Uma análise do sistema de saúde do DF a partir dos dados que o próprio Estado publica.
Primeira versão em 2026-08-27; reorganizado em oito blocos de missão em 2026-09-17 — mesma fonte de verdade, mesma regra de citação; nenhuma tabela foi reescrita pela reorganização, e o que mudou de figura nesta versão veio de uma tabela nova, nunca da reorganização em si. Fonte de verdade: este arquivo. O PDF ao lado é gerado a partir dele, e regenerá-lo não produz diferença — as duas cópias não podem divergir, e a primeira coisa a divergir seria uma citação.
Toda afirmação quantitativa deste documento aponta para uma tabela de dados/database/saudedf.sqlite.
A citação vem escrita ao lado do número, no formato [tabela], e a tabela é consultável. Não há
número neste documento que venha da memória do autor, de um documento de terceiros, ou da prosa da
proposta que o encomendou.
Onde o dado não existe, o texto diz que não existe, e diz por quê. Um bloco inteiro deste dossiê — o Bloco 4, Formação médica — segue sem fundamento empírico para a pergunta que a proposta original fez: quantos médicos o DF forma e retém. O que ele agora tem é um proxy de vínculos ativos na rede SES-DF (seção 4.1), uma pergunta vizinha e não a mesma, declarada como tal. Essa é a diferença entre um documento que pode ser conferido e um que pode apenas ser acreditado.
Três limites que valem para o documento inteiro:
bvsms.saude.gov.br, host que foi registrado e alcançado:
DNS, TCP e TLS completam, e o servidor então fecha a conexão sem enviar um byte — um WAF
F5 BigIP ASM, que se identifica pela própria página de bloqueio. O estado é blocked
[eixos_cobertura], a camada é remedida a cada execução [alcance_hosts], e o parâmetro
continua estado_fonte: transcrito em toda linha que o usa [dimensionamento_df].
O Bloco 3 volta a esse ponto.[populacao_pdad_ra]. O Censo 2022 do IBGE dá 2.817.381 para 33 RAs
[populacao_censo_ra], e o Plano Distrital de Saúde usa 3.130.014 sem nenhuma
desagregação por RA. As três leituras estão na tabela do DF [dimensionamento_df],
porque a escolha do denominador move o déficit em mais de mil leitos.Este sumário segue a cadeia causal que o projeto testa, elo por elo — cada parágrafo nomeia o bloco e a tabela que o sustenta. Nenhum vínculo entre um elo e o próximo é afirmado aqui: se a vacância de uma carreira explica a distribuição de leitos, se a opacidade do IGES-DF explica o custo de SES, é uma leitura que este documento deixa para quem o lê — a inferência de intenção não é deste documento.
Elo 1 — indicadores de saúde (Bloco 1). A mortalidade infantil no DF caiu de 14,40 por mil
nascidos vivos em 2000 para 10,49 em 2024, com um mínimo de 8,53 em 2019 [mortalidade_infantil].
A razão de mortalidade materna não tem a mesma trajetória: 35,42 por 100 mil em 2000, um pico de
107,80 em 2021 e 54,08 em 2024 [mortalidade_materna] — o pico está na série completa da
seção 1.1, não suavizado aqui.
Elo 2 — atenção primária (Bloco 2). As equipes de Saúde da Família cresceram de 33 em 2007
para 649 em 2026 [equipes_aps_serie], enquanto o número de UBS oscilou entre 146 e 187 no mesmo
período, sem tendência [ubs_serie]. A razão de habitantes por equipe só está medida para dois
anos — 4.581 em 2022 e 4.668 em 2024 [habitantes_por_equipe] — porque este projeto só tem
população verificada para o Censo e a PDAD-A, nunca uma terceira fonte para preencher os anos
entre eles.
O problema mensurável não é o volume. É a distribuição. O DF tem 3.711 leitos SUS
dos tipos que a Equação 1 do Caderno do Ministério da Saúde de 2017 cobre — clínico, cirúrgico
e pediátrico [dimensionamento_df]. A região de saúde Central concentra 1.568 deles —
42,3 % dos leitos para 12,6 % da população. São 4,35 leitos por mil habitantes na
Central contra 0,18 na Centro-Sul: uma razão de 24 para 1 entre duas regiões da mesma
cidade [dimensionamento_regiao].
Vinte das 35 Regiões Administrativas não têm um único leito SUS desses tipos — Guará,
Recanto das Emas, Vicente Pires, Sol Nascente/Pôr do Sol, São Sebastião e Águas Claras, entre
outras. Nelas vivem 1.213.813 pessoas, 42,4 % da população do Distrito Federal
[dimensionamento_ra].
Somado, o Distrito Federal tem superávit de 579 a 711 leitos — 18,5 % a 23,7 % acima do que
a Equação 1 pede [dimensionamento_df]. E o agregado é exatamente o que não deve ser lido:
duas regiões têm superávit e cinco têm déficit, os déficits das cinco somam 796 a 895 leitos,
e a maior delas em população — a Sudoeste, com 837.326 habitantes — tem 443 leitos para uma
necessidade de 640 a 666. Um leito na Asa Norte não atende uma internação em Recanto das Emas.
O que este superávit não diz, dito aqui e não em nota de rodapé: a Equação 1 é calculada sobre as internações que aconteceram — quem não foi internado porque não havia leito não está no SIH e não está nesta conta. “Superávit” aqui significa leitos bastantes para continuar fazendo o que já se faz, nunca leitos bastantes para a necessidade do DF (seção 3.2).
A leitura anterior deste sumário, citada porque um leitor a leu: “O DF tem 4.868 leitos SUS de enfermaria … a Central concentra 2.061 deles — 42,3 % … 5,72 leitos por mil na Central contra 0,18 na Centro-Sul: uma razão de 32 para 1 … Dezoito das 35 Regiões Administrativas não têm um único leito SUS de enfermaria … 972.891 pessoas, 34,0 % … O déficit agregado é de 2.285 a 3.715 leitos, 31,9 % a 43,3 %”. Aquela leitura aplicava a Portaria GM/MS 1.101/2002, revogada em 2015; esta aplica o método do documento que a substituiu (seções 3.2 a 3.4). O sinal do agregado inverteu-se; a desigualdade regional não.
Elo 4 — formação médica (Bloco 4). Os vínculos médicos ativos na rede SES-DF, contados no
CNES e não deduplicados por profissional, foram 5.805 em 2022 e 5.516 em 2026; deduplicados por
CNS, 4.816 e 4.824 [vinculos_medicos_ses] — um proxy de força de trabalho, não de formação.
Sobre quantos médicos o DF forma e retém, três necessidades continuam sem fundamento, medidas a
cada execução em vez de declaradas uma vez: os cursos autorizados pelo e-MEC, os ingressantes e
egressos do censo do INEP e a série de médicos ativos por mil habitantes do CFM
[cursos_medicina_df, medicina_ingressantes_egressos, medicos_por_mil] — a seção 4.2 detalha por
quê.
Elo 5 — carreiras e remuneração (Bloco 5). O quadro das carreiras da saúde caiu 4,0 % entre
2021 e 2025 [pessoal_carreira]. Em dezembro de 2025, das cinco carreiras com mais cargos vagos,
a carreira médica tinha 5.144 vagas de 10.000 cargos [cargos_vagos]. A série histórica de
vencimentos continua bloqueada pelo mesmo host que barra o antigo Eixo 4 desde a primeira
tentativa, em 2026-08-27 (seção 5.2).
Elo 6 — IGES-DF e HCB (Bloco 6). Medido pelo próprio inventário de tipos de documento que
este projeto declarou antes de contar qualquer célula, o IGES-DF publica 3 de 3 categorias e o
HCB 1 de 3 [transparencia_indice_publicacao] — não é um índice oficial, é uma medida própria
deste projeto, declarada como tal. Do lado que tem demonstração contábil publicada, cinco
exercícios seguidos saem com parecer de auditoria com ressalva [opinioes_auditoria].
Elo 7 — prometido, orçado e executado (Bloco 7). O gasto com saúde cresceu 25,9 % em termos
reais entre 2017 e 2025 [orcamento_saude, ipca_mensal] (seção 7.1). Do que a Lei Orçamentária de
2025 previa nos cinco estágios da despesa — aprovado, autorizado, empenhado, liquidado, pago —
quatro estão agora medidos: aprovado, autorizado e empenhado lidos do Relatório Resumido da
Execução Orçamentária (RREO, Anexo 2), e o liquidado publicado duas vezes, pelo Portal da
Transparência e pelo RREO, lado a lado e com a diferença calculada, sem escolher entre eles; o
pago segue lacuna declarada, não zero [orcamento_saude_etapas, rreo_funcao_saude]. Até
2026-09-29 este parágrafo dizia que “apenas o liquidado está publicado em forma legível por
máquina; os outros quatro são lacuna declarada”. As metas do Plano Distrital de Saúde 2024-2027
também são lacuna: a extração da tabela de metas contra o PDF do plano não separa os campos com
confiabilidade suficiente — [pds_metas] diz por quê.
Elo 8 — o registro da CLDF (Bloco 8). Entre 2017 e 2026 a Casa recebeu 3.067 proposições
classificadas como saúde pela sua própria plenária, das quais 1.131 indicações, 784 requerimentos
de informação e 668 projetos de lei [cldf_proposicoes_saude]. Nas 39 viradas de indicador que o
cruzamento com o Bloco 1 mede, nenhuma cai numa janela com convocação de secretário ou CPI
registrada [momentos_de_virada] — a seção 8 explica por que isso é a muralha medida pelas seis
colunas do próprio registro da CLDF, não a prova de que a Casa nunca convocou ou nunca investigou.
A tese deste documento: o Distrito Federal não escolheu gastar menos com saúde. Escolheu um modelo de Estado em que a capacidade instalada permaneceu onde a cidade foi fundada, enquanto a população foi para onde não há capacidade. Isso é uma escolha com consequências mensuráveis, e elas estão medidas abaixo.
Este bloco não existia neste documento até 2026-09-10. Mortalidade, natalidade, cobertura vacinal e esperança de vida ao nascer são as quatro séries mais elementares de um diagnóstico de saúde pública, e nenhuma delas tinha uma linha aqui até aquela data — este bloco é a primeira vez que elas chegam ao dossiê.
Série completa, 2000-2024, DF, SIM/SINASC [sim_obitos, sinasc_serie, mortalidade_infantil,
mortalidade_materna]:
| Ano | Nascidos vivos | Óbitos < 1 ano | Mortalidade infantil (por mil) | Óbitos maternos | Razão de mortalidade materna (por 100 mil) |
|---|---|---|---|---|---|
| 2000 | 47.991 | 691 | 14,3985 ‰ | 17 | 35,4233 |
| 2001 | 46.891 | 712 | 15,1842 ‰ | 14 | 29,8565 |
| 2002 | 45.799 | 625 | 13,6466 ‰ | 16 | 34,9353 |
| 2003 | 46.097 | 613 | 13,2980 ‰ | 10 | 21,6934 |
| 2004 | 45.593 | 636 | 13,9495 ‰ | 20 | 43,8664 |
| 2005 | 45.917 | 626 | 13,6333 ‰ | 19 | 41,3790 |
| 2006 | 45.152 | 578 | 12,8012 ‰ | 21 | 46,5096 |
| 2007 | 44.098 | 489 | 11,0889 ‰ | 17 | 38,5505 |
| 2008 | 44.173 | 525 | 11,8851 ‰ | 26 | 58,8595 |
| 2009 | 43.932 | 522 | 11,8820 ‰ | 23 | 52,3536 |
| 2010 | 44.251 | 559 | 12,6325 ‰ | 20 | 45,1967 |
| 2011 | 43.465 | 499 | 11,4805 ‰ | 19 | 43,7133 |
| 2012 | 43.497 | 506 | 11,6330 ‰ | 19 | 43,6812 |
| 2013 | 44.530 | 567 | 12,7330 ‰ | 25 | 56,1419 |
| 2014 | 44.721 | 510 | 11,4040 ‰ | 20 | 44,7217 |
| 2015 | 46.122 | 488 | 10,5806 ‰ | 16 | 34,6906 |
| 2016 | 43.340 | 447 | 10,3138 ‰ | 24 | 55,3761 |
| 2017 | 44.568 | 494 | 11,0842 ‰ | 23 | 51,6065 |
| 2018 | 44.195 | 453 | 10,2500 ‰ | 24 | 54,3048 |
| 2019 | 42.422 | 362 | 8,5333 ‰ | 9 | 21,2154 |
| 2020 | 39.361 | 384 | 9,7558 ‰ | 22 | 55,8929 |
| 2021 | 38.035 | 402 | 10,5692 ‰ | 41 | 107,7955 |
| 2022 | 35.928 | 362 | 10,0757 ‰ | 21 | 58,4502 |
| 2023 | 35.551 | 386 | 10,8576 ‰ | 21 | 59,0701 |
| 2024 | 33.282 | 349 | 10,4861 ‰ | 18 | 54,0833 |
As duas séries reconciliam contra o total que o próprio publicador fecha, quase inteiras.
sim_reconciliacao relata zero linhas divergentes em 25 anos [sim_reconciliacao].
sinasc_reconciliacao relata 1 linha divergente em 25 anos — 2015, marcada revisão, onde
os microdados somam 46.122 nascidos vivos contra 46.120 no total fechado pelo TABNET, uma
diferença de 2 registros não reconciliada e não corrigida por este documento
[sinasc_reconciliacao].
O que a série não suaviza. A razão de mortalidade materna não cai de forma monótona: depois de oscilar entre 21,7 e 58,9 por 100 mil ao longo da década de 2000 e 2010, ela salta para 107,80 em 2021 — o ano de pico da pandemia de covid-19 no Brasil — antes de recuar para a faixa de 54 a 59 nos três anos seguintes. Este documento publica o pico junto com a série inteira; recortar só o início e o fim esconderia exatamente o ano que mais precisa de explicação.
Esta seção não vira uma tabela, e a razão é o formato do próprio dado. cobertura_vacinal
tem 329 linhas cobrindo 26 imunobiológicos distintos entre 2000 e 2022 [cobertura_vacinal] —
reduzi-la a uma tabela por ano exigiria escolher um imunobiológico para representar os outros 25,
ou inventar uma média que a fonte não publica. Este documento não faz nenhuma das duas coisas; o
que segue é uma leitura em prosa, sobre uma vacina, citada por inteiro.
A cobertura de poliomielite caiu, e ultrapassou 100 % pelo caminho. Em 2000 ela estava em
99,53 %; em 2016, em 136,83 % — um valor acima de 100 % é uma característica real do
cálculo de cobertura, que divide doses aplicadas pela população-alvo estimada, e não um erro deste
documento a esconder; em 2022, último ano da série, 78,33 % [cobertura_vacinal]. A série
para em 2022 porque o publicador mudou de painel: a partir de 2023 os dados do SI-PNI passaram a
um sistema num host (infoms.saude.gov.br) que este projeto não tem registrado no seu registro de
acesso, e não foram coletados nesta ordem de serviço — uma lacuna nomeada, não um ano omitido em
silêncio.
A esperança de vida ao nascer é uma projeção, não uma contagem. A série do IBGE (SIDRA 7362)
vai de 72,25 anos em 2000 a 79,89 em 2024 [esperanca_vida], mas é explicitamente uma
série de projeção populacional, não um dado observado ano a ano — o próprio IBGE a publica
assim, e este documento não a apresenta como se fosse outra coisa.
A porta de entrada do sistema tinha, até 2026-09-13, zero tabela neste documento — a seção 0.4 da versão anterior deste dossiê dizia isso explicitamente, e essa afirmação deixou de ser verdadeira para duas das suas três necessidades. O que mudou e o que continua faltando estão separados abaixo, e nenhuma das duas coisas é dita pela metade.
Série histórica por competência, CNES, 2007-2026 [equipes_aps_serie, ubs_serie,
habitantes_por_equipe]:
| Ano | Equipes ESF | UBS | Habitantes por equipe |
|---|---|---|---|
| 2007 | 33 | 174 | não medido |
| 2008 | 43 | 173 | não medido |
| 2009 | 92 | 171 | não medido |
| 2010 | 119 | 171 | não medido |
| 2011 | 117 | 173 | não medido |
| 2012 | 174 | 165 | não medido |
| 2013 | 205 | 174 | não medido |
| 2014 | 242 | 176 | não medido |
| 2015 | 250 | 187 | não medido |
| 2016 | 248 | 180 | não medido |
| 2017 | 295 | 177 | não medido |
| 2018 | 484 | 175 | não medido |
| 2019 | 375 | 176 | não medido |
| 2020 | 592 | 179 | não medido |
| 2021 | 605 | 180 | não medido |
| 2022 | 615 | 181 | 4.581,11 |
| 2023 | 631 | 178 | não medido |
| 2024 | 639 | 177 | 4.667,70 |
| 2025 | 645 | 182 | não medido |
| 2026 | 649 | 182 | não medido |
O número de equipes cresceu quase vinte vezes; o de UBS quase não se mexeu. De 33 equipes de
Saúde da Família em 2007 para 649 em 2026 é um crescimento sustentado; o número de UBS oscila
entre 146 e 187 no mesmo intervalo, sem tendência clara — o crescimento da cobertura, onde
existiu, veio de mais equipes por unidade, não de mais unidades [equipes_aps_serie, ubs_serie].
A razão de habitantes por equipe só está medida em dois dos vinte anos da série, e a tabela diz
isso em vez de interpolar. Este projeto só tem população do DF verificada contra o publicador
para o ano do Censo (2022) e o ano da PDAD-A (2024); os demais dezoito anos ficam não medido
[habitantes_por_equipe], porque estimar uma população para preencher a lacuna seria exatamente o
tipo de conta que este documento se recusa a fazer.
A versão anterior desta seção dizia, por inteiro: “Cobertura da APS, equipes de Saúde da Família e agentes comunitários por RA, e internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP): nenhum dos dois está neste repositório.” Isso deixou de ser inteiramente verdade — as equipes agora estão, na seção anterior — e o que continua faltando é mais estreito do que a frase antiga dizia.
A cobertura da APS deixou de estar ausente em 2026-09-20, e o parágrafo que a declarava
ausente fica citado em vez de apagado. Ele dizia, por inteiro: “A cobertura percentual da APS
continua ausente, e a causa agora é medida, não presumida. Em 2026-09-13 leu-se por inteiro o pacote JavaScript
da interface pública do e-Gestor APS e não encontrou, em nenhum ponto dele, uma chamada a um
endpoint de cobertura a partir do host que o próprio código declara como base — apenas ativos
estáticos, um blog e uma página institucional [eixos_cobertura]. relatorioaps.saude.gov.br, o
portal de relatórios que o mesmo pacote referencia, não está autorizado pelo registro de acesso
deste projeto, e alcançá-lo é uma decisão do operador, não deste bloco.”
A decisão foi do operador, e veio em 2026-09-19: relatorioaps.saude.gov.br e a API que o
próprio pacote daquele portal declara (relatorioaps-prd.saude.gov.br) entraram no registro de
acesso antes da primeira requisição a qualquer um dos dois, e a série está na seção seguinte. O
que se mediu em 2026-09-13 continua verdadeiro: a interface lida não serve cobertura nenhuma —
o que mudou não foi a leitura, foi o host autorizado.
O recorte abaixo do DF continua ausente, e essa parte da lacuna não se fechou. A série é
publicada com o DF como uma unidade geográfica só. Três recortes menores foram pedidos à própria
API e os três foram recusados por ela, cada um com a resposta que devolveu: REGIAO_SAUDE (HTTP
400), REGIAOSAUDE (HTTP 500) e MUNICIPIO (HTTP 200 com zero linhas — o DF é um município
único) [aps_cobertura_ausencias]. Nenhum valor é rateado ou estimado para obter o recorte que
a interface não serve.
O ICSAP está classificado como acquired, e o rótulo por si só engana. A função que produz
icsap_serie roda a cada execução, mas nenhuma das duas fontes candidatas para a lista de CID-10
da Portaria SAS/MS 221/2008 respondeu quando este bloco foi escrito — nem www.gov.br, nem
bvsms.saude.gov.br mesmo testado com um navegador real, em 2026-09-11 — de modo que toda linha que a
função produz hoje é uma lacuna nomeada, nunca uma lista de CID-10 transcrita à mão
[icsap_serie]. Sem essa lista, este documento não classifica nenhuma internação como sensível à
atenção primária.
São três métodos e duas tabelas, e a separação é estrutural, não um aviso em prosa. A API do
e-Gestor APS serve cobertura por três caminhos distintos — /cobertura/ab, /cobertura/acs e
/cobertura/aps — e eles não medem a mesma coisa. O método ab parametriza a cobertura pela
carga horária das equipes de atenção básica; o método aps, que o substitui a partir do Previne
Brasil, parametriza pela capacidade cadastral de cada tipo de equipe. Emendar as duas séries
produziria uma curva contínua que nenhum dos dois métodos jamais mediu, e por isso a coluna
metodo existe na tabela e as duas séries aparecem aqui separadas [aps_cobertura_egestor].
Nenhum valor é renomeado. pcCoberturaAb, pcCoberturaSf, qtEsf, qtPopulacao,
qtCapacidadeEquipe e qtCobertura são os nomes de campo do próprio publicador, e é assim que
cada célula abaixo pode ser conferida contra a API sem passar por este documento.
Um desses nomes engana, e o registro disso é parte do método. No método aps o campo
qtCobertura é percentual — 76,3 em 12/2025 —, apesar do prefixo qt que o publicador usa em
todos os demais campos para contagens absolutas; quem é absoluto ali é qtCapacidadeEquipe, a
quantidade de pessoas que as equipes cadastradas comportam. A primeira versão desta seção leu o
prefixo em vez do valor e teria publicado “76 pessoas cobertas” em uma unidade federativa de
três milhões de habitantes. As duas grandezas saem abaixo em colunas próprias, cada uma com a
unidade no cabeçalho.
Método ab — parametrizado por carga horária, dezembro de cada ano [aps_cobertura_egestor]:
| Ano | População | Equipes ESF | Cobertura AB (%) | Cobertura ESF (%) |
|---|---|---|---|---|
| 2007 | 2.383.784 | 33 | 42,46 % | 4,77 % |
| 2008 | 2.455.903 | 41 | 40,46 % | 5,75 % |
| 2009 | 2.557.158 | 92 | 46,98 % | 12,41 % |
| 2010 | 2.606.885 | 119 | 46,44 % | 15,74 % |
| 2011 | 2.570.160 | 117 | 50,21 % | 15,70 % |
| 2012 | 2.609.997 | 174 | 53,84 % | 23,00 % |
| 2013 | 2.648.532 | 205 | 59,71 % | 26,70 % |
| 2014 | 2.789.761 | 242 | 62,45 % | 29,92 % |
| 2015 | 2.852.372 | 250 | 62,96 % | 30,23 % |
| 2016 | 2.914.830 | 247 | 60,98 % | 29,23 % |
| 2017 | 2.977.216 | 290 | 58,33 % | 33,60 % |
| 2018 | 3.039.444 | 483 | 61,26 % | 54,82 % |
| 2019 | 2.974.703 | 372 | 53,36 % | 43,14 % |
| 2020 | 3.015.268 | 472 | 58,72 % | 54,00 % |
Método aps — parametrizado por capacidade cadastral, última competência de cada ano [aps_cobertura_egestor]:
| Competência | População | Equipes ESF | Capacidade das equipes | Cobertura APS (%) |
|---|---|---|---|---|
| 12/2021 | 3.055.149 | 605 | 2.156.085 | 70,6 % |
| 12/2022 | 3.094.325 | 615 | 2.157.926 | 69,7 % |
| 12/2023 | 2.817.381 | 629 | 2.233.062 | 79,3 % |
| 12/2024 | 2.817.381 | 638 | 2.265.691 | 80,4 % |
| 12/2025 | 2.982.818 | 642 | 2.276.188 | 76,3 % |
| 07/2026 | 2.996.899 | 649 | 2.271.500 | 75,8 % |
A descontinuidade entre as duas tabelas é do publicador, não deste documento. A série ab
termina em dezembro de 2020 e a série aps começa em janeiro de 2021; o que houve entre elas foi
uma mudança de método de financiamento e de contagem, e este documento a registra como corte, não
como queda ou alta.
Este é o eixo com fundamento empírico mais forte do documento, e o único cujo resultado é
original. Nenhum documento público sobre saúde no DF fez este cruzamento por região de saúde:
os dados estão no CNES, e o que faltava era cruzá-los com o parâmetro normativo e com a população
por Região Administrativa. O método completo está em DIMENSIONAMENTO.md;
a atribuição de cada estabelecimento à sua RA está em SPINE.md.
Leitos SUS existentes no DF, competência 2026-07 [leitos_internacao, leitos_complementares]:
| Categoria | Existentes | SUS |
|---|---|---|
| Cirúrgicos | 2.154 | 1.589 |
| Clínicos | 2.751 | 1.534 |
| Obstétricos | 787 | 614 |
| Pediátricos | 682 | 617 |
| Outras especialidades | 951 | 432 |
| Hospital/dia | 562 | 82 |
| Total | 7.887 | 4.868 |
Os seis grupos são os seis que o CNES publica, e a tabela os traz todos porque a linha de total é a que o resto do documento usa. Uma versão anterior desta tabela listava quatro grupos e somava 4.354, enquanto o texto abaixo dela citava 4.868: a diferença eram as 432 camas de outras especialidades e as 82 de hospital/dia, presentes no consolidado e ausentes da tabela. Um leitor que somasse a coluna não chegava ao número em que o documento inteiro se apoia, e é por isso que a linha de total existe.
Consolidado para o dimensionamento [dimensionamento_df]: 4.868 leitos SUS de enfermaria
(adulto e pediátrica em conjunto, que é o escopo do parâmetro), 442 leitos de UTI adulto,
134 de UTI pediátrica, 86 de UTI neonatal e 82 de cuidados intermediários e isolamento.
Os dois 82 são grandezas diferentes e coincidem por acaso: o da tabela é o grupo
hospital/dia dos leitos de internação; o do parágrafo é a soma dos leitos complementares de
cuidados intermediários e isolamento [leitos_complementares]. Ambos são conferidos
separadamente.
Esta seção foi recalculada por inteiro, e os números que ela publicava estão citados abaixo em
vez de apagados. Até 2026-09-06 o dimensionamento de leitos gerais deste projeto era a Portaria
GM/MS 1.101/2002 — 2,5 a 3 leitos por 1.000 habitantes — aplicada sobre uma população. A norma foi
revogada em 2015, e nenhum artefato deste repositório jamais conteve o texto dela: o parâmetro
chegava aqui digitado à mão. O que está publicado agora é a Equação 1 do Caderno de Critérios
e Parâmetros Assistenciais do SUS (MS, 2017) — o documento que substituiu a 1.101 — medida com os
dados que este projeto adquiriu [dimensionamento_df]:
| População (PDAD-A 2024, 35 RAs) | 2.861.057 |
| Leitos SUS de enfermaria (escopo largo) | 4.868 |
| Leitos SUS comparáveis com a Equação 1 | 3.711 |
| Necessário pela Equação 1 (recusa 5 % a 1 %) | 3.000 a 3.132 |
| Superávit | 579 a 711 leitos |
| Superávit relativo | 18,5 % a 23,7 % |
O que a tabela anterior dizia, palavra por palavra, porque um leitor que a leu precisa saber o que leu: “Necessário pelo parâmetro | 7.153 a 8.583 · Déficit | 2.285 a 3.715 leitos · Déficit relativo | 31,9 % a 43,3 %“, e, sobre os outros dois denominadores, “com o Censo 2022 do IBGE (2.817.381) o déficit cai para 2.175–3.584; com a estimativa do PDS (3.130.014) sobe para 2.957–4.522”. O sinal do resultado agregado inverteu-se.
Por que inverteu, dito sem suavizar. Os dois cálculos usam o mesmo CNES e chegam a sinais opostos porque respondem a perguntas diferentes. A 1.101 aplicava uma razão fixa à população: se o DF tivesse 2,5 leitos por mil habitantes, teria 7.153. A Equação 1 monta a necessidade a partir da permanência efetivamente observada — dias de internação de residentes medidos no SIH de 2024, corrigidos pelo fluxo de não-residentes (Fnre) e divididos pela taxa de ocupação esperada do Quadro 43 — e responde: para atender, com fila de 1 % a 5 %, exatamente as internações que aconteceram, bastam 3.000 a 3.132 leitos dos tipos que a equação cobre.
A ressalva que vale mais do que o número, e que o próprio método impõe. A taxa de internação usada aqui é medida, não normativa: são as internações que o sistema conseguiu fazer. Demanda reprimida — quem não foi internado porque não havia leito, quem desistiu na fila, quem morreu antes — não aparece no SIH e portanto não aparece nesta conta. O Caderno prevê corrigir isso pelo fator FRe; o próprio documento (Quadro 44) fixa FRe = 1 para quem programa com taxas medidas do SIH, e é o que está aplicado. Este superávit significa “há leitos suficientes para continuar fazendo o que já se faz”, e não “há leitos suficientes para a necessidade do DF”. As duas frases são diferentes e o documento não troca uma pela outra.
Duas mudanças de escopo estão embutidas na tabela e nenhuma é cosmética. Primeira: o necessário
cobre seis categorias — clínica e cirúrgica × <15 / 15-59 / 60+ — e não cobre obstetrícia nem
neonatologia, que continuam sem fonte (falta o Fator de Correção do sub-registro do SINASC).
Comparar essa necessidade parcial contra os 4.868 leitos de enfermaria adulto + pediátrica somava
614 leitos obstétricos, 432 de outras especialidades e 82 de hospital/dia que a necessidade nunca
foi calculada para cobrir — uma subtração entre coisas diferentes, que fabricava superávit. A linha
Leitos SUS comparáveis com a Equação 1 é a soma dos tipos CNES 1 (cirúrgico), 2 (clínico) e 5
(pediátrico), os que a equação de fato cobre, menos os 45 leitos de saúde mental que o CNES
arquiva sob o tipo 2: a demanda deles é a especialidade SIH 05/87, fora do conjunto 01/03/07 que
a equação calcula, e contá-los como capacidade sem contar sua demanda seria a mesma assimetria
[dimensionamento_regiao]. Segunda: a Equação 1 não divide por população
nenhuma, então a dependência do denominador que a seção anterior declarava simplesmente não
existe mais aqui. Os três totais oficiais continuam publicados — PDAD-A 2.861.057, Censo 2022
2.817.381, PDS 3.130.014, 11,1 % de divergência entre eles — porque a discordância entre as
estatísticas do próprio DF continua sendo um achado [dimensionamento_df].
Nenhum número desta seção é digitado à mão. Os dias de permanência e o Fnre vêm do SIH/RD 2024;
a taxa de ocupação esperada (92 % a 1 % de recusa, 96 % a 5 %) é extraída do Quadro 43 do PDF
do Caderno a cada execução [taxas_ocupacao_quadro43], não transcrita; FRe = 1 é a convenção que
o próprio Quadro 44 declara. Se a extração do quadro parar de funcionar, a derivação falha — não há
literal para o qual cair.
Leitos SUS por região de saúde, contra a Equação 1 do Caderno de 2017, PDAD-A 2024
[dimensionamento_regiao]. A coluna Leitos SUS é o escopo comparável (tipos CNES 1, 2 e 5):
| Região | População | Leitos SUS | Leitos/1.000 | Necessário | Déficit |
|---|---|---|---|---|---|
| Central | 360.482 | 1.568 | 4,35 | 235–244 | superávit de 1.324 a 1.333 |
| Sul | 255.583 | 694 | 2,72 | 438–454 | superávit de 240 a 256 |
| Oeste | 437.685 | 495 | 1,13 | 577–604 | 82 a 109 |
| Norte | 330.604 | 245 | 0,74 | 429–448 | 184 a 203 |
| Leste | 296.755 | 206 | 0,69 | 299–312 | 93 a 106 |
| Sudoeste | 837.326 | 443 | 0,53 | 640–666 | 197 a 223 |
| Centro-Sul | 342.622 | 60 | 0,18 | 300–314 | 240 a 254 |
ESTE É O ACHADO QUE SOBREVIVEU À TROCA DE MÉTODO, E É POR ISSO QUE ELE IMPORTA. O resultado agregado do DF inverteu de déficit para superávit quando a Portaria 1.101/2002 saiu do cálculo (seção 3.2). A desigualdade regional não inverteu. Continuam sendo duas regiões com superávit e cinco com déficit, com os mesmos nomes nos mesmos lados, medidos agora por um método que não usa nenhum parâmetro digitado à mão e não divide por população. Um achado que resiste à substituição do método é de outra natureza que um achado que depende dele.
A tabela anterior, citada porque um leitor a leu: “Central | 2.061 | 5,72 | 901–1.081 |
superávit de 980 a 1.160 … Sudoeste | 652 | 0,78 | 2.093–2.512 | 1.441 a 1.860 … Centro-Sul |
60 | 0,18 | 857–1.028 | 797 a 968”. Os déficits encolheram — a soma das cinco regiões
deficitárias cai de 3.667–4.789 para 796–895 [dimensionamento_regiao] — porque a
necessidade total encolheu, não porque a distribuição melhorou.
A concentração, medida sem nenhum parâmetro: a Central tem 1.568 dos 3.711 leitos comparáveis do DF — 42,3 % — para uma necessidade de 235 a 244 leitos, com 12,6 % da população. A Centro-Sul tem 60 leitos para uma necessidade de 300 a 314. A razão entre a melhor e a pior região é de 24 para 1 em leitos por mil habitantes — era 32 para 1 na leitura anterior, que media o escopo largo. A região mais populosa do DF — a Sudoeste, com 837 mil habitantes, 2,3 vezes a população da Central — tem menos de um terço dos leitos da Central.
A Central não está “sobrando” no sentido trivial. Ela abriga os hospitais de referência que atendem o DF inteiro e parte do Entorno, e um leito de referência não é substituível por um leito de bairro. O que a tabela mede é que a capacidade não acompanhou o deslocamento da população, e que o custo disso é pago em deslocamento por quem mora longe dela.
[dimensionamento_ra] — RAs com zero leito SUS dos tipos que a Equação 1 cobre:
Arapoanga, Arniqueira, Candangolândia, Fercal, Guará, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SCIA, São Sebastião, Sobradinho II, Sol Nascente/Pôr do Sol, Sudoeste/Octogonal, Varjão, Vicente Pires, Água Quente e Águas Claras.
Somadas, essas 20 RAs abrigam 1.213.813 pessoas — 42,4 % da população do Distrito Federal.
Eram 18 e 972.891 pessoas (34,0 %) na versão anterior, e as duas que entraram entraram por mudança de escopo, não por fechamento de leito: São Sebastião tinha 4 leitos e Águas Claras 8, todos de tipos CNES que a Equação 1 não cobre. A lista mede agora ausência de leito clínico, cirúrgico ou pediátrico, que é a pergunta que o método faz.
Os oito maiores déficits absolutos por RA, pela Equação 1:
| RA | População | Leitos SUS | Déficit | Déficit % |
|---|---|---|---|---|
| Samambaia | 227.118 | 82 | 170–181 | 68,8 % |
| Planaltina | 121.856 | 96 | 136–146 | 60,3 % |
| Recanto das Emas | 105.862 | 0 | 130–135 | 100,0 % |
| São Sebastião | 99.050 | 0 | 110–114 | 100,0 % |
| Guará | 127.952 | 0 | 101–105 | 100,0 % |
| Itapoã | 67.021 | 0 | 59–62 | 100,0 % |
| Riacho Fundo II | 70.180 | 0 | 59–62 | 100,0 % |
| SCIA | 38.047 | 0 | 47–50 | 100,0 % |
A tabela anterior, citada em vez de apagada: “Samambaia | 132 | 436–549 | 80,6 % · Águas Claras | 8 | 347–418 | 98,1 % · Guará | 0 | 320–384 | 100,0 % · Sol Nascente/Pôr do Sol | 0 | 272–326 · Recanto das Emas | 0 | 265–318 · Vicente Pires | 0 | 263–315 · Ceilândia | 550 | 168–311 | 36,1 % · São Sebastião | 4 | 244–293 | 98,7 %”. Ceilândia saiu da lista dos oito maiores déficits — pelo método medido, suas 550 camas (270 no escopo comparável) cobrem a demanda observada dos seus próprios residentes.
23 das 35 RAs ficam em déficit [dimensionamento_ra], e a leitura correta disso é
concentração, não escassez: o DF tem no agregado mais leitos do que a demanda observada exige, e
mesmo assim dois terços das suas Regiões Administrativas ficam abaixo do que a demanda dos seus
próprios moradores pediria.
A tabela por RA exige duas ressalvas que a tabela por região não exige, e a segunda é nova.
Primeira: um leito atende uma região, não um bairro — aplicar o método a uma RA isolada trata cada
RA como se devesse ser autossuficiente, o que nenhuma norma pede. Ela está aqui porque mostra onde
a distância é maior, não porque Guará devesse ter 105 leitos próprios. Segunda, e é o preço de ter
conseguido a desagregação: a necessidade é calculada por RA de RESIDÊNCIA e a capacidade por RA
de LOCALIZAÇÃO do hospital. As duas colunas da tabela respondem a perguntas diferentes sobre a
mesma linha. É deliberado — é exatamente a distância entre onde as pessoas moram e onde os leitos
estão que a tabela existe para medir — mas um 0 na coluna de leitos não significa que os
moradores daquela RA não foram internados: significa que foram internados em outro lugar.
Aplicado como a norma o escreve — de 4 % a 10 % do total de leitos hospitalares SUS — o DF tem
662 leitos de UTI contra 224 a 561 exigidos: um superávit [dimensionamento_df].
Esse resultado merece desconfiança e recebe. Uma versão anterior do cálculo estreitava o
parâmetro para “UTI adulto sobre leitos de enfermaria” e produzia o resultado oposto — um déficit.
O estreitamento era invenção do projeto, não da norma, e foi removido [dimensionamento_df].
O superávit é o que a norma diz quando lida como está escrita, e o documento prefere publicar
um resultado incômodo a publicar um resultado conveniente obtido por leitura enviesada.
O único parâmetro deste documento extraído de um documento que o repositório possui — e não
transcrito — é o da UTI neonatal: 2 leitos por 1.000 nascidos vivos, Quadro 5 do Caderno de
Critérios e Parâmetros do MS de 2017, lido do PDF a cada execução [parametros_caderno_2017].
Contra 33.282 nascidos vivos em 2024 [nascidos_vivos_peso], exige 67 leitos; existem 86.
Superávit de 19.
Uma segunda leitura, publicada AO LADO desta e NUNCA a substituindo, mede UTI adulto e UTI
pediátrica pelas Equações 2 e 3 do mesmo Caderno 2017 — as duas grandezas que uma revisão
deste documento, em 2026-09-06, apontou como sub-medidas por ele: o SIH marca sim se uma internação usou UTI e por quantos
dias (campos MARCA_UTI e UTI_MES_TO, presentes no leiaute reduzido desde sempre); o que
faltava era só a tabela de códigos do MARCA_UTI, que separa UTI adulto de pediátrica e de
neonatal — agora extraída de um documento fetchado (DATASUS ftp.datasus.gov.br,
TAB_SIH.zip, membro CNV/MARCAUTI.CNV), nunca digitada [leitos_uti_caderno2017]. Pelo SIH
de 2024: UTI adulto tem 9,48 % das internações gerais residentes (exclui Obstetrícia,
UNSOURCED) com dia de UTI, média de 8,78 dias — exige entre 294 e 306 leitos contra os 442
instalados, superávit de 136 a 148. UTI pediátrica tem 6,06 %, média de 9,25 dias —
exige entre 105 e 113 leitos contra os 134 instalados, superávit de 21 a 29. As duas
leituras concordam no sinal com a faixa da Portaria acima — nenhuma aponta déficit — e os dois
totais de leitos somados à UTI neonatal (442 + 134 + 86) fecham exatamente nos 662 leitos de
UTI do parágrafo anterior. UTI neonatal não entra nesta segunda leitura: falta o NIe
(internações gerais) de Neonatologia, ela própria UNSOURCED (§3.6) por um motivo que não tem
nada a ver com o MARCA_UTI — um bloqueio herdado, não um dado que falte no SIH.
[dimensionamento_df], linhas com estado: UNSOURCED — quatro parâmetros que a proposta pedia
e que este documento se recusa a inventar:
| Parâmetro | Por que não foi calculado |
|---|---|
| UTI adulto por mil habitantes | o número chega pela prosa da proposta, não por artefato; não está na transcrição da portaria |
| UTI pediátrica | a proposta manda contar e não fornece parâmetro |
| UTI neonatal por partos de risco | exigiria este projeto definir “parto de risco” por conta própria |
| Hemodiálise | o parâmetro existe e é extraível (Quadro 28B do Caderno de 2017); falta o denominador — população de 20 anos ou mais por RA, que este repositório não tem |
A seção 3.6 dizia, até 2026-09-03, que rodar o método de 2017 exigiria dados do SIH que este
projeto não tinha. Não é mais verdade. A série do SIH foi adquirida em duas interfaces,
e a razão de terem sido duas é o achado: o Quadro 38 do caderno de 2017 pede internações cruzando
faixa etária com especialidade do leito, e o TABNET não faz esse cruzamento — as duas
dimensões vivem em arquivos .def diferentes, e o TABNET só cruza dimensões dentro de um mesmo
arquivo. Isso foi medido contra as quatro famílias .def do SIH que este projeto alcança, não
suposto [sih_probes_def]. O registro da AIH, nos microdados reduzidos, carrega os dois campos na
mesma linha [sih_microdados_espec_faixa].
As duas leituras do SIH são um par, e nenhuma é “a” figura. Uma conta internações de
residentes do DF onde quer que tenham acontecido; a outra conta internações que aconteceram
no DF, de quem quer que fosse. Em 2024 foram 183.422 e 234.446 [sih_serie_tabnet].
Essas duas não se dividem uma pela outra, e vale dizer por quê. A razão entre elas não é o PIr:
o numerador inclui residentes do DF internados fora do DF, que por definição não estão no
denominador. O PIr do caderno de 2017 é o percentual de residentes entre as internações que
aconteceram aqui, e é isso que este projeto calcula, registro a registro, pelo município de
residência de cada AIH [sih_residencia_fnr]. A conta pela subtração das duas leituras dá
1,2782 e está errada por construção; a conta certa dá 1,2887.
A diferença é o achado que muda o dimensionamento. Em 17 anos, 733.271 internações
ocorridas no DF foram de pessoas que não moram no DF — 21,4 % do total
[sih_residencia_fnr]. O caderno converte o PIr no fator Fnr = 100/PIr, que multiplica todo
requisito de leitos. Em 2024 o PIr do DF é 77,60 %, ou seja Fnr = 1,2887
[sih_residencia_fnr]: cerca de 29 % a mais de leitos do que a população residente sozinha
pediria.
E é estrutural, não conjuntural. O PIr fica entre 76,04 % (2013) e 82,44 % (2011) em
todos os 17 anos, sem tendência [sih_residencia_fnr]. O DF é o núcleo de uma RIDE e interna
gente de Goiás e de Minas por desenho; qualquer conta de leitos para o DF feita só sobre a
população residente subestima a necessidade por um fator que este documento agora mede em vez de
supor.
O que isto passou a permitir, e o que ainda não. O termo da ANS que faltava foi adquirido
— a população de referência do Quadro 37, “× proporção sem plano de saúde”, por faixa etária — e
computou a Equação 1 para seis das onze combinações tipo-leito/especialidade do Quadro 38:
pediatria clínica e cirúrgica, e clínica/cirúrgica adulto nas duas faixas etárias. As outras
cinco — Obstetrícia, Neonatologia e as três categorias de UTI — continuam UNSOURCED nesta
tabela, que só cobre leitos gerais (Equação 1); nenhuma por um número inventado.
Obstetrícia e Neonatologia, porque falta o fator de correção do sub-registro do SINASC. A
frase que estava aqui até 2026-09-18 dizia que as três categorias de UTI ficavam UNSOURCED
porque “o SIH não marca internação com UTI nem sua duração” — isso era FALSO, corrigido na
revisão de 2026-09-18: o SIH marca as duas
coisas (MARCA_UTI, UTI_MES_TO); o que faltava era a tabela de códigos do MARCA_UTI, agora
extraída, nunca digitada. UTI adulto e UTI pediátrica são calculadas, pelas Equações 2 e 3,
na tabela leitos_uti_caderno2017 (§3.5), publicada ao lado da faixa da Portaria 1.101/2002,
nunca a substituindo; só a UTI neonatal permanece sem essa segunda leitura, por um motivo
herdado de Neonatologia. Os valores e a metodologia
completa estão em docs/DIMENSIONAMENTO.md, seção Leitos gerais pelo método do Caderno 2017; a
tabela ali publicada não substitui a linha calculada sobre a Portaria 1.101/2002 — as duas são
publicadas lado a lado.
Nada aqui vem de uma interface só. Tudo que foi agregado dos microdados é conferido contra a
contagem que o próprio TABNET publica para a mesma competência e a mesma leitura
[sih_reconciliacao]. 194 das 204 competências batem exatamente; as outras 10 diferem de +1
a +4 internações (no máximo 0,02 %), todas entre setembro de 2023 e setembro de 2024, e cada uma
está registrada com sua diferença exata. É o formato da revisão retrospectiva que o próprio
DATASUS avisa fazer — as duas interfaces são publicações distintas lidas em pontos de atualização
distintos. Qualquer diferença maior que isso derruba a execução, e os três defeitos de leitura
que este trabalho de fato cometeu moveriam 100 %, 20 % e 0,1 % da série: todos muito acima do que
esta tolerância admite.
Taxa de ocupação não está aqui, e a ausência é deliberada. O SIH não a publica: o seletor
Incremento do formulário oferece quinze medidas e ocupação não é uma delas. Este documento não
publica taxa que a fonte não publica.
Série completa, todos os anos que o publicador serve [cnes_historico_ausencias]:
| Ano | Leitos SUS (CNES histórico) | População (SIDRA 6579) | Leitos por mil (série) |
|---|---|---|---|
| 2005 | 4.748 | 2.333.108 | 2,035 |
| 2006 | 4.874 | 2.383.784 | 2,045 |
| 2007 | 4.849 | não medido | não medido |
| 2008 | 5.258 | 2.557.159 | 2,056 |
| 2009 | 4.935 | 2.606.885 | 1,893 |
| 2010 | 5.406 | não medido | não medido |
| 2011 | 5.207 | 2.609.998 | 1,995 |
| 2012 | 5.108 | 2.648.532 | 1,929 |
| 2013 | 4.908 | 2.789.761 | 1,759 |
| 2014 | 5.022 | 2.852.372 | 1,761 |
| 2015 | 4.409 | 2.914.830 | 1,513 |
| 2016 | 4.472 | 2.977.216 | 1,502 |
| 2017 | 4.482 | 3.039.444 | 1,475 |
| 2018 | 4.630 | 2.974.703 | 1,556 |
| 2019 | 4.430 | 3.015.268 | 1,469 |
| 2020 | 5.324 | 3.055.149 | 1,743 |
| 2021 | 5.329 | 3.094.325 | 1,722 |
| 2022 | 5.063 | não medido | não medido |
| 2023 | 5.243 | não medido | não medido |
| 2024 | 5.601 | 2.982.818 | 1,878 |
| 2025 | 5.604 | 2.996.899 | 1,870 |
| 2026 | 5.612 | 3.009.996 | 1,864 |
Quatro dos vinte e dois anos não têm razão por mil habitantes, e a tabela diz isso em vez de
interpolar. 2007, 2010, 2022 e 2023 não têm população do DF verificada contra o publicador para
aquele ano exato — o mesmo limite que a seção 2.1 já registra para habitantes_por_equipe —, então
a razão fica não medido para esses quatro anos, nunca calculada sobre uma população estimada
[cnes_historico_ausencias].
Um atalho foi testado e descartado, e vale registrar por quê. Um arquivo competência-recente retroagido a uma competência anterior lê 31 equipes onde o arquivo daquela própria competência lê 119 — a diferença mostra que um arquivo recente não pode substituir o arquivo do próprio ano, e por isso cada ano desta série é lido do seu próprio arquivo histórico, nunca projetado de um ano vizinho.
O que segue é aritmética sobre as seções anteriores deste bloco e não introduz nenhuma fonte nova, conforme a proposta pedia. Onde um custo não pode ser derivado de dado deste repositório, ele não é estimado.
Deste bloco, sem repetir a conta [dimensionamento_df, dimensionamento_regiao]:
| Déficit mínimo | Déficit máximo | |
|---|---|---|
| Distrito Federal, leitos de enfermaria | -711 | -579 |
| Centro-Sul | 240 | 254 |
| Sudoeste | 197 | 223 |
| Norte | 184 | 203 |
| Leste | 93 | 106 |
| Oeste | 82 | 109 |
| Soma das cinco regiões deficitárias | 796 | 895 |
A primeira linha é negativa e as cinco seguintes são positivas, e é exatamente isso que esta tabela existe para mostrar. O Distrito Federal, somado, tem superávit de 579 a 711 leitos pela Equação 1 do Caderno de 2017 (seção 3.2). Cinco das suas sete regiões de saúde têm déficit, e somados esses déficits dão 796 a 895 leitos. O agregado distrital subtrai o superávit da Central e da Sul do déficit das outras cinco, como se um leito na Asa Norte cobrisse uma internação em Recanto das Emas. Ele não cobre. Entre 796 e 895 leitos é o que faltaria para que nenhuma região ficasse abaixo do que a demanda observada dos seus próprios moradores pede — e é o número que uma política de recomposição teria de enfrentar.
A tabela anterior, citada porque um leitor a leu: “Distrito Federal, leitos de enfermaria | 2.285 | 3.715 · Sudoeste | 1.441 | 1.860 · Centro-Sul | 797 | 968 · Leste | 507 | 655 · Norte | 462 | 627 · Oeste | 460 | 679 · Soma das cinco regiões deficitárias | 3.667 | 4.789“. Aquela leitura aplicava a Portaria GM/MS 1.101/2002, revogada em 2015 e nunca lida por este projeto; esta aplica o método do documento que a substituiu, medido com o SIH de 2024. A recomposição necessária caiu por um fator de quase cinco. Quais regiões precisam dela não mudou.
E o que a conta continua sem enxergar. 796 leitos é o que basta para atender, em cada região, as internações que aconteceram. Quem não foi internado porque não havia leito não está no SIH e não está nesta linha (seção 3.2). Este é o piso da recomposição, não o seu teto.
Não há neste repositório nenhum parâmetro de custo por leito, e nenhum foi adquirido. Este documento poderia multiplicar 796 leitos por um custo médio publicado em algum lugar e produzir um número grande e citável. Não vai. Um custo tirado de fora do repositório, num documento cuja única promessa é que todo número é rastreável, contaminaria o documento inteiro.
O que pode ser dito sobre ordem de grandeza, sem inventar parâmetro: a função Saúde liquidou
R$ 7,359 bilhões em 2025 [orcamento_saude]. Qualquer proposta de recomposição de 796 a 895
leitos deve ser avaliada contra esse orçamento anual, e a conta que falta para fechá-la é o custo
unitário — um dado, não uma opinião, e o próximo a ser adquirido.
Os números que esta seção trazia, citados e não apagados: “multiplicar 3.667 leitos” e “recomposição de 3.667 a 4.789 leitos” — a soma das regiões deficitárias sob a Portaria 1.101/2002. A recomposição caiu por um fator de quase cinco com a troca de método (seção 3.9); a recusa de estimar o custo dela não mudou.
Derivados do que foi medido, e apenas disso:
[dimensionamento_regiao]. É onde um leito novo produz
mais efeito, e é onde a rede menos cresceu.Isto não é a série de médicos formados ou retidos pelo DF — é o número de vínculos ativos que o CNES registra para a rede SES-DF, ano a ano. Não é a mesma pergunta que a seção 4.2 declara sem resposta, e este documento não deixa a semelhança dos números confundir as duas.
| Ano | Vínculos médicos (proxy) | Médicos deduplicados (proxy) | Ambiguidade de CNS |
|---|---|---|---|
| 2022 | 5.805 | 4.816 | 0,0000 |
| 2023 | 5.521 | 4.780 | 0,0000 |
| 2024 | 5.806 | 4.996 | 0,0000 |
| 2025 | 5.341 | 4.691 | 0,0000 |
| 2026 | 5.516 | 4.824 | 0,0000 |
A deduplicação é por CNS, e a ambiguidade dela está publicada, não escondida. Um profissional
pode ter mais de um vínculo (mais de um estabelecimento, mais de um CBO); a coluna
medicos_deduplicados_proxy conta pessoas físicas distintas por número de CNS, e
taxa_ambiguidade_cns mede a fração de registros em que essa contagem é incerta — 0,0000 em
todos os cinco anos medidos, ou seja, sem ambiguidade detectada nesta janela
[vinculos_medicos_ses].
A janela é 2022-2026, não a série completa que o CNES permite. Uma janela mais longa existe e não muda o ponto que a formação médica (seção 4.2) deixa sem resposta; ela fica registrada aqui como uma extensão possível de um trabalho futuro, não como algo que faltou fazer.
A versão anterior desta seção abria dizendo, por inteiro: “Este bloco não tem fundamento empírico para a pergunta que o abre, e é o único bloco do documento nessa condição. Três necessidades foram tentadas em 2026-09-17, cada uma por uma tentativa contra sua própria fonte antes de declarar lacuna — nunca um atalho por um espelho de terceiro.” Uma das três deixou de ser lacuna em 2026-09-20, e a frase fica citada em vez de apagada: o bloco continua sem fundamento para a pergunta de formação e retenção, e passou a ter um número para a densidade médica.
Das três necessidades tentadas em 2026-09-17, duas continuam lacuna e a terceira foi medida em
2026-09-19 — cada uma por uma tentativa contra sua própria fonte, nunca por um atalho num espelho
de terceiro [cursos_medicina_df, medicina_ingressantes_egressos, medicos_por_mil]:
| Necessidade | Estado | Causa medida |
|---|---|---|
| Cursos de medicina no DF e ano de autorização (e-MEC) | lacuna |
emec.mec.gov.br respondeu HTTP 403 a um navegador real, testado em 2026-09-11 — um WAF recusando um navegador de verdade é controle, não ausência de rede, e nada aqui tenta contorná-lo: um controle é medido e declarado, nunca burlado |
| Ingressantes e egressos do curso de medicina, censo do INEP | lacuna |
download.inep.gov.br derruba a conexão na camada HTTP ao pedir o arquivo, e o índice do próprio publicador não lista nenhum arquivo do censo da educação superior nesta execução. Nenhum espelho de terceiro é citado como fonte — apenas cruzamento independente, nunca a origem de uma linha publicada |
| Médicos por mil habitantes no DF | medida em 2026-09-19 | O host de terceiro que servia o livro em PDF entrou no registro de acesso por ordem do operador, e a tabela é lida dele a cada execução. A causa que esta linha registrava até 2026-09-20, citada e não apagada: “18.494 URLs no índice do próprio publicador, 42 casam com ‘demografia’ e nenhuma é um arquivo de dados legível por máquina — o que casa são notícias e um livro em PDF servido por um host de terceiro fora do registro de acesso. O numerador (médicos ativos no DF) não existe em nenhum host que este projeto tenha autorização para ler” |
As lacunas são remedidas a cada execução, não declaradas uma vez e herdadas. Cada uma carrega,
na sua própria coluna motivo, a data e o resultado exato da tentativa daquela execução — nunca um
estado congelado num dia anterior. A linha medida obedece à mesma regra na direção
contrária: se a rota da AMB cair, medicos_por_mil volta a publicar a lacuna citada acima, com
a degradação registrada em tabelas_degradadas, em vez de repetir o número do dia em que a rota
respondeu.
Consequência para o documento. Nada é afirmado aqui sobre quantos médicos o DF forma, quantos retém, ou para onde vão. A proposta que motivou este projeto pedia “anos de investimento e o retorno que não ficou” — uma hipótese que este documento não testou, e apresentá-la como achado seria a falha que este dossiê inteiro foi desenhado para evitar. O que existe é o proxy da seção 4.1, e ele responde a uma pergunta vizinha, não a esta.
A ressalva vem antes do número, porque ela muda o que o número significa. A razão publicada
abaixo é por registro profissional, não por médico: o próprio estudo declara, no rodapé da
tabela de onde estes valores saem, que as inscrições excedem os indivíduos porque um médico
registrado em mais de uma UF é contado em cada uma delas [demografia_medica_amb]. O DF é
precisamente o lugar onde essa distorção mais pesa — um médico com registro no DF e em Goiás
aparece nas duas colunas —, de modo que a razão do DF é um teto, não uma medida da força de
trabalho que atende no DF. Este documento publica o número do publicador e publica a ressalva
dele; não corrige um pelo outro, porque a correção exigiria um dado que ninguém publica.
A tabela é extraída do PDF a cada execução e nunca digitada. Só unidades federativas entram no
ranking: a Tabela 3 mistura na mesma coluna as 27 UFs, as cinco regiões e o Brasil, e deixar uma
região entrar seria comparar um agregado com as suas próprias partes — a primeira versão desta
seção publicou “Região Sudeste” entre o Rio de Janeiro e São Paulo, e o erro fica dito aqui em vez
de apagado. As cinco maiores razões, o Brasil como linha de referência declarada, e as três
menores [demografia_medica_amb]:
| UF | Registros médicos | População | Razão por 1.000 |
|---|---|---|---|
| Distrito Federal | 18.729 | 2.982.818 | 6,28 |
| Rio de Janeiro | 72.388 | 17.219.679 | 4,20 |
| São Paulo | 172.721 | 45.973.194 | 3,76 |
| Espírito Santo | 14.564 | 4.102.129 | 3,55 |
| Minas Gerais | 74.431 | 21.322.691 | 3,49 |
| Brasil | 653.945 | 212.583.750 | 3,08 |
| Amapá | 1.176 | 802.837 | 1,46 |
| Pará | 11.865 | 8.664.306 | 1,37 |
| Maranhão | 8.871 | 7.010.960 | 1,27 |
O que isto sustenta e o que não sustenta. Sustenta que o DF tem a maior densidade de registros médicos do país, com folga sobre o segundo colocado, e muito acima da média nacional. Não sustenta nada sobre a rede pública: registro é habilitação para exercer, não vínculo com a SES-DF, e a distância entre os dois é justamente o que a seção 4.1 mede por outro caminho e o Bloco 5 mede por um terceiro. Um documento que passasse desta linha para “faltam médicos no DF” ou para “sobram médicos no DF” estaria usando o dado para uma pergunta que ele não responde.
O Portal da Transparência do GDF publica servidores por carreira. As carreiras da saúde
[pessoal_carreira], em dezembro de cada ano:
| Ano | Carreira | Servidores |
|---|---|---|
| 2017 | Assistência Pública à Saúde | 31.966 |
| 2018 | Assistência Pública à Saúde | 33.248 |
| 2019 | Assistência Pública à Saúde | 32.962 |
| 2020 | Assistência Pública à Saúde | 32.787 |
| 2021 | Gestão e Assistência Pública à Saúde | 14.000 |
| 2021 | Técnica em Enfermagem | 14.893 |
| 2022 | Técnica em Enfermagem | 14.609 |
| 2023 | Gestão e Assistência Pública à Saúde | 13.563 |
| 2023 | Técnica em Enfermagem | 14.464 |
| 2024 | Assistência Pública à Saúde | 13.347 |
| 2024 | Técnica em Enfermagem | 14.631 |
| 2025 | Assistência Pública à Saúde | 13.179 |
| 2025 | Técnica em Enfermagem | 14.546 |
Esta tabela não deve ser lida como uma série temporal, e o motivo é o achado. Entre 2020 e 2021 a carreira muda de nome e se parte em duas. Lida ingenuamente, a série mostra o quadro caindo de 32.787 para 14.000 em um ano — uma perda de 57 % que não aconteceu: o que aconteceu foi que os técnicos em enfermagem passaram a ser contados numa carreira própria.
Pior: a fonte publica os cinco maiores cargos por competência, e não todas as carreiras. Em 2022 a carreira de gestão não aparece porque saiu do top 5 — não porque zerou. Por isso 2022 não é somável, e a linha está na tabela sem total.
O que é possível afirmar com honestidade: nos anos em que as duas componentes aparecem — 2021, 2023, 2024 e 2025 — os totais são 28.893, 28.027, 27.978 e 27.725. É uma queda de 4,0 % em quatro anos, num período em que a população cresceu. Comparar qualquer um desses números com os 32.962 de 2019 seria comparar recortes diferentes, e este documento não faz isso.
Parcialmente lacunar: em 2026-09-20 a lacuna estreitou sem se fechar. A frase que abria esta seção — “Parcialmente lacunar. O deflator existe; a série de vencimentos, não.” — fica citada: duas pontas da série de vencimentos passaram a existir e o meio dela continua não existindo.
O que existe: o IPCA mensal completo do período [ipca_mensal], que é a metade da conta —
qualquer série salarial nominal pode ser convertida em poder de compra real assim que a série
existir. E a contagem de servidores das carreiras da saúde, com a ressalva de descontinuidade
explicada na seção 5.1 [pessoal_carreira].
O que passou a existir em 2026-09-20, e o parágrafo que dizia o contrário, citado e não apagado.
Esta seção declarava: “A série histórica do vencimento básico da carreira médica da SES-DF. A
tabela de vencimentos é anexo de lei, publicada no SINJ-DF, e sinj.df.gov.br responde HTTP 403
em http e em https. Em https ele apresenta certificado de *.tc.df.gov.br — nome que não confere,
falha que um navegador também recusa. (…) A LC 840/2011 e a Lei 6.137/2018, necessárias para
documentar a mudança na Taxa de Permanência em Disponibilidade. Mesmo obstáculo, mesmo host.”
A medição continua verdadeira do host que ela nomeia: sinj.df.gov.br segue com o certificado
trocado, e nada aqui o contorna. O que mudou é que o operador registrou um segundo nome do mesmo
publicador, www.sinj.df.gov.br, e é dele que os textos foram lidos — seis normas declaradas,
cada página lida conferida contra a própria epígrafe que ela serve antes de qualquer cifra sair
dela [carreira_medica_normas]. A LC 840/2011 e a Lei 6.137/2018 estão entre elas.
O que continua não existindo [eixos_cobertura, vencimento_medico_lacunas]:
O que se pode afirmar sem a série salarial. Que o quadro das carreiras da saúde caiu 4,0 %
entre 2021 e 2025 nos anos comparáveis [pessoal_carreira], num período em que o gasto real com
saúde subiu 25,9 % [orcamento_saude, ipca_mensal]. Mais dinheiro real, menos servidores
efetivos é um fato composto de dois dados que este repositório tem, e é o achado deste eixo.
Para onde foi a diferença — contratos de gestão, terceirização, custeio, investimento — é
precisamente o que a seção 7.1 registra como não adquirido.
As cinco carreiras da saúde com mais cargos vagos, competência 2025-12 [cargos_vagos]:
| Carreira | Cargo | Total | Vagos | Ocupados |
|---|---|---|---|---|
| GESTÃO E ASSISTÊNCIA PUBLICA A SAÚDE | Analista em Gestão e Assistência Pública à Saúde | 6.500 | 6.500 | 0 |
| TÉCNICA EM ENFERMAGEM | Técnico em Enfermagem | 15.000 | 6.046 | 8.954 |
| ASSISTÊNCIA PÚBLICA À SAÚDE | Técnico em Saúde | 10.000 | 5.404 | 4.596 |
| MÉDICA | Médico | 10.000 | 5.144 | 4.856 |
| GESTÃO E ASSISTÊNCIA PUBLICA A SAÚDE | Técnico em Gestão e Assistência Pública à Saúde | 4.500 | 4.500 | 0 |
A carreira médica sozinha responde por 5.144 vagas de um total de 10.000 cargos — mais da
metade do quadro previsto para a carreira não está ocupada [cargos_vagos]. Duas das cinco linhas
— Gestão e Assistência Pública à Saúde, nas duas categorias — mostram o cargo inteiro vago: 6.500
e 4.500 cargos, zero ocupados, o que sugere um cargo criado e nunca provido, não um cargo esvaziado
por saída de servidores; este documento registra o número e não decide qual dos dois é o caso.
Esta é uma fotografia de uma competência, não uma série. cargos_vagos tem granularidade
mensal desde 2017; o recorte de dezembro de 2025 aqui publicado é o mais recente medido, e uma
série mensal completa fica registrada como uma extensão possível de trabalho futuro, não como algo
que faltou fazer nesta ordem de serviço.
Duas fontes, e o intervalo entre elas fica declarado como lacuna. As vigências mais antigas
vêm dos Anexos II e III da Lei 3.323/2004, lidos da página da própria norma no SINJ-DF; a vigência
corrente vem da tabela de escalonamento vertical publicada pela SEEC-DF, que cita a Lei 7.253/2023
como base [vencimento_medico, carreira_medica_normas].
| Vigência | Jornada | Norma | Cifras publicadas | Menor vencimento | Maior vencimento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2004-03 | 20 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 808,00 | R$ 1.046,49 |
| 2004-03 | 40 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 1.616,00 | R$ 2.092,99 |
| 2005-03 | 20 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 828,00 | R$ 1.109,23 |
| 2005-03 | 40 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 1.656,00 | R$ 2.218,47 |
| 2005-09 | 20 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 875,00 | R$ 1.222,22 |
| 2005-09 | 40 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 1.750,00 | R$ 2.444,44 |
| 2006-03 | 20 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 878,00 | R$ 1.367,16 |
| 2006-03 | 40 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 1.756,00 | R$ 2.734,32 |
| 2006-07 | 20 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 895,00 | R$ 1.508,48 |
| 2006-07 | 40 h | Lei 3.323/2004 | 25 | R$ 1.790,00 | R$ 3.016,97 |
| 2025-07 | 20 h | Lei 7.253/2023 (tabela SEEC-DF, vigência 07/2025) | 18 | R$ 7.912,32 | R$ 9.651,71 |
| 2025-07 | 40 h | Lei 7.253/2023 (tabela SEEC-DF, vigência 07/2025) | 18 | R$ 15.824,66 | R$ 19.303,43 |
O que este quadro não permite fazer, dito porque a tentação é evidente. Entre a última
vigência de 2006 e a tabela de 2025 há quase vinte anos sem uma única cifra lida de documento. A
série real de poder de compra da carreira médica não é calculável daqui, e interpolá-la a partir
dos percentuais de reajuste que as leis do período anunciam produziria uma curva que nenhum
documento publica — exatamente o tipo de número que este dossiê se recusa a produzir. O IPCA
mensal completo está no repositório e continua esperando a série que falta
[ipca_mensal, vencimento_medico_lacunas].
Como as cifras foram lidas, porque o modo de ler já falhou uma vez. O Anexo II é uma tabela cujas células de cargo e classe são mescladas verticalmente: as linhas abaixo da primeira têm menos colunas do que o cabeçalho. Lidas pelos índices do cabeçalho, elas publicavam a cifra de uma vigência sob o rótulo de outra. Os valores são alinhados pela direita, na ordem do próprio cabeçalho, e uma linha curta demais ou com célula não numérica interrompe a leitura em vez de salvar o que couber — a contagem resultante bate com a contagem de cifras que o documento imprime.
E falhou uma segunda vez, no outro documento, pelo mesmo motivo de fundo. A tabela da SEEC-DF também mescla células verticalmente: a linha da primeira classe de cada bloco começa pelo rótulo do bloco, e não pelo padrão. O leitor exigia o padrão no começo da linha e por isso descartava exatamente essas cinco — publicava 13 padrões onde o documento imprime 18, sem erro nenhum e com aparência de tabela completa. A revisão independente desta ordem de serviço encontrou o defeito antes da publicação; o padrão passou a ser reconhecido onde quer que esteja na linha, e uma guarda compara agora o número de cifras lidas com o número de cifras que a página imprime, interrompendo a leitura se os dois não baterem. Ler parte de uma tabela e publicá-la como a tabela é o defeito que essa guarda existe para impedir. As duas pontas da faixa não se moveram — R$ 7.912,32 e R$ 9.651,71 na jornada de 20 h — porque as cinco linhas perdidas estavam no meio; o que se moveu foi a quantidade de documento que este dossiê pode dizer ter lido.
Nenhum nome é publicado, e isso é uma regra do processamento, não uma escolha de redação. Os
arquivos anuais de remuneração do GDF trazem a folha nominal servidor a servidor. O que sai deles
para este repositório é agregado por (ano, mês, cargo), com o número de servidores atrás de
cada linha; nada abaixo do nível de cargo deixa a máquina [remuneracao_ses_carreira].
Cada competência é conferida contra o próprio arquivo de onde saiu: linhas lidas, linhas com
órgão igual à Secretaria de Estado de Saúde, linhas publicadas. Uma competência em que a conta não
fechasse seria uma linha com confere = 0, publicada e não escondida
[remuneracao_ses_reconciliacao].
| Ano | Competências | Última competência | Servidores SES-DF | Cargos médicos | Remuneração básica média |
|---|---|---|---|---|---|
| 2013 | 12 | 12/2013 | 47.613 | 7.423 | R$ 6.673,47 |
| 2014 | 12 | 12/2014 | 48.256 | 7.426 | R$ 7.810,53 |
| 2015 | 12 | 12/2015 | 47.552 | 7.214 | R$ 7.761,17 |
| 2016 | 12 | 12/2016 | 48.363 | 7.437 | R$ 7.889,50 |
| 2017 | 12 | 12/2017 | 49.410 | 7.579 | R$ 7.881,47 |
| 2018 | 12 | 12/2018 | 51.511 | 7.933 | R$ 7.873,37 |
| 2019 | 12 | 12/2019 | 51.035 | 7.786 | R$ 8.046,66 |
| 2020 | 12 | 12/2020 | 52.186 | 8.116 | R$ 8.237,40 |
| 2021 | 12 | 12/2021 | 53.027 | 8.158 | R$ 8.436,98 |
| 2022 | 12 | 12/2022 | 52.824 | 7.916 | R$ 9.712,56 |
| 2023 | 12 | 12/2023 | 52.424 | 7.880 | R$ 10.512,07 |
| 2024 | 12 | 12/2024 | 52.631 | 8.023 | R$ 11.775,86 |
| 2025 | 12 | 12/2025 | 52.938 | 8.046 | R$ 12.871,66 |
| 2026 | 7 | 07/2026 | 53.675 | 7.999 | R$ 12.905,96 |
A coluna de cargos médicos é derivada, e a regra dela está na própria tabela. Ela marca os cargos cujo rótulo do publicador começa por médico e que não são residência: os cargos de residente casam com a primeira regra e são explicitamente excluídos, porque residência é formação remunerada e não provimento da carreira. As duas marcas são disjuntas por construção — nenhuma linha carrega as duas. Esta é a segunda vez, na mesma apuração de 2026-09-20, que uma regra de classificação foi corrigida antes de publicar: a primeira foi a identidade das normas do SINJ.
O que esta série sustenta e o que não sustenta. Ela é a contagem de quem estava na folha, por cargo, mês a mês — não o vencimento básico da carreira, que é a seção 5.4, e não o quadro previsto em lei, que é a seção 5.3. Remuneração básica média não é salário de ninguém: é um total dividido por um número de servidores, e serve para comparar meses entre si, nunca para descrever um contracheque.
Esta seção é uma lacuna declarada, e a lacuna é assimétrica.
Do lado do HCB, este repositório tem o índice completo de documentos do contrato de gestão
publicado pelo próprio hospital: 154 documentos — o Contrato de Gestão 076/2019 e seus termos
aditivos, com data e número de DODF [hcb_contratos]. É um índice de documentos, não uma série
financeira: dá para dizer quantos aditivos existem e quando, não quanto custaram.
Do lado do IGES-DF há o índice, e não os números — mas agora há dois índices, não um. 386
documentos de prestação de contas, relatórios de gestão e demonstrações contábeis
[igesdf_prestacao_contas] — entre eles os 75 relatórios quadrimestrais e o Relatório do
Auditor Independente de 31/12/2022. E, desde 2026-09-04, o próprio contrato de gestão: 113
documentos — o Contrato de Gestão 001/2018, seus termos aditivos, termos de apostilamento,
extratos de publicação e os sete contratos de UPA [igesdf_contratos_gestao], o análogo direto de
hcb_contratos que faltava neste lado da comparação. A assimetria estreita sem fechar: todos
os 113 documentos deste índice já estavam, verificados, entre os 386 de cima — indexados sob um
nome de página diferente — de modo que o que esse segundo índice acrescenta não é conteúdo novo, é a
primeira linha própria que responde “o contrato de gestão do IGES-DF está indexado?” sem exigir
que quem pergunta já soubesse onde procurar. O que este dossiê não tem é o conteúdo desses PDFs:
os documentos não são baixados nem lidos, então a série financeira que uma comparação exigiria
continua ausente deste repositório, embora não do publicador.
Uma comparação entre duas organizações quando só uma delas tem dado não é uma comparação. A proposta pedia seis dimensões de contraste; as seções seguintes deste bloco explicam por que elas não podem ser preenchidas, em vez de preenchê-las pela metade.
Este eixo está declarado como lacuna, e a declaração é o conteúdo.
A proposta pedia seis dimensões de contraste entre duas organizações sociais de saúde com a mesma natureza jurídica e resultados diferentes, e cinco critérios de contrato derivados desse contraste. Fazer isso exige dado financeiro dos dois lados. Este repositório passou a ter índice documental dos dois e continua sem o dado financeiro de qualquer um — o que estreita a lacuna sem fechá-la, e é dito assim em vez de ser apresentado como progresso maior do que é.
O que existe, do lado do HCB: o índice de documentos do contrato de gestão — 154 documentos,
contrato e termos aditivos, cada um com sua referência de DODF [hcb_contratos]. O que se pode
afirmar a partir dele é estrutural, não financeiro: existe um Contrato de Gestão 076/2019,
publicado no DODF 182 de 24/09/2019, e uma sequência longa de termos aditivos que se estende por
anos. Um contrato que precisa de dezenas de aditivos é um fato sobre governança contratual, e
é o mais forte que este dado sustenta.
O que existe, do lado do IGES-DF, e que uma versão anterior deste documento afirmava não
existir. A leitura de 2026-08-28 encontrou 386 documentos distintos
[igesdf_prestacao_contas], lidos pela API REST documentada que o próprio site do IGES-DF
serve. A primeira medição, de 2026-08-27, havia registrado
esta necessidade como ausente dizendo que os relatórios eram “anexos de páginas de notícia, sem
índice legível por máquina” — era falso, e a correção está no registro de cobertura em vez de
aparecer aqui como se sempre tivesse sido assim.
As páginas não são uma lista escrita à mão, e não são porque duas listas escritas à mão
falharam. A rota paginada da API enumera todas as páginas publicadas do site — a contagem
conferida contra o X-WP-Total do próprio servidor — e uma regra declarada sobre o caminho da URL
seleciona as 9 que são índices de prestação de contas, das quais 8 trazem documentos.
A primeira leitura desta série leu uma página; a segunda fixou três e ainda assim perdia
30 documentos em duas páginas que estavam no mesmo sitemap já lido, entre eles três Relatório
de Gestão quadrimestrais de 2023 e as Demonstrações Contábeis 2018 Auditadas. Cada erro foi
apanhado por revisão independente, não pelo código. Hoje o número de páginas que trazem documentos
é ele próprio uma afirmação conferida a cada execução: um décimo índice que essa regra reconheça
quebra o build pelo nome em vez de ficar de fora em silêncio. A ressalva é literal: um índice
que o instituto batize fora da regra continuaria de fora, e é por isso que a enumeração inteira das
822 páginas é gravada em dados/raw/igesdf_paginas.json — para que a completude da regra seja
conferível sem refazer nenhuma requisição. Para que isso funcione, a tabela tem uma linha por
par (página, documento) — 940
linhas para 386 documentos distintos, porque um documento listado em três índices é listado em
três índices, e dizer o contrário fazia da coluna pagina um fato sobre a ordem de leitura em vez
de um fato sobre o publicador.
A mesma correção teve de ser feita duas vezes, e a segunda está registrada em vez de apagada.
A primeira leitura não encontrou nenhuma peça contábil de 2022 e escreveu neste documento que o
IGES-DF não publicava as demonstrações auditadas de 2022 — pelo mesmo motivo pelo qual a medição
de 2026-08-27 errara antes: parar antes de esgotar a interface. O estado dessa necessidade é hoje acquired, e
o índice traz o conjunto de 2022 completo — Balanço Patrimonial, DRP, DFC, DMPL, DRA e Notas
Explicativas — mais o IGESDF-RAI-31.12.2022, o Relatório do Auditor Independente.
O que este índice sustenta é, de novo, estrutural: a série existe, é contínua e é citável documento a documento. Os números dentro dos PDFs não foram extraídos, e por isso nenhuma comparação financeira entre as duas organizações aparece abaixo.
A leitura de 2026-08-28 deixou um análogo por declarar, e a de 2026-09-04 o declara. O
registro daquela leitura já dizia que /transparencia/contratos/contratos-de-gestao/ publica 119 documentos e que
nenhuma necessidade do IGES-DF o nomeava — a mesma assimetria que hcb_contratos expõe do outro
lado desta comparação. Contado de novo em 2026-09-04, e não herdado: a página carrega 119
âncoras de PDF, número que reproduz o de 2026-08-28 ao dígito, das quais 113 são URLs
distintas — seis âncoras repetem um arquivo já ancorado antes na mesma página, e a tabela grava
uma linha por par (página, documento), o formato que igesdf_prestacao_contas já usa
[igesdf_contratos_gestao]. Classificados pelo próprio título publicado: 1 contrato de gestão
base, 63 termos aditivos e 7 contratos de UPA — os três reproduzem a leitura de
2026-08-28 —, mais 26 extratos de publicação que aquele registro não separara. Os termos de apostilamento
divergem: a numeração publicada vai de 1 a 17 sem nunca publicar um 2º, o que são 16
documentos distintos, não os 17 contados em 2026-08-28 — achado desta contagem, não erro daquela,
porque uma foi feita por leitura e esta por regra sobre o título. Os sete contratos de UPA ficam
na mesma necessidade que o contrato-mãe, com um campo próprio os distinguindo, por decisão do
operador de 2026-09-04.
O quase-acerto que a leitura de 2026-09-04 foi desenhada para tratar se revelou ser a tabela
inteira. O que se pretendia tratar era um único documento — um termo aditivo já indexado por
igesdf_prestacao_contas sob outra página — como o risco de um leitor concluir “temos termos
aditivos” e estar enganado sobre a cobertura. Medido, não é um documento: os 113 documentos
distintos deste índice já estavam, todos, entre os 386 de igesdf_prestacao_contas, sob três
páginas de prestação de contas diferentes. Nenhum foi deduplicado — a chave de cada tabela é (a
própria página, o documento), não o documento isolado — e o que a nova necessidade acrescenta não
é conteúdo bruto: é a primeira linha própria que responde à pergunta sem exigir que quem a faz já
saiba que a resposta está espalhada sob um nome diferente.
Este documento afirmava, até a versão anterior, que não podia dizer se o parecer de 2022 tinha
ressalva. Agora pode: em 2026-08-28 os documentos que até então só eram endereçados passaram a
ser abertos e lidos. O recorte é declarado e é pequeno — dos 386 PDFs indexados, uma regra
publicada seleciona 35 [documentos_leitura], os pareceres de auditoria e as peças contábeis,
e deixa 351 de fora, entre eles os 311 documentos do índice de relatórios de gestão que a
regra não seleciona. Ler o corpus inteiro é outro trabalho; dizer que ele foi lido seria falso.
Dos 35, 28 tinham camada de texto e 7 não tinham nenhuma — zero caractere extraível — e
foram lidos por OCR; nenhum falhou [documentos_leitura]. O critério é medido, não presumido: um
documento vai para OCR quando o extrator devolve menos de 500 caracteres, e estes sete devolveram
zero. Dois dos sete são o mesmo arquivo, indexado duas vezes pelo publicador, e o segundo
reaproveita o texto do primeiro em vez de repetir o OCR. A coluna metodo diz qual leitor produziu cada
texto, porque um caractere reconhecido por OCR e um caractere extraído não são o mesmo tipo de
fato. Nenhuma cifra financeira deste dossiê vem de OCR: OCR erra dígitos, e estes são balanços.
O resultado é uma série, não um ano. Foram classificadas 8 leituras de parecer — sobre 7
documentos distintos e 6 exercícios, porque o publicador indexa um deles duas vezes — e a
classificação é
uma consulta às formas fixas da NBC TA 700/705 com o trecho literal do auditor gravado ao lado
[opinioes_auditoria] — nunca uma inferência, e ancorada: uma forma modificada só conta onde
Examinamos a segue de perto e onde ela vem antes de qualquer frase de opinião não modificada,
porque uma busca solta num PDF de 51 páginas leria o parágrafo Outros assuntos — em que um
parecer limpo diz que o exercício anterior teve ressalva — como se fosse o parecer deste ano.
Um parecer em que nenhuma forma apareça ancorada fica nao_localizada, e um cujo texto não pôde
ser extraído fica nao_lida: são falhas diferentes e nenhuma se parece com um parecer limpo.
Nenhuma leitura ficou em qualquer das duas condições.
| Exercício | Opinião | Método | Peças lidas |
|---|---|---|---|
| 2018 | sem ressalva | ocr | 3 |
| 2019 | com ressalva | pypdf | 1 |
| 2020 | com ressalva | pypdf | 1 |
| 2021 | com ressalva | pypdf | 1 |
| 2022 | com ressalva | pypdf | 1 |
| 2023 | com ressalva | pypdf | 1 |
O exercício de 2018 é do IHB — Instituto Hospital de Base, a entidade anterior; os demais são
do IGES-DF. As três peças de 2018 são dois documentos distintos — o parecer avulso e o caderno
Demonstrações Contábeis 2018 Auditadas, este indexado duas vezes pelo publicador, uma em http
e outra em https — e concordam entre si, o que é a segunda leitura que uma classificação
vinda de OCR exige.
Cinco exercícios seguidos com ressalva [opinioes_auditoria], e um único parecer limpo na
série — o de 2018, do IHB, a entidade que existia antes do IGES-DF. É o achado deste eixo, e ele
não é sobre 2022: a necessidade de fonte batizada em 2026-08-27 como “demonstrações auditadas
2022 (parecer com ressalva)” estava com o nome certo por acaso, não por leitura — um rótulo
que atravessou toda a sequência de apurações desde aquela data sem que ninguém o conferisse, e o próprio registro de cobertura dizia por
escrito que o índice não permitia conferi-lo. Recortar 2022 sozinho também teria escondido o que
importa, que é a repetição.
O que a ressalva de 2022 diz, nas palavras do auditor. As bases declaradas são três — a
Operação Escudeiro da Polícia Civil do DF, que investiga suspeita de pagamento de propina por
empresa contratada para renovação de contrato de R$ 300 milhões, com processo em curso; o saldo
de estoques sem inventário levantado na data-base; e a aplicação da NBC TG 06 (R3) apenas a
partir de 2022 para contratos de arrendamento vigentes desde 2019. O parecer traz ainda ênfase
sobre incerteza quanto à continuidade operacional. Cada um desses fatos está no trecho literal
gravado na tabela: as três bases em trecho_base, a ênfase em trecho_enfase, colunas separadas
porque o parágrafo da opinião não contém nem uma nem outra — a base começa cerca de 800 caracteres
depois dele e a ênfase, outros 2.700 adiante. Tudo veio de camada de texto, não de OCR.
O que isto não é. Não é a série financeira. Um parecer com ressalva é uma afirmação do auditor sobre as demonstrações, não uma comparação de custo entre IGES-DF e HCB — que continua impossível, porque do lado do HCB não há demonstração contábil publicada.
O que a tabela cobre e o que não cobre, dito porque o recorte é uma decisão. O ano em
ano_upload é o ano em que o arquivo foi carregado no site, não o exercício a que se refere:
há peças de 2018 carregadas em 2025, e nenhum upload em 2021. E a regra deixa de fora,
deliberadamente, os despejos mensais de contratos (~1.400 PDFs), os relatórios de auditoria de
fornecedores e os acordos coletivos — documentos reais, e nenhum deles prestação de contas ou
relatório de gestão do instituto.
O que continua não existindo [eixos_cobertura]:
| Necessidade | Estado | Motivo medido |
|---|---|---|
| HCB, demonstrações contábeis | absent |
/transparencia/relatorios/ responde 200 com 127 links, dos quais zero apontam para arquivo, e ele enumera 23 páginas de detalhe sob caminho estável — todas as 23 foram buscadas, e somadas dão zero links para arquivo e zero ocorrências de demonstra, contábil, balanço, auditad, parecer e ressalva. O host não é WordPress: /robots.txt, /wp-sitemap.xml e /sitemap.xml devolvem 404, e /wp-json devolve 200 servindo a home — um catch-all, não uma API. A enumeração está em dados/raw/hcb_relatorios_enumeracao.json |
Por que isto não foi preenchido com o que se sabe publicamente. Porque a proposta que encomendou este dossiê pediu explicitamente um documento cujo diferencial fosse a rastreabilidade, e porque este bloco é exatamente onde um documento adversário já existe. Repetir as conclusões dele sem ter os dados dele seria adotar as conclusões de terceiros com a aparência de análise própria.
O que destravaria este eixo: do lado do HCB não falta leitura e sim publicação — não há demonstração contábil no site para abrir. Do lado do IGES-DF, a série financeira foi extraída e está na seção seguinte; o que ela encontrou é que a peça de um exercício não sustenta a leitura.
As peças que aqueles pareceres auditam foram lidas como números. São 29 documentos de
demonstrações contábeis [demonstracoes_documentos], seis exercícios, cinco tipos de peça —
balanço, DRE/DRP, DRA, DMPL e DFC — dos quais 12 foram parseados integralmente, 7
parcialmente e 10 o parser recusou [demonstracoes_documentos]. As recusas não são falhas
escondidas: o metodo de extração do PDF entrega, em vários desses documentos, os valores em uma
ordem e os rótulos em outra — o DFC de 2021 traz seus 46 valores em 23 linhas primeiro e seus 24
rótulos no fim, embaralhados — e parear rótulo e valor por posição produziria uma demonstração
completa e errada. Cada recusa é uma linha com o motivo, e há três contadores publicados em vez
de uma palavra de estado: linhas só de valores, linhas com contagem de colunas divergente e
117 linhas que carregam dinheiro e não casaram com nenhuma regra [demonstracoes_documentos].
Ao todo, 1.585 linhas de demonstração [demonstracoes_linhas], cada uma com o trecho de
origem ao lado.
A regra de publicação é a unanimidade, e ela existe porque estas demonstrações são
comparativas. Todo exercício, menos o último, é reapresentado por um documento posterior,
produzido depois, por outro contador — então quase toda cifra é lida duas vezes, em documentos
independentes — e um documento é identificado pelo seu sha256, não pela URL, porque as
demonstrações de 2018 estão publicadas duas vezes sob o mesmo conteúdo e um arquivo concordando
consigo mesmo não é conferência nenhuma. Das 279 conferências entre documentos, 182 batem
ao centavo e 97 divergem [demonstracoes_conferencia]. Não há tolerância: são cifras
contábeis publicadas, e um centavo de diferença significa que um dos documentos foi lido errado —
ou que um deles está errado.
As divergências têm uma origem quase única, e essa é a constatação desta seção: 96 das 97
envolvem o Balanço Patrimonial de 2021 [demonstracoes_conferencia]. A 97ª não — é uma
rubrica, valores em contingência, que os balanços de 2022 e 2023 imprimem dos dois lados do
balanço com o mesmo nome, e que esta verificação portanto compara consigo mesma
[demonstracoes_conferencia]. Tirando o documento de 2021, os pares batem integralmente: 2019
contra 2020, 2022 contra 2023. O mesmo documento é também o único que não fecha consigo mesmo:
das 11 colunas de balanço verificadas, 8 fecham ao centavo e 3 não fecham
[demonstracoes_balanco], e as três são as três colunas daquele documento — um único documento
entre os cinco cujo balanço pôde ser verificado [demonstracoes_balanco], porque o balanço de
2018 é digitalizado e o parser o recusou inteiro, de modo que nunca foi testado. Ativo contra
passivo é aritmética que o próprio documento afirma sobre si; quando não fecha, ou a leitura está
errada ou a peça está.
Por isso 2019 e 2020 aparecem majoritariamente como não publicável na tabela abaixo. A
descrição honesta é uma combinação: o documento de 2021 declara suas colunas DEZ/2019 DEZ/2020
DEZ/2021 e as duas primeiras contêm, medido contra os documentos de 2019 e de 2020, 2020 e 2019 —
e esta extração arquiva cada coluna sob o cabeçalho que o documento declara, sem consertar o
documento por inferência. A divergência é, portanto, um documento cujo cabeçalho não corresponde às
suas colunas somado a uma regra que se recusa a reparar isso em silêncio. Dois documentos concordando não derrubam um terceiro por maioria —
uma discordância de três vias sobre um número contábil publicado é o achado, e desfazê-la em
silêncio seria apagá-lo. Das 36 linhas da série, 23 são publicáveis [demonstracoes_serie].
| Balanço em | Ativo total | Patrimônio líquido | Estoques |
|---|---|---|---|
| 2018 | R$ 160.529.744,88 | R$ 15.967.370,59 | R$ 18.956.336,32 |
| 2019 | não publicável | R$ -45.749.115,59 | não publicável |
| 2020 | não publicável | não publicável | não publicável |
| 2021 | R$ 235.076.045,92 | não publicável | R$ 43.959.076,22 |
| 2022 | R$ 331.322.817,30 | R$ -129.721.162,12 | R$ 72.510.235,06 |
| 2023 | R$ 358.123.567,98 | R$ -87.963.335,23 | R$ 89.087.283,30 |
Uma cifra desta tabela confere por um caminho totalmente independente. O patrimônio líquido de
2022 — -R$ 129.721.162,12 [demonstracoes_serie] — é exatamente o valor que o auditor cita na
ênfase sobre continuidade operacional, lido na seção anterior de outro documento, por outro parser,
em outra ordem de serviço [opinioes_auditoria]. Duas leituras independentes, o mesmo número.
O que esta seção não afirma. Nenhuma cifra aqui é uma opinião sobre a gestão do instituto: são
as linhas que o próprio IGES-DF publicou, conferidas contra as que ele publicou depois. Nenhuma
sai de OCR — as peças de 2018 são digitalizações e o pareamento posicional delas foi recusado,
de modo que a coluna de 2018 acima vem do balanço de 2019, que é camada de texto e reapresenta
2018 [demonstracoes_serie]. E a série é de balanço: DRE, DFC e DRA estão no banco linha a
linha e não são publicados aqui, porque metade dos seus documentos caiu nas recusas descritas
acima e uma série incompleta apresentada como série seria pior do que nenhuma. O DMPL não está
no banco de forma alguma: os seis documentos de mutações do patrimônio líquido são matrizes que
nenhuma das regras desta extração lê, e as seis foram recusadas — zero linhas
[demonstracoes_linhas].
Uma medida própria deste projeto, declarada como tal e não como um índice oficial. Em
2026-09-14 declarou-se, antes de contar qualquer célula, um inventário fixo de tipos de documento que
uma entidade que gere um contrato de gestão de saúde pública deveria, em princípio, publicar —
contrato de gestão, relatório de prestação de contas e demonstração contábil — e mediu quantas
dessas categorias cada entidade efetivamente publica [transparencia_matriz,
transparencia_indice_publicacao]:
| Entidade | Células publicadas | Células totais | Índice de publicação |
|---|---|---|---|
| IGES-DF | 3 | 3 | 1,000 |
| HCB | 1 | 3 | 0,333 |
A tabela do IGES-DF, por si só, não é o contraponto que a seção 6.2 registra como impossível. O índice mede publicação de índices documentais, não conteúdo financeiro comparável célula a célula — a limitação que a seção 6.2 já declara sobre os 386 documentos do IGES-DF continua valendo integralmente aqui.
A fragmentação da rede, por instrumento contratual. fragmentacao_rede_indice lista, sem
nenhuma coluna de narrativa, cada contrato, termo aditivo, termo de apostilamento e extrato de
publicação do IGES-DF encontrado pelo próprio índice de documentos — mais de cem instrumentos
distintos regendo uma única rede de saúde [fragmentacao_rede_indice]. O número de instrumentos
não é, por si só, uma medida de má gestão; é uma medida de quantos atos formais foram necessários
para manter um único contrato em vigor, e fica ao lado da comparação, não como veredicto sobre ela.
A função Saúde liquidada pelo GDF, 2017 a 2025, em valores nominais e deflacionados pelo IPCA
para reais de dezembro de 2025 [orcamento_saude, orcamento_df_total, ipca_mensal]:
| Ano | Saúde liquidada (nominal) | Em R$ de 2025 | Despesa total do DF | Saúde / total |
|---|---|---|---|---|
| 2017 | R$ 3,930 bi | R$ 6,093 bi | R$ 22,295 bi | 17,63 % |
| 2018 | R$ 4,090 bi | R$ 6,159 bi | R$ 23,757 bi | 17,22 % |
| 2019 | R$ 3,747 bi | R$ 5,439 bi | R$ 23,554 bi | 15,91 % |
| 2020 | R$ 4,328 bi | R$ 6,023 bi | R$ 24,230 bi | 17,86 % |
| 2021 | R$ 5,308 bi | R$ 7,067 bi | R$ 27,737 bi | 19,14 % |
| 2022 | R$ 6,080 bi | R$ 7,355 bi | R$ 32,519 bi | 18,70 % |
| 2023 | R$ 5,039 bi | R$ 5,763 bi | R$ 32,104 bi | 15,70 % |
| 2024 | R$ 6,153 bi | R$ 6,726 bi | R$ 38,624 bi | 15,93 % |
| 2025 | R$ 7,359 bi | R$ 7,673 bi | R$ 42,370 bi | 17,37 % |
O que a série mostra. Crescimento real de 25,9 % em nove anos, com dois recuos nítidos: 2019 (−11,7 % real sobre 2018) e 2023 (−21,6 % real sobre 2022). A participação da saúde na despesa do GDF oscila numa faixa estreita, entre 15,70 % e 19,14 %, e termina onde começou.
O que a série não mostra, e é preciso dizer. Esta é a despesa liquidada da função Saúde, tal como o Portal da Transparência do GDF a publica. Ela não separa administração direta de contratos de gestão. A migração orçamentária da SES direta para contratos de gestão — o número que a proposta original pedia — não está neste repositório: exigiria a despesa por ação ou por credor, e o que foi adquirido é o agregado por função. É uma lacuna de dado, não uma conclusão.
O deflator. IPCA mensal do IBGE, série SIDRA tabela 1737, 108 competências de 2017-01 a
2025-12 [ipca_mensal]. O fator acumulado do período é 1,5502. A proposta original indicava a
tabela 2938, que está descontinuada e termina em 2011 — a correção foi feita em 2026-08-27.
Dos cinco estágios da despesa pública, o que a execução de 2025 permite reconstruir em forma
legível por máquina, função Saúde [orcamento_saude_etapas, rreo_funcao_saude]:
| Estágio | Valor (2025) | Estado |
|---|---|---|
| Aprovado | R$ 6.206.245.463,00 | medido |
| Autorizado | R$ 8.154.440.119,00 | medido |
| Empenhado | R$ 7.532.774.644,57 | medido |
| Liquidado | R$ 7.359.171.313,31 | medido |
| Pago | não medido | lacuna |
Quatro dos cinco estágios estão medidos, e cada um diz de onde veio. Aprovado (dotação
inicial), autorizado (dotação atualizada) e empenhado são lidos do RREO, Anexo 2, função 10
(Saúde), somando as despesas exceto intraorçamentárias e as intraorçamentárias, na versão que o
Tesouro Nacional publica pelo Siconfi — e a leitura confere, centavo a centavo, com o PDF que a
Secretaria de Economia do DF publica [rreo_funcao_saude, rreo_conferencia_pdf]. O liquidado da
tabela acima continua sendo o do Portal da Transparência do GDF, o mesmo número que a seção 7.1
publica [orcamento_saude]. O pago segue lacuna declarada, não zero: o Anexo 2 não publica
coluna de pago e nenhum valor é derivado. O texto da Lei Orçamentária e do Plano Plurianual no
SINJ-DF continua fora de alcance — o sítio apresenta um certificado que não é o seu, e isso não é
contornado.
Até 2026-09-29 esta seção dizia: “Apenas um dos cinco estágios está publicado em forma que este projeto pôde extrair. Aprovado, autorizado, empenhado e pago são lacunas declaradas para 2025, não zeros”. O valor liquidado não mudou; os três estágios anteriores passaram de lacuna a medido.
O liquidado tem duas leituras, e as duas são publicadas. O Portal da Transparência do GDF e o
RREO não publicam o mesmo liquidado da função Saúde, e a fonte não explica a diferença; este
documento não escolhe entre eles [orcamento_saude_etapas]:
| Ano | Liquidado (Transparência GDF) | Liquidado (RREO Anexo 2) | Diferença |
|---|---|---|---|
| 2023 | R$ 5.039.425.587,47 | R$ 4.797.093.904,03 | R$ 242.331.683,44 |
| 2024 | R$ 6.153.453.778,45 | R$ 5.827.387.004,51 | R$ 326.066.773,94 |
| 2025 | R$ 7.359.171.313,31 | R$ 7.097.199.262,73 | R$ 261.972.050,58 |
Três outras divergências entre documentos oficiais, publicadas sem resolver
[rreo_funcao_saude, rreo_asps, fcdf_saude_orcamento]:
| Divergência publicada | Primeira leitura | Segunda leitura |
|---|---|---|
| Empenhado da função Saúde, 2024 | R$ 6.323.454.899,11 | R$ 5.098.191.555,18 |
| FCDF, ações de saúde, 2025 | R$ 8.039.669.075,00 | R$ 8.723.691.880,10 |
| Dotação inicial 2025, GDF e FCDF | R$ 6.101.535.128,00 | R$ 8.135.677.660,00 |
Na primeira linha, a primeira leitura é o empenhado da função 10 no Anexo 2 do RREO e a segunda é o total das despesas com saúde do Anexo 12 (linha XLVII), que exclui despesas da função Saúde que não contam como ações e serviços públicos de saúde; quais linhas ficam de fora, o RREO não diz. Na segunda, o Fundo Constitucional do DF (União, unidade orçamentária 73901) publica um empenhado acima da dotação atualizada do mesmo ano, tal como o arquivo federal o traz; a ação de saúde da polícia (00FM) não entra na soma. Na terceira, a dotação inicial da função Saúde no orçamento do GDF (exceto intraorçamentárias) e a dotação inicial das ações de saúde do FCDF são dois orçamentos distintos, de dois entes, e são mostrados lado a lado, não somados em uma cifra única.
Esta seção é uma lacuna declarada, e a causa é uma falha de extração medida, não de leitura.
O Plano Distrital de Saúde 2024-2027 publica suas metas num quadro de páginas 203 a 209, e a
fronteira de cada linha é confiável — todas as 69 âncoras de valores-ano por meta batem uma a uma
contra o mesmo número de finais de polaridade “Melhor”. O que não é confiável é a separação de
campos dentro da linha: o fluxo de texto do extrator de PDF não preserva a ordem das colunas
visuais (meta, indicador, instrumento, responsável), e 26 das 69 linhas reconstruídas ainda trazem
um pedaço de cabeçalho ou um código de órgão vazado para dentro do texto da própria meta, mesmo
depois de uma limpeza declarada [pds_metas]. Por decisão de método deste projeto, isso publica
uma lacuna inteira, nunca uma extração de qualidade inferior apresentada como dado. O que este
bloco mede do lado orçamentário está na seção 7.2.
Esta seção é um índice: URL, título e data de cada documento, nunca o conteúdo de dentro dele
[promessas]. Duas fontes, dois resultados diferentes:
lacuna para os dois anos: o host responde com bloqueio de um WAF Akamai, medido a cada
execução — se o bloqueio for suspenso, a próxima execução o encontra e publica o índice, nunca a
prosa antiga congelada [promessas].medido: quinze
relatórios indexados, cada um com sua própria URL e data de publicação [promessas].Nada além do índice é lido. Nenhum dos quinze relatórios do RAG teve seu conteúdo extraído nesta ordem de serviço, e nenhuma meta ou compromisso de um Plano de Governo é citado aqui — fazer isso é trabalho de uma ordem de serviço futura, sobre um índice que já existe.
Uma parte da saúde do DF não é paga pelo GDF. O Fundo Constitucional do Distrito Federal
(FCDF), unidade orçamentária 73901 da União, custeia diretamente pessoal e serviços de saúde no
DF, e é classificado na função Encargos especiais — por isso nenhuma consulta pela função 10
Saúde o encontra, e por isso ele esteve fora deste documento até 2026-09-29. Duas ações do FCDF
são de saúde e entram nas somas abaixo; a ação de assistência médica e odontológica às polícias e
ao corpo de bombeiros fica de fora, com o motivo declarado em cada uma das suas 40 linhas — é
saúde de corporação, não do SUS do DF [fcdf_saude_elemento].
| Ano | Grupo de despesa | Empenhado | Realizado |
|---|---|---|---|
| 2023 | Pessoal e Encargos Sociais | R$ 6.397.000.000,00 | R$ 6.091.249.218,63 |
| 2023 | Outras Despesas Correntes | R$ 1.615.517.252,98 | R$ 1.470.492.592,60 |
| 2024 | Pessoal e Encargos Sociais | R$ 6.091.712.000,00 | R$ 5.789.991.634,45 |
| 2024 | Outras Despesas Correntes | R$ 1.741.789.116,12 | R$ 1.500.336.793,41 |
| 2025 | Pessoal e Encargos Sociais | R$ 7.059.034.370,22 | R$ 6.972.852.132,73 |
| 2025 | Outras Despesas Correntes | R$ 1.664.657.509,88 | R$ 1.615.750.376,80 |
| 2026 | Pessoal e Encargos Sociais | R$ 4.570.326.910,57 | R$ 4.570.326.910,57 |
| 2026 | Outras Despesas Correntes | R$ 1.765.956.614,24 | R$ 1.679.670.627,70 |
O exercício de 2026 está aberto e é publicado como parcial, nunca como um ano fechado
[fcdf_saude_elemento]; 2023, 2024 e 2025 estão fechados. Não há uma única linha de
Investimentos entre as ações de saúde do FCDF em nenhum dos quatro exercícios — o grupo existe
no arquivo da União, mas só na ação das polícias. O que o Fundo paga em saúde no DF é folha e
custeio, e nada mais.
| Elemento de despesa | Realizado (2025) | Participação |
|---|---|---|
| Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil | R$ 4.588.617.177,68 | 53,4 % |
| Aposentadorias, Reserva Remunerada e Reformas | R$ 2.025.625.507,04 | 23,6 % |
| Transferências por meio de Contrato de Gestão | R$ 502.185.075,44 | 5,8 % |
| Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica | R$ 309.607.715,73 | 3,6 % |
| Locação de Mão-de-Obra | R$ 254.339.296,03 | 3,0 % |
| Auxílio-Alimentação | R$ 214.550.675,70 | 2,5 % |
| Pensões | R$ 169.406.676,70 | 2,0 % |
| Outros Benefícios Assistenciais do servidor e do militar | R$ 151.693.094,27 | 1,8 % |
| Indenizações e Restituições Trabalhistas | R$ 111.326.057,40 | 1,3 % |
| Auxílio Financeiro a Estudantes | R$ 101.549.237,77 | 1,2 % |
| Indenizações e Restituições | R$ 71.637.668,13 | 0,8 % |
| Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil | R$ 56.637.538,60 | 0,7 % |
| Contratação por Tempo Determinado | R$ 21.239.175,31 | 0,2 % |
| Auxílio-Transporte | R$ 6.144.743,52 | 0,1 % |
| Material de Consumo | R$ 2.267.709,96 | 0,0 % |
| Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação | R$ 1.775.160,25 | 0,0 % |
| Não informado | R$ 0,00 | 0,0 % |
São 19 elementos de despesa distintos nas ações de saúde do FCDF ao longo dos quatro
exercícios, e 17 deles aparecem em 2025 — a tabela acima é o exercício inteiro, sem corte,
inclusive a linha Não informado, que o arquivo da União traz com valor zero e que é publicada
como zero em vez de ser omitida. Em 2025 dois elementos — vencimentos da ativa e aposentadorias — respondem por
77,0 % de tudo o que o Fundo realizou em saúde no DF [fcdf_saude_elemento]. A terceira
maior linha é a transferência por contrato de gestão, R$ 502.185.075,44 em 2025: é por aqui
que a União paga o IGES-DF, fora dos livros do GDF e somando-se ao que o GDF já lhe repassa. A
participação de cada elemento é calculada sobre o realizado total das ações de saúde do ano, não
sobre a soma das linhas exibidas.
A folha da SES-DF é publicada aqui decomposta, e não como um valor único. Cada mês traz a
remuneração básica, os benefícios, a gratificação de função, a hora extra, as verbas eventuais e
as judiciais em colunas próprias, agregadas por cargo — nenhum nome, CPF ou matrícula sai da
máquina que lê o arquivo [remuneracao_ses_componentes].
| Ano | Meses medidos | Vínculos-mês | Bruto total |
|---|---|---|---|
| 2013 | 12 | 558.215 | R$ 4.269.674.411,54 |
| 2014 | 12 | 578.203 | R$ 4.943.012.971,34 |
| 2015 | 12 | 571.010 | R$ 5.434.294.515,98 |
| 2016 | 12 | 577.971 | R$ 5.362.239.840,89 |
| 2017 | 12 | 585.687 | R$ 5.410.334.180,61 |
| 2018 | 12 | 607.284 | R$ 5.600.850.879,09 |
| 2019 | 12 | 614.365 | R$ 5.792.225.199,76 |
| 2020 | 12 | 621.631 | R$ 5.988.152.670,97 |
| 2021 | 12 | 625.267 | R$ 6.311.574.420,60 |
| 2022 | 12 | 635.410 | R$ 7.182.367.752,92 |
| 2023 | 12 | 634.724 | R$ 7.816.886.962,59 |
| 2024 | 12 | 626.381 | R$ 8.409.592.175,40 |
| 2025 | 12 | 636.788 | R$ 9.689.348.561,42 |
| 2026 | 7 | 372.708 | R$ 5.545.999.472,88 |
A coluna do meio é vínculos-mês, não pessoas. Ela soma o número de servidores de cada mês ao
longo do ano, de modo que um servidor presente nos doze meses conta doze vezes; ela não é um
efetivo e não deve ser lida como tal. São 14 exercícios medidos, de 2013 a 2026, e 2026
traz sete meses, não doze [remuneracao_ses_componentes].
| Componente da folha | Demais cargos, residentes incluídos (2025) | Médicos de carreira (2025) |
|---|---|---|
| Remuneração básica | R$ 5.619.214.237,40 | R$ 2.151.385.169,07 |
| Benefícios | R$ 290.502.362,59 | R$ 31.322.807,18 |
| Gratificação de função | R$ 53.868.712,08 | R$ 5.100.201,48 |
| Comissão de conselheiro | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Hora extra | R$ 183.755.807,46 | R$ 5.089.675,11 |
| Verbas eventuais | R$ 837.841.845,33 | R$ 314.582.793,65 |
| Verbas judiciais | R$ 9.395.992,47 | R$ 12.888.297,29 |
| Licença-prêmio | R$ 58.629.746,56 | R$ 25.258.555,58 |
| Outros recebimentos | R$ 61.286.818,35 | R$ 26.553.463,26 |
| Pagamentos a maior | R$ 276.997.204,85 | R$ 98.642.789,88 |
| Bruto total | R$ 7.116.158.503,46 | R$ 2.573.190.057,96 |
| Resíduo não decomposto | R$ -275.334.223,63 | R$ -97.633.694,54 |
Os dez componentes de recebimento que o arquivo do publicador traz estão todos na tabela, e não uma seleção deles: o resíduo da última linha é o bruto declarado menos a soma exata dessas dez, de modo que a conta pode ser refeita na própria página. Os descontos — IRRF, previdência, teto redutor e os demais obrigatórios — ficam fora dela e não entram nesse resíduo.
A coluna dos médicos é a dos cargos médicos de carreira e não inclui os residentes, que o
arquivo nomeia à parte: assim lidos, os médicos respondem por 26,6 % do bruto da folha da
SES-DF em 2025, e 27,9 % se os residentes forem somados a eles
[remuneracao_ses_componentes]. Em hora extra e em gratificação de função a participação é
muito menor que qualquer das duas. Duas leituras merecem cuidado. A primeira: as verbas judiciais dos médicos superam as de todos os demais cargos
somados — R$ 12.888.297,29 contra R$ 9.395.992,47 —, e este documento publica o fato sem
explicá-lo, porque o arquivo do publicador não traz a causa. A segunda: o resíduo é negativo
nos dois lados. Ele é o bruto declarado menos a soma das colunas de recebimento, e um valor
negativo significa que os componentes somam acima do bruto que o próprio arquivo declara. Nada
disso é reconciliado à mão aqui: o resíduo é publicado como coluna justamente para que a
diferença seja visível em vez de desaparecer dentro de um total arredondado.
O pagamento efetivo do FCDF é lido dia a dia e publicado por favorecido, elemento e mês. Um
dia que o publicador recusa vira lacuna declarada, nunca um zero: o mês em que isso acontece é
marcado como piso, e a soma do ano é um mínimo, não um total [fcdf_pagamentos_mensal].
| Ano | Meses medidos | Meses com dias não lidos | Pago |
|---|---|---|---|
| 2023 | 12 | 1 | R$ 7.514.771.681,68 |
| 2024 | 12 | 0 | R$ 7.729.805.658,19 |
| 2025 | 12 | 0 | R$ 8.392.679.114,16 |
| 2026 | 9 | 1 | R$ 6.392.788.641,41 |
Os dois meses incompletos não são a mesma coisa, e a tabela não os distingue sozinha. Em
fevereiro de 2023 foram lidos 27 dos 28 dias, e o único que falta é uma recusa do
publicador — o arquivo do dia 2023-02-19 responde com erro e não foi lido —, de modo que 2023
é um piso e não um total. Em setembro de 2026 foram lidos 28 de 29 dias, e o que falta ali é
mês ainda em curso e não recusa: 2026 é um exercício aberto e a sua linha inteira é parcial,
não uma comparação possível com os anos fechados acima [fcdf_pagamentos_mensal].
| Favorecido do FCDF | Pago (2025) |
|---|---|
| BRB BANCO DE BRASILIA SA | R$ 5.218.613.641,68 |
| GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL - CONTA UNICA | R$ 1.130.997.747,44 |
| BANCO DO BRASIL SA | R$ 924.906.180,90 |
| INSTITUTO DE GESTAO ESTRATEGICA DE SAUDE DO DISTRITO FE | R$ 386.205.850,87 |
| BRASILIA SEGURANCA S/A | R$ 115.814.225,21 |
| INSTITUTO DO CANCER INFANTIL E PEDIATRIA ESPECIALIZADA | R$ 110.184.885,28 |
| FUNDACAO UNIVERSITARIA DE CARDIOLOGIA EM RECUPERACAO J | R$ 97.497.100,35 |
| HOSPITAL LAGO SUL S/A | R$ 47.891.430,74 |
| HOME - HOSPITAL ORTOPEDICO E MEDICINA ESPECIALIZADA LTD | R$ 36.346.036,37 |
| LIDERANCA LIMPEZA E CONSERVACAO LTDA | R$ 35.370.121,06 |
Os três primeiros nomes são bancos e a conta única do próprio GDF: são o caminho da folha, não um prestador de serviço de saúde. O primeiro pagamento que é de fato uma compra de assistência é o quarto — o IGES-DF, R$ 386.205.850,87 pagos pela União em 2025, ao lado do que o GDF lhe repassa no mesmo ano e nunca somado a ele nesta análise. O sexto é o ICIPE, que opera o HCB. Os nomes são publicados como o arquivo do publicador os traz, truncados inclusive.
Nenhuma pessoa física é nomeada. Todas são recolhidas a uma única linha agregada antes de
qualquer coisa ir para o disco, e o total pago a pessoas físicas pelo FCDF em todo o período é de
R$ 909,00 [fcdf_pagamentos_mensal]. Os pagamentos trazem 17 códigos de elemento
distintos, e dois deles não têm nome em lugar nenhum do arquivo orçamentário do mesmo
publicador — este documento os publica pelo código e não inventa um rótulo para eles.
Uma emenda parlamentar federal destinada à saúde do DF nem sempre é aplicada no DF. A tabela
abaixo publica o favorecido de cada emenda e a unidade da federação onde ela é aplicada, e a
coluna da UF é o achado, não um detalhe de formatação [emendas_federais_df_saude_favorecidos].
| Ano | UF de aplicação | Favorecidos | Valor |
|---|---|---|---|
| 2023 | DISTRITO FEDERAL | 27 | R$ 141.395.138,28 |
| 2023 | GOIÁS | 1 | R$ 4.137.187,00 |
| 2023 | Sem informação | 3 | R$ 10.186.840,00 |
| 2024 | DISTRITO FEDERAL | 30 | R$ 139.455.038,12 |
| 2024 | GOIÁS | 9 | R$ 10.800.000,00 |
| 2024 | Múltiplo | 17 | R$ 69.238.653,60 |
| 2024 | RIO GRANDE DO SUL | 3 | R$ 2.093.566,00 |
| 2024 | Sem informação | 2 | R$ 2.000.000,00 |
| 2025 | DISTRITO FEDERAL | 50 | R$ 272.105.718,37 |
| 2025 | GOIÁS | 30 | R$ 76.353.175,00 |
| 2025 | Múltiplo | 16 | R$ 54.666.372,00 |
| 2025 | Sem informação | 5 | R$ 3.608.860,65 |
| 2026 | DISTRITO FEDERAL | 2 | R$ 30.362.682,00 |
| 2026 | GOIÁS | 34 | R$ 54.268.761,00 |
| 2026 | Sem informação | 2 | R$ 11.000.000,00 |
São 231 linhas de favorecido no período. 109 delas aplicam no Distrito Federal, somando
R$ 583.318.576,77; 74 aplicam em Goiás, somando R$ 145.559.123,00
[emendas_federais_df_saude_favorecidos]. Em 2026 a relação se inverte: 34 linhas em Goiás
contra duas no DF. A leitura defensável disso é uma só — parte do dinheiro federal carimbado
para a saúde do DF financia a rede do entorno goiano, que atende população que se trata em
Brasília — e este documento a publica como medição, sem afirmar intenção de ninguém.
| Tipo de emenda | Convênios | Valor |
|---|---|---|
| Emenda Individual - Transferências com Finalidade Definida | 24 | R$ 44.497.909,00 |
| Emenda de Bancada | 1 | R$ 1.498.176,00 |
São 25 convênios distintos, R$ 45.996.085,00 no total, e 20 deles têm o IGES-DF como
convenente, somando R$ 32.022.414,00 [emendas_federais_df_saude_convenios]. Um mesmo convênio
aparece sob mais de uma emenda no arquivo do publicador; a contagem acima é de convênios
distintos, nunca de linhas, para que o mesmo valor não seja contado duas vezes.
Do lado do GDF, a mesma pergunta não tem resposta, e a causa foi medida em vez de suposta. Duas leituras que existem para o dinheiro federal não existem para o dinheiro distrital, e cada uma falha por um motivo diferente.
| Leitura recusada | Estado | Medido em |
|---|---|---|
| Elemento de despesa, unidade gestora 170101 (SECRETARIA DE ESTADO DE SAUDE DO DISTRITO FEDERAL) | lacuna | 2026-09-30 |
| Elemento de despesa, unidade gestora 170901 (FUNDO DE SAUDE DO DISTRITO FEDERAL) | lacuna | 2026-09-30 |
| Empenhos, unidades gestoras 170101, 170901 | lacuna | 2026-09-30 |
O elemento de despesa é recusado por custo, não por ausência de rota. O próprio código do
portal da transparência do GDF declara uma rota que serve elemento de despesa — mas só por ação
já conhecida, e chegar a cada ação exige enumerar antes todas as ações da unidade gestora, sem
filtro por função em nenhuma das duas etapas: 139 ações em 2025 só para a Secretaria de Saúde e
172 para o Fundo de Saúde, medidas em 2026-09-30. Cobrir 2023 a 2026 custaria centenas de
chamadas por unidade gestora e por ano sob o limite publicado de 10 por minuto e 250 por hora que
este projeto já mediu para esta mesma classe de leitura. O limite não é contornado, e a
leitura fica registrada como lacuna com o motivo inteiro na sua própria linha
[despesa_saude_gdf_elemento].
O empenho é outra coisa: não há rota. Todas as rotas de nota de empenho do portal exigem um
número de empenho já conhecido — extrato, subitem, notas de lançamento, ordem bancária — e a
única saída que produziria uma lista é uma geração de arquivo em PDF ou planilha, não uma
consulta. Não existe rota de enumeração de empenhos neste portal, a custo nenhum
[empenhos_saude_gdf]. A diferença entre as duas lacunas importa: a primeira é uma decisão deste
projeto diante de um custo; a segunda é uma ausência do publicador.
As duas linhas são uma medição datada e não um estado que se atualize sozinho. A coluna Medido em é a data em que o código do portal foi lido e as ações foram contadas, e as contagens de 139 e 172 ações são dessa data; nenhuma execução posterior deste projeto volta a medi-las. Se o publicador passar a servir a leitura por função, ou publicar uma rota de enumeração de empenhos, estas duas linhas continuarão dizendo lacuna até que alguém volte a medir — o que está registrado aqui é o que se viu naquele dia, não o que vale hoje.
Este bloco não existia neste documento até 2026-09-13. A Câmara Legislativa do DF publica sua própria API de proposições, e este projeto passou a lê-la — com autor, data, número e tramitação em cada linha, nunca inferidos.
| Tipo | Quantidade (2017–2026) |
|---|---|
| Indicação | 1.131 |
| Requerimento | 784 |
| Projeto de Lei | 668 |
| Moção | 443 |
| Projeto de Decreto Legislativo | 29 |
| Proposta de Emenda à Lei Orgânica | 4 |
| Proc | 4 |
| Projeto de Resolução | 3 |
| Projeto de Lei Complementar | 1 |
O total de 3.067 é conferido contra a contagem que o próprio portal da CLDF publica para a
mesma busca, ano a ano, e confere em todos os dez anos [cldf_proposicoes_reconciliacao]: zero
proposições descartadas, zero diferença entre o total buscado por este projeto e o
totalElements que o portal devolve para tema=24 naquele ano.
A classificação tema=24 é da própria plenária da CLDF, não deste projeto. Este documento não
decide o que conta como proposição de saúde; herda a classificação de quem a fez.
Em três dos dez anos medidos, a busca por tema=24 devolve zero proposições — medido, não
assumido de uma lacuna na paginação [cldf_proposicoes_ausencias]: 2017, 2018 e 2020. O portal
confirma totalElements=0 para cada um desses três anos.
Valores autorizados, empenhados e pagos por ano [emendas_saude]. De 2017 a 2020 o valor
empenhado é publicado como SQL NULL, não como zero — o próprio valor pago desses anos é maior
que zero, o que torna um “empenhado igual a zero” uma contradição lida como fato em vez de
publicada como lacuna. A partir de 2021 os três estágios estão publicados e coerentes entre si.
Esta seção dizia, por inteiro: “Dois registros de fiscalização externa foram tentados e
nenhum respondeu. | Pareceres prévios do TCDF sobre as contas do GDF | unreachable |
www2.tc.df.gov.br falha na camada TLS — a cadeia de certificado não fecha contra nenhuma das
duas autoridades certificadoras que este projeto tem registradas | Julgamento de contas pela
própria CLDF | unreachable | dadosabertos.cl.df.gov.br recusa a conexão |” Os dois
responderam em 2026-09-20, e a seção 8.5 publica o que eles servem.
O que destravou cada um, dito porque nenhum dos dois obstáculos foi contornado. A falha de TLS
do TCDF era real e tinha uma causa nomeável: o host serve um certificado da Let’s Encrypt sem
enviar o intermediário que ele próprio declara. O intermediário foi buscado no endereço que a
extensão AIA do certificado nomeia, e o dele em seguida, exatamente o reparo que um navegador
faz — a verificação continua ligada e nada é aceito na chegada. O julgamento de contas não veio
de dadosabertos.cl.df.gov.br, que segue recusando a conexão: veio da mesma API de proposições
que o Bloco 8 inteiro já lia, filtrando os Projetos de Decreto Legislativo pela ementa do próprio
publicador.
Um unreachable medido a cada execução é remedido, nunca herdado de uma leitura antiga — foi
o que aconteceu aqui: os hosts não mudaram de posição, a rota até eles é que passou a existir.
São dois atos de instituições diferentes e a tabela os mantém em colunas diferentes. O TCDF
emite um parecer prévio sobre as contas anuais do Governador; a CLDF as julga, por Decreto
Legislativo. Um não é o outro, e um exercício com parecer e sem decreto é precisamente o registro
que o Bloco 8 existe para medir [tcdf_contas_governo, cldf_contas_governo].
Só o índice, e isso é do registro de acesso, não de preguiça. Do TCDF este documento lê exercício, título e endereço de cada parecer — nunca o conteúdo de um parecer analisado. O exercício e o relator vêm do título do link, nunca da URL: as URLs deste publicador mentem sobre o ano.
A coluna Natureza separa dois atos que a ementa do publicador distingue. Um Projeto de
Decreto Legislativo que aprova as contas e um que apenas as encaminha à Casa são atos
diferentes; ler o segundo como o primeiro faria este documento afirmar que a CLDF julgou um
exercício que ela não julgou.
| Exercício | Parecer prévio do TCDF | Decreto da CLDF | Natureza |
|---|---|---|---|
| 2004 | publicado | PDL 154/2012 | Aprovação |
| 2005 | publicado | PDL 136/2012 | Aprovação |
| 2006 | publicado | PDL 135/2012 | Aprovação |
| 2007 | publicado | PDL 134/2012 | Aprovação |
| 2008 | publicado | PDL 226/2013 | Aprovação |
| 2009 | publicado | sem decreto | — |
| 2010 | publicado | PDL 235/2013 | Aprovação |
| 2011 | publicado | PDL 227/2013 | Aprovação |
| 2012 | publicado | PDL 236/2013 | Aprovação |
| 2013 | publicado | PDL 282/2014 | Aprovação |
| 2014 | ausente do índice | sem decreto | — |
| 2015 | publicado | PDL 415/2018 | Aprovação |
| 2016 | publicado | PDL 416/2018 | Aprovação |
| 2017 | publicado | PDL 417/2018 | Aprovação |
| 2018 | publicado | sem decreto | — |
| 2019 | publicado | sem decreto | — |
| 2020 | publicado | PDL 297/2022 | Aprovação |
| 2021 | publicado | PDL 263/2025 | Aprovação |
| 2022 | publicado | PDL 262/2025 | Aprovação |
| 2023 | publicado | sem decreto | — |
| 2024 | publicado | sem decreto | — |
Um exercício sem decreto é publicado como linha, nunca omitido. A omissão é o achado; uma tabela que só mostrasse os anos julgados esconderia exatamente aquilo que este bloco mede.
Toda tabela citada acima é publicada ao lado deste documento e sai do mesmo processamento que o gera, a cada execução.
A rastreabilidade é verificada a cada execução, e o denominador é deste documento, não da
verificação: 1.632 afirmações quantitativas,
1.632 conferem — 209 em prosa,
enumeradas uma a uma, e 1.423 células de tabela lidas deste próprio arquivo e reconstruídas do
banco. Eram 1.304 e 1.119 até 2026-09-30, quando as sete tabelas do dinheiro da saúde no
grão fino — o FCDF por elemento de despesa, o pagamento por favorecido e mês, a folha da SES-DF
por componente, as emendas federais favorecido a favorecido e os seus convênios, e as duas
leituras que o portal do GDF recusa — passaram a ser citadas por este documento, nas seções 7.5 a
7.9. Eram 1.279 e 1.094 até 2026-09-29, quando entraram as duas tabelas do financiamento da
saúde — o liquidado do Portal da Transparência ao lado do liquidado do RREO, com a diferença
calculada, e as divergências publicadas sem resolução — e os quatro estágios do orçamento que antes
eram lacuna. Eram 891 e 706 até 2026-09-20, quando entraram seis tabelas novas — cobertura da APS por
competência, registros médicos por unidade da federação, o menor vencimento da carreira médica
por vigência, a folha da SES-DF por ano, o parecer prévio do TCDF por exercício e a cobertura da
atenção básica de 2007 a 2020 — cada célula conferida contra o banco como qualquer outra. Estes quatro números são eles próprios conferidos: até 2026-08-28 estavam declarados
fora do denominador por serem circulares, o que não procede — a verificação calcula os totais e
este documento os declara, e comparar os dois é o mesmo ato que confere qualquer outra
afirmação. Eram os únicos números aqui mantidos à mão, e um número mantido à mão é um número que
sai do lugar: um índice interno publicou 281 muito depois de a auditoria medir 298. Uma linha
acrescentada a uma tabela publicada passa a ser conferida sem que ninguém a registre; uma linha
removida falha como linha faltante. Se qualquer uma deixar de seguir do banco, o processamento
para com erro, nomeia a afirmação e não regera o PDF.
A cobertura de fontes, medida e não descrita [eixos_cobertura]: 54 necessidades declaradas
(fora a pending — uma linha com host registrado e aquisição ainda de outra ordem de serviço: o
índice de concursos e nomeações da SES-DF. Esta mudou de motivo e não de estado em 2026-09-20: em
2026-09-13 ela foi declarada sem ser adquirida porque nenhum host do DODF existia
no registro de acesso, e desde 2026-09-19 dodf.df.gov.br está registrado, somente índice, por
ordem do próprio operador. O que falta agora é a aquisição, que é ordem de serviço própria — e
dizer que o host não existe quando ele já existe seria uma lacuna descrita com a razão errada),
46 adquiridas, 4 ausentes na origem, 4 bloqueadas por controle anti-automação, 0 inalcançáveis.
Nenhuma silenciosa. Eram 47 e 39 até 2026-09-29, quando a apuração daquele dia adquiriu sete
necessidades do dinheiro da saúde: o RREO (Anexo 2 pela API do Tesouro e Anexo 12 pelo PDF da
Secretaria de Economia), o orçamento do Fundo Constitucional na saúde, os pagamentos diários do
Fundo por favorecido, os pagamentos ao IGES-DF e ao HCB pelos dois pagadores, e as emendas
parlamentares federais e distritais de saúde linha a linha. O texto da LOA e do PPA segue lacuna.
Eram 46 e 38 até 2026-09-23, quando a apuração daquele dia adquiriu a
população residente estimada por faixa etária: a necessidade apontava para o agregado 6579 do IBGE
SIDRA, que não tem dimensão de idade nenhuma — medido contra a própria resposta de /metadados do
publicador, e nenhuma consulta a ele poderia jamais ter servido esta necessidade. O endereço real é
o agregado 7358, “População, por sexo e idade”, classificação 287 = Idade; o escopo do registro
de servicodados.ibge.gov.br foi ampliado para nomeá-lo antes da primeira consulta, junto do
agregado 9514 (Censo 2022), lido só para reconciliar banda a banda contra a projeção.
Eram 45 e 37 até 2026-09-21, quando a apuração daquele dia corrigiu duas
lacunas falsas sem adquirir nenhuma necessidade nova: o histórico de equipes CNES por competência
lia pending sem função nenhuma enquanto a apuração de 2026-09-13 já havia construído a série
inteira (equipes_aps_serie 39 linhas, ubs_serie 41, habitantes_por_equipe 20) — corrigida
para acquired, com a ressalva declarada na própria linha: essa árvore histórica serve a metade
ESF e nenhum ACS é derivado dela; o número de agentes comunitários do DF vem do e-Gestor
AB, que é necessidade separada e tem linha própria. equipes_aps_serie passa assim a responder
por duas necessidades declaradas — a de rede histórica e a de equipes da APS —, de modo que as
38 adquiridas contam duas necessidades distintas servidas pela mesma aquisição, e não duas
aquisições. E a necessidade de população por faixa etária apontava para o agregado 6579, que não
tem idade como classificação — re-endereçada para o 7358, permanecendo pending. Eram 45 e 30 até 2026-09-20, que não acrescentou necessidade nenhuma e
mudou o estado de sete, todas para acquired: deixaram de ser absent a cobertura da APS
(e-Gestor AB) e a demografia médica do CFM; deixaram de ser bloqueadas o vencimento básico da
carreira médica SES-DF, as duas leis que mudaram a carreira (LC 840/2011 e Lei 6.137/2018, no
SINJ-DF) e o painel de folha de pagamento por carreira; e deixaram de ser inalcançáveis o
parecer prévio do TCDF e o julgamento das contas do DF pela CLDF. Nenhum controle foi vencido:
em 2026-09-19 o operador indicou, uma a uma, rotas que este projeto não tinha — um segundo
publicador da tabela de vencimentos (SEEC-DF), o host www2.tc.df.gov.br com o intermediário TLS
que faltava, a API de relatórios da APS, o PDF da AMB e os zips anuais da folha —, e cada host
entrou no registro de acesso antes da primeira requisição. A linha da APS mudou de rótulo, e o
rótulo caiu de propósito: era “por RA” e passou a ser só “Cobertura da APS, equipes ESF e ACS
(e-Gestor AB)”, porque a interface que responde publica por competência e por município, nunca por
Região Administrativa — prometer o recorte que não se obtém seria a lacuna descrita com a razão
errada. O total declarado segue 45: o que mudou foi de que lado da conta cada necessidade está. Eram 44 e 29 até 2026-09-18, que acrescentou a tabela de códigos do
MARCA_UTI (issue #77) — extraída de ftp.datasus.gov.br/.../SIHSUS/.../Auxiliar/TAB_SIH.zip,
nunca digitada — como necessidade própria e adquirida de imediato, o insumo que corrige a
afirmação, até então falsa, de que o SIH não marca uso nem duração de UTI (§3.5). Eram 41 e 26
até 2026-09-17, que deu linha própria a três necessidades do
Eixo 1 que o acquire.py já adquiria sem nenhuma linha de cobertura — leitos de internação por
especialidade, leitos complementares e equipamentos (TABNET CNES) —, para que uma indisponibilidade do
TABNET apareça aqui como lacuna nomeada e nunca como acquired sobre tabela vazia. Eram 38 e 23 até 2026-09-15 (Bloco 3, rota R2.1), que acrescentou três
necessidades do Eixo 1, todas adquiridas de imediato: a série histórica de leitos SUS por estabelecimento
e categoria (CNES, LT), a capacidade de hemodiálise (CNES, SR/EQ, serviço 004 até 2008-02, 130 desde então) e a população
estimada do DF por ano (IBGE SIDRA 6579) para o novo indicador leitos/1.000 habitantes. Eram 19
e 7 até 2026-09-03, que acrescentou duas necessidades ao Eixo 1 —
a série do SIH nas duas leituras e o cruzamento do Quadro 38 — e adquiriu as duas. Eram 21 e 9 até
2026-09-04, quando se declarou e adquiriu o índice de contrato de gestão do próprio IGES-DF, o
análogo que faltava a hcb_contratos do outro lado do Eixo 2. Eram 22 e 10 até 2026-09-04, que
declarou e adquiriu a proporção sem plano de saúde por faixa etária (Quadro 37, ANS) — o termo que
faltava para computar a Equação 1 do Caderno 2017 sem parâmetro transcrito à mão. Eram 23 e 11 até
2026-09-10, quando quatro necessidades do Bloco 1 passaram de pending/novo para acquired — óbitos
(SIM), nascidos vivos (SINASC), cobertura vacinal (SI-PNI, uma linha nova) e esperança de vida ao
nascer (IBGE SIDRA) — e acrescentou a própria linha de cobertura vacinal, que a declaração de
2026-09-09 não trazia. Eram 27 e 15, com 0 inalcançáveis, até 2026-09-13, que moveu o registro da CLDF de
pending para acquired (cldf_proposicoes_saude, selecionado pela própria classificação de tema
do portal, tema=24 — nenhum filtro deste projeto) e o do TCDF de pending para unreachable
(cadeia TLS incompleta em www2.tc.df.gov.br, medida 2026-09-13) — e separou do TCDF, para sua
própria linha, a necessidade do julgamento de contas pela CLDF, também unreachable
(dadosabertos.cl.df.gov.br recusa a conexão). É a primeira vez que este projeto mede um
unreachable de verdade — até aqui a palavra existia no vocabulário e nunca uma linha a
carregava. Eram 30 e 16 até 2026-09-13, apurado ao lado do registro da CLDF e integrado
junto com ele: resolveu duas das linhas pending do Bloco 7 — o índice do
Plano de Governo via TSE DivulgaCand, medido bloqueado por WAF Akamai, e o índice do RAG via
DigiSUS Gestor, adquirido pela API JSON privada da própria SPA — e declarou, já adquiridas, duas
necessidades novas do mesmo bloco: a cadeia orçamentária aprovado/autorizado/empenhado/liquidado/
pago da função saúde e as metas do PDS 2024-2027. Os números do primeiro parágrafo são a leitura
da execução integrada, não a soma de duas leituras de ramos que nunca rodaram juntos.
momentos_de_virada (medido em 2026-09-14) não é uma necessidade de cobertura e não move os números acima —
é o cruzamento entre o Bloco 1 (quando um indicador virou) e o Bloco 8 (o que a CLDF registrou),
sem contatar nenhuma fonte nova. 39 linhas medidas em 2026-09-14, uma por (indicador, ano de
giro), sobre os seis indicadores do Bloco 1. Duas regras de giro, declaradas uma vez e aplicadas
identicamente a todo indicador e todo ano — nunca ajustadas depois de olhar onde uma proposição
cai: mudança de sinal sustentada por pelo menos dois anos, e variação acima do desvio-padrão da
própria série (statistics.pstdev) — um limiar que é a própria série quem fixa, nunca um número
escolhido por indicador. A janela de busca por proposições não é uniforme (decisão do operador,
2026-09-14): requerimento de informação e convocação tomam o ano do giro mais 1 ano seguinte;
PL/PDL e CPI tomam o ano do giro mais 2 anos seguintes, porque uma CPI leva mais tempo para se
instalar que um requerimento — uma janela mais larga não torna a presença ou a ausência de um
instrumento numa afirmação mais forte, apenas altera o que conta como “dentro do prazo”. Das
39 linhas, 15 são medidas e 24 são lacunas declaradas (giros datados antes de 2017, início
medido da cobertura de cldf_proposicoes_saude — a janela não é buscada para eles, por
razão declarada, nunca deixada parecer um zero). instrumento_convocacao e instrumento_cpi
são 0 nas 39 linhas — não porque a CLDF nunca convocou um secretário ou nunca abriu uma CPI
sobre saúde, mas porque nenhuma das seis colunas de cldf_proposicoes_saude (autor, data, número,
tipo, tramitação, url) distingue esses dois instrumentos de um requerimento de informação comum, e
uma CPI é uma comissão, não uma proposição, sem tipo próprio nesse registro. Um zero nessas duas
colunas é a muralha medida, não a ausência que ele pareceria ser lida sozinho — e é exatamente por
isso que esta frase existe. proposicoes_ids cita apenas proposições cujo tipo mapeia para um
dos quatro instrumentos declarados e cuja data cai na janela própria daquele instrumento — nunca
qualquer proposição apenas por estar no intervalo de anos: o corte tema=24 também carrega tipos que
esta tabela nunca mapeia (Indicação, Moção, Proc, Projeto de Resolução, Proposta de Emenda à Lei
Orgânica), e listá-los ao lado de um instrumento_convocacao/instrumento_cpi estruturalmente 0
seria exatamente a aparência de engajamento legislativo que esta tabela existe para não fabricar
(achado na revisão independente de 2026-09-14, corrigido antes de publicar). O desvio-padrão da RULE B é
calculado uma vez sobre toda a série de níveis do indicador (statistics.pstdev), não sobre uma
janela móvel nem apenas sobre os anos anteriores ao giro — o mesmo limiar, fixado pela série inteira,
é comparado contra cada variação ano a ano dela.
E são 19 adquiridas, não as 20 que a integração leu na primeira vez — a diferença é um defeito
achado antes de virar número publicado. Uma mesma função de aquisição pode servir mais de uma
necessidade: promessