227/2013 Aprovação
2012 publicado PDL 236/2013 Aprovação
2013 publicado PDL 282/2014 Aprovação
2014 ausente do índice sem decreto —
2015 publicado PDL 415/2018 Aprovação
2016 publicado PDL 416/2018 Aprovação
2017 publicado PDL 417/2018 Aprovação
2018 publicado sem decreto —
2019 publicado sem decreto —
2020 publicado PDL 297/2022 Aprovação
2021 publicado PDL 263/2025 Aprovação
2022 publicado PDL 262/2025 Aprovação
2023 publicado sem decreto —
2024 publicado sem decreto —

Um exercício sem decreto é publicado como linha, nunca omitido. A omissão é o achado; uma tabela que só mostrasse os anos julgados esconderia exatamente aquilo que este bloco mede.


Procedência: o que este documento pode e não pode provar

Toda tabela citada acima é publicada ao lado deste documento e sai do mesmo processamento que o gera, a cada execução.

A rastreabilidade é verificada a cada execução, e o denominador é deste documento, não da verificação: 1.632 afirmações quantitativas, 1.632 conferem — 209 em prosa, enumeradas uma a uma, e 1.423 células de tabela lidas deste próprio arquivo e reconstruídas do banco. Eram 1.304 e 1.119 até 2026-09-30, quando as sete tabelas do dinheiro da saúde no grão fino — o FCDF por elemento de despesa, o pagamento por favorecido e mês, a folha da SES-DF por componente, as emendas federais favorecido a favorecido e os seus convênios, e as duas leituras que o portal do GDF recusa — passaram a ser citadas por este documento, nas seções 7.5 a 7.9. Eram 1.279 e 1.094 até 2026-09-29, quando entraram as duas tabelas do financiamento da saúde — o liquidado do Portal da Transparência ao lado do liquidado do RREO, com a diferença calculada, e as divergências publicadas sem resolução — e os quatro estágios do orçamento que antes eram lacuna. Eram 891 e 706 até 2026-09-20, quando entraram seis tabelas novas — cobertura da APS por competência, registros médicos por unidade da federação, o menor vencimento da carreira médica por vigência, a folha da SES-DF por ano, o parecer prévio do TCDF por exercício e a cobertura da atenção básica de 2007 a 2020 — cada célula conferida contra o banco como qualquer outra. Estes quatro números são eles próprios conferidos: até 2026-08-28 estavam declarados fora do denominador por serem circulares, o que não procede — a verificação calcula os totais e este documento os declara, e comparar os dois é o mesmo ato que confere qualquer outra afirmação. Eram os únicos números aqui mantidos à mão, e um número mantido à mão é um número que sai do lugar: um índice interno publicou 281 muito depois de a auditoria medir 298. Uma linha acrescentada a uma tabela publicada passa a ser conferida sem que ninguém a registre; uma linha removida falha como linha faltante. Se qualquer uma deixar de seguir do banco, o processamento para com erro, nomeia a afirmação e não regera o PDF.

A cobertura de fontes, medida e não descrita [eixos_cobertura]: 54 necessidades declaradas (fora a pending — uma linha com host registrado e aquisição ainda de outra ordem de serviço: o índice de concursos e nomeações da SES-DF. Esta mudou de motivo e não de estado em 2026-09-20: em 2026-09-13 ela foi declarada sem ser adquirida porque nenhum host do DODF existia no registro de acesso, e desde 2026-09-19 dodf.df.gov.br está registrado, somente índice, por ordem do próprio operador. O que falta agora é a aquisição, que é ordem de serviço própria — e dizer que o host não existe quando ele já existe seria uma lacuna descrita com a razão errada), 46 adquiridas, 4 ausentes na origem, 4 bloqueadas por controle anti-automação, 0 inalcançáveis. Nenhuma silenciosa. Eram 47 e 39 até 2026-09-29, quando a apuração daquele dia adquiriu sete necessidades do dinheiro da saúde: o RREO (Anexo 2 pela API do Tesouro e Anexo 12 pelo PDF da Secretaria de Economia), o orçamento do Fundo Constitucional na saúde, os pagamentos diários do Fundo por favorecido, os pagamentos ao IGES-DF e ao HCB pelos dois pagadores, e as emendas parlamentares federais e distritais de saúde linha a linha. O texto da LOA e do PPA segue lacuna. Eram 46 e 38 até 2026-09-23, quando a apuração daquele dia adquiriu a população residente estimada por faixa etária: a necessidade apontava para o agregado 6579 do IBGE SIDRA, que não tem dimensão de idade nenhuma — medido contra a própria resposta de /metadados do publicador, e nenhuma consulta a ele poderia jamais ter servido esta necessidade. O endereço real é o agregado 7358, “População, por sexo e idade”, classificação 287 = Idade; o escopo do registro de servicodados.ibge.gov.br foi ampliado para nomeá-lo antes da primeira consulta, junto do agregado 9514 (Censo 2022), lido só para reconciliar banda a banda contra a projeção. Eram 45 e 37 até 2026-09-21, quando a apuração daquele dia corrigiu duas lacunas falsas sem adquirir nenhuma necessidade nova: o histórico de equipes CNES por competência lia pending sem função nenhuma enquanto a apuração de 2026-09-13 já havia construído a série inteira (equipes_aps_serie 39 linhas, ubs_serie 41, habitantes_por_equipe 20) — corrigida para acquired, com a ressalva declarada na própria linha: essa árvore histórica serve a metade ESF e nenhum ACS é derivado dela; o número de agentes comunitários do DF vem do e-Gestor AB, que é necessidade separada e tem linha própria. equipes_aps_serie passa assim a responder por duas necessidades declaradas — a de rede histórica e a de equipes da APS —, de modo que as 38 adquiridas contam duas necessidades distintas servidas pela mesma aquisição, e não duas aquisições. E a necessidade de população por faixa etária apontava para o agregado 6579, que não tem idade como classificação — re-endereçada para o 7358, permanecendo pending. Eram 45 e 30 até 2026-09-20, que não acrescentou necessidade nenhuma e mudou o estado de sete, todas para acquired: deixaram de ser absent a cobertura da APS (e-Gestor AB) e a demografia médica do CFM; deixaram de ser bloqueadas o vencimento básico da carreira médica SES-DF, as duas leis que mudaram a carreira (LC 840/2011 e Lei 6.137/2018, no SINJ-DF) e o painel de folha de pagamento por carreira; e deixaram de ser inalcançáveis o parecer prévio do TCDF e o julgamento das contas do DF pela CLDF. Nenhum controle foi vencido: em 2026-09-19 o operador indicou, uma a uma, rotas que este projeto não tinha — um segundo publicador da tabela de vencimentos (SEEC-DF), o host www2.tc.df.gov.br com o intermediário TLS que faltava, a API de relatórios da APS, o PDF da AMB e os zips anuais da folha —, e cada host entrou no registro de acesso antes da primeira requisição. A linha da APS mudou de rótulo, e o rótulo caiu de propósito: era “por RA” e passou a ser só “Cobertura da APS, equipes ESF e ACS (e-Gestor AB)”, porque a interface que responde publica por competência e por município, nunca por Região Administrativa — prometer o recorte que não se obtém seria a lacuna descrita com a razão errada. O total declarado segue 45: o que mudou foi de que lado da conta cada necessidade está. Eram 44 e 29 até 2026-09-18, que acrescentou a tabela de códigos do MARCA_UTI (issue #77) — extraída de ftp.datasus.gov.br/.../SIHSUS/.../Auxiliar/TAB_SIH.zip, nunca digitada — como necessidade própria e adquirida de imediato, o insumo que corrige a afirmação, até então falsa, de que o SIH não marca uso nem duração de UTI (§3.5). Eram 41 e 26 até 2026-09-17, que deu linha própria a três necessidades do Eixo 1 que o acquire.py já adquiria sem nenhuma linha de cobertura — leitos de internação por especialidade, leitos complementares e equipamentos (TABNET CNES) —, para que uma indisponibilidade do TABNET apareça aqui como lacuna nomeada e nunca como acquired sobre tabela vazia. Eram 38 e 23 até 2026-09-15 (Bloco 3, rota R2.1), que acrescentou três necessidades do Eixo 1, todas adquiridas de imediato: a série histórica de leitos SUS por estabelecimento e categoria (CNES, LT), a capacidade de hemodiálise (CNES, SR/EQ, serviço 004 até 2008-02, 130 desde então) e a população estimada do DF por ano (IBGE SIDRA 6579) para o novo indicador leitos/1.000 habitantes. Eram 19 e 7 até 2026-09-03, que acrescentou duas necessidades ao Eixo 1 — a série do SIH nas duas leituras e o cruzamento do Quadro 38 — e adquiriu as duas. Eram 21 e 9 até 2026-09-04, quando se declarou e adquiriu o índice de contrato de gestão do próprio IGES-DF, o análogo que faltava a hcb_contratos do outro lado do Eixo 2. Eram 22 e 10 até 2026-09-04, que declarou e adquiriu a proporção sem plano de saúde por faixa etária (Quadro 37, ANS) — o termo que faltava para computar a Equação 1 do Caderno 2017 sem parâmetro transcrito à mão. Eram 23 e 11 até 2026-09-10, quando quatro necessidades do Bloco 1 passaram de pending/novo para acquired — óbitos (SIM), nascidos vivos (SINASC), cobertura vacinal (SI-PNI, uma linha nova) e esperança de vida ao nascer (IBGE SIDRA) — e acrescentou a própria linha de cobertura vacinal, que a declaração de 2026-09-09 não trazia. Eram 27 e 15, com 0 inalcançáveis, até 2026-09-13, que moveu o registro da CLDF de pending para acquired (cldf_proposicoes_saude, selecionado pela própria classificação de tema do portal, tema=24 — nenhum filtro deste projeto) e o do TCDF de pending para unreachable (cadeia TLS incompleta em www2.tc.df.gov.br, medida 2026-09-13) — e separou do TCDF, para sua própria linha, a necessidade do julgamento de contas pela CLDF, também unreachable (dadosabertos.cl.df.gov.br recusa a conexão). É a primeira vez que este projeto mede um unreachable de verdade — até aqui a palavra existia no vocabulário e nunca uma linha a carregava. Eram 30 e 16 até 2026-09-13, apurado ao lado do registro da CLDF e integrado junto com ele: resolveu duas das linhas pending do Bloco 7 — o índice do Plano de Governo via TSE DivulgaCand, medido bloqueado por WAF Akamai, e o índice do RAG via DigiSUS Gestor, adquirido pela API JSON privada da própria SPA — e declarou, já adquiridas, duas necessidades novas do mesmo bloco: a cadeia orçamentária aprovado/autorizado/empenhado/liquidado/ pago da função saúde e as metas do PDS 2024-2027. Os números do primeiro parágrafo são a leitura da execução integrada, não a soma de duas leituras de ramos que nunca rodaram juntos.

momentos_de_virada (medido em 2026-09-14) não é uma necessidade de cobertura e não move os números acima — é o cruzamento entre o Bloco 1 (quando um indicador virou) e o Bloco 8 (o que a CLDF registrou), sem contatar nenhuma fonte nova. 39 linhas medidas em 2026-09-14, uma por (indicador, ano de giro), sobre os seis indicadores do Bloco 1. Duas regras de giro, declaradas uma vez e aplicadas identicamente a todo indicador e todo ano — nunca ajustadas depois de olhar onde uma proposição cai: mudança de sinal sustentada por pelo menos dois anos, e variação acima do desvio-padrão da própria série (statistics.pstdev) — um limiar que é a própria série quem fixa, nunca um número escolhido por indicador. A janela de busca por proposições não é uniforme (decisão do operador, 2026-09-14): requerimento de informação e convocação tomam o ano do giro mais 1 ano seguinte; PL/PDL e CPI tomam o ano do giro mais 2 anos seguintes, porque uma CPI leva mais tempo para se instalar que um requerimento — uma janela mais larga não torna a presença ou a ausência de um instrumento numa afirmação mais forte, apenas altera o que conta como “dentro do prazo”. Das 39 linhas, 15 são medidas e 24 são lacunas declaradas (giros datados antes de 2017, início medido da cobertura de cldf_proposicoes_saude — a janela não é buscada para eles, por razão declarada, nunca deixada parecer um zero). instrumento_convocacao e instrumento_cpi são 0 nas 39 linhas — não porque a CLDF nunca convocou um secretário ou nunca abriu uma CPI sobre saúde, mas porque nenhuma das seis colunas de cldf_proposicoes_saude (autor, data, número, tipo, tramitação, url) distingue esses dois instrumentos de um requerimento de informação comum, e uma CPI é uma comissão, não uma proposição, sem tipo próprio nesse registro. Um zero nessas duas colunas é a muralha medida, não a ausência que ele pareceria ser lida sozinho — e é exatamente por isso que esta frase existe. proposicoes_ids cita apenas proposições cujo tipo mapeia para um dos quatro instrumentos declarados e cuja data cai na janela própria daquele instrumento — nunca qualquer proposição apenas por estar no intervalo de anos: o corte tema=24 também carrega tipos que esta tabela nunca mapeia (Indicação, Moção, Proc, Projeto de Resolução, Proposta de Emenda à Lei Orgânica), e listá-los ao lado de um instrumento_convocacao/instrumento_cpi estruturalmente 0 seria exatamente a aparência de engajamento legislativo que esta tabela existe para não fabricar (achado na revisão independente de 2026-09-14, corrigido antes de publicar). O desvio-padrão da RULE B é calculado uma vez sobre toda a série de níveis do indicador (statistics.pstdev), não sobre uma janela móvel nem apenas sobre os anos anteriores ao giro — o mesmo limiar, fixado pela série inteira, é comparado contra cada variação ano a ano dela.

E são 19 adquiridas, não as 20 que a integração leu na primeira vez — a diferença é um defeito achado antes de virar número publicado. Uma mesma função de aquisição pode servir mais de uma necessidade: promessas serve as duas linhas novas do Bloco 7, e acquire.py registra o resultado sob o nome da função, não sob o da necessidade. A metade DigiSUS voltou, a metade TSE não — e a palavra única acquired promovia, na tabela publicada, a linha declarada blocked, aquela em que o WAF Akamai responde 403 e toda linha emitida é lacuna. A revisão independente da integração achou isso antes de publicar. A regra agora é explícita no código: uma função compartilhada pode rebaixar uma linha e nunca promovê-la — a mesma postura que a tabela já tinha diante de uma sondagem, e pelo mesmo motivo, porque uma cobertura que exagera o alcance é exatamente a falha que esta tabela existe para impedir. A linha do TSE lê blocked e diz, no seu próprio motivo, por que manteve o estado declarado.

Eram 34 e 19 até 2026-09-13, que acrescentou duas necessidades novas do Bloco 2 já adquiridas — equipes ESF (equipes_aps_serie) e UBS (ubs_serie), ambas séries históricas por competência lidas da árvore CNES (ftp.datasus.gov.br), sem corte por Região Administrativa porque os arquivos históricos só carregam COD_CEP como sinal de endereço, o mesmo problema estrutural que a apuração de 2026-09-06 já mediu para o CNES em massa — e moveu a necessidade do ICSAP de absent para acquired: a função icsap_serie agora existe e roda a cada execução, mas acquired aqui não significa que a lista de CID-10 da Portaria SAS/MS 221/2008 foi obtida — nem www.gov.br nem bvsms.saude.gov.br (por um Chromium real, em 2026-09-11) responderam quando esta tabela foi escrita, então toda linha que ela produz é uma lacuna nomeada, nunca uma lista transcrita à mão. A necessidade da cobertura por e-Gestor (aps_cobertura_egestor) permanece absent: o host da API que a própria emenda deste trabalho concedeu (apiegestoraps.saude.gov.br) mediu-se completamente inalcançável, por urllib puro e por um Chromium real, em todo caminho testado — o stop que a AMENDMENT já havia autorizado de antemão, não uma lacuna adivinhada.

E eram 36 e 22 até 2026-09-13, que declarou duas necessidades novas do Bloco 5 — os cargos vagos das carreiras de saúde (cargos_vagos, adquirida) e o índice de concursos e nomeações da SES-DF (concursos_nomeacoes, pending: nenhum host do DODF existe no registro de acesso e nenhum foi concedido para obter um) — e moveu o painel de folha de pagamento por carreira de pending para blocked, sobre uma medição e não uma estimativa: o painel serve 262.422 linhas para UMA competência com todo parâmetro de filtro silenciosamente ignorado, sob um limite publicado de 10/minuto e 250/hora. As bloqueadas vão de 6 para 7 por essa linha. A série de pagamento não é publicada, e a decisão de não publicá-la é do operador, de 2026-09-13.

A apuração de 2026-09-16 não move nenhum número desta seção, e mesmo assim precisa ser dito: em 2026-09-15 o IBGE ligou um controle anti-automação sobre uma das suas duas interfaces públicas. apisidra.ibge.gov.br — a interface de onde saem o IPCA que deflaciona toda série nominal deste documento e a esperança de vida ao nascer do Bloco 1 — passou a responder HTTP 403 com a interstitial “Just a moment…” da Cloudflare, tendo servido normalmente às 04:53Z do mesmo dia. Não é uma postura permanente do publicador: é um controle que foi ligado. A resposta deste projeto não foi contorná-lo. Nenhuma requisição é moldada para passar por ele — sem repetição de token, sem disfarce de navegador, sem escada de repetições feita para cansá-lo, e sem navegador real (mediu-se em 2026-09-11 que um Chromium não muda esta classe de resposta). O que este projeto fez foi perguntar ao mesmo publicador pela outra porta: servicodados.ibge.gov.br, a API de agregados que o próprio IBGE documenta, e que serve os mesmos três agregados (1737 IPCA, 6579 população, 7362 esperança de vida). Os valores conferem linha a linha com o que já estava publicado — 552 meses de IPCA de 1980-01 a 2025-12, e a esperança de vida de 2000 em 72,25 anos, idêntica. A linha do registro de acesso para o novo host foi escrita antes da primeira requisição a ele, como manda a regra de ordenação deste projeto, e limitada a esses três agregados.

As duas interfaces são medidas a cada execução, e a degradação não sobrevive ao controle [fontes_desafiadas]. A que responder primeiro é a publicada; no dia em que as duas responderem com um controle, a tabela sai vazia com a lacuna nomeada — host, código HTTP, como o controle se identifica e a data em que esta execução o mediu — em vez de sair com um número velho vestido de recente. E há uma trava a mais, encontrada antes de ela custar um número errado: uma série de IPCA vazia multiplicaria por 1,0 e publicaria o nominal com o nome do real. O deflator agora recusa uma série vazia ou com buraco, em vez de devolver 1,0.

Estas duas contagens já estiveram erradas neste documento, por um dia, e a correção fica dita aqui em vez de apagada. A integração das duas apurações de 2026-09-13 re-derivou ausentes e bloqueadas da declaração ESTÁTICA em eixos.COBERTURA e publicou 7 e 6. A tabela não é a declaração: a necessidade do vencimento da SES-DF é declarada absent no código e a sondagem de 2026-09-03 a rebaixa para blocked a cada execução, sobre a recusa medida do próprio host. A leitura publicada é 6 e 7 — a que as duas apurações já tinham escrito, cada uma do seu lado, antes de serem integradas. A conferência pegou a divergência e não regerou o PDF, que é exatamente o que ela existe para fazer.

E até 2026-09-03 a palavra absent era herdada, não medida [cobertura_sondas]. Cada uma dessas linhas era uma afirmação sobre o que um publicador publica, escrita uma vez, num dia, por uma leitura — e repetida por toda execução seguinte sem ser reconferida. O que a execução conferia era alcance_hosts, que mede hosts, não necessidades; e quase todas essas necessidades estavam em hosts que respondem normalmente, de modo que o único instrumento que rodava a cada execução media justamente aquilo que nunca esteve em dúvida. Agora cada absent é contado: o índice do próprio publicador é enumerado a cada execução e a tabela cobertura_sondas guarda o que ele listou e quanto.

A contagem confirmou a ausência em todos os casos, e isso é o resultado — não uma decepção. Dois achados, porém, mudaram o que está publicado. O primeiro: a série de vencimentos da carreira médica da SES-DF deixou de ser absent e passou a ser blocked, o que move os números do parágrafo acima (eram 8 e 4). Ela falha porque a sua fonte — o SINJ-DF — está bloqueada, e a linha imediatamente abaixo dela nesta mesma tabela, mesmo host e mesmo motivo, sempre foi blocked: duas palavras diferentes para o mesmo fato, a um espaço de distância, porque cada uma foi escrita uma vez e nenhuma foi relida. O total de 21 não muda, o que é o que faz disso uma reclassificação e não uma perda. O segundo: a linha do ICSAP diz absent sobre um publicador que publica os insumos — as dimensões de CID-10 estão no formulário do TABNET, e o que falta é a derivação, que este projeto não fez. Isso não é ausência do publicador, e o vocabulário de quatro palavras não tem termo para “derivável e não derivado”. Fica registrado como achado, não corrigido por analogia.

Duas fontes tinham interface legível por máquina que este projeto nunca havia consultado, e as duas foram consultadas antes de a ausência ser reafirmada: www.escs.edu.br serve uma API REST aberta do WordPress, e portal.cfm.org.br serve um índice de sitemap em várias partes que o próprio robots.txt anuncia. É a mesma forma de interface encontrada no IGES-DF, em 2026-08-28, depois de esta tabela ter registrado absent por ninguém ter procurado. Aqui procurou-se: nenhuma das duas lista série alguma do que estas necessidades pedem, e agora isso é uma contagem refeita a cada execução em vez de uma leitura de um dia.

Os documentos anteriores deste projeto estão superados por este, e foram mantidos. Os cinco PDFs em docs/ são a análise deste projeto como ela estava antes de conseguir se sustentar: a auditoria de 2026-08-22 mediu que 3 de 58 afirmações quantitativas deles eram rastreáveis a um artefato de dados/ — 5,2 %. Eles não foram editados nem apagados; cada um recebeu um ponteiro para este documento. São a evidência da lacuna que este dossiê fecha.


Fim do dossiê. Primeira versão em 2026-08-27, reorganizado em 2026-09-17. Fonte de verdade: este arquivo.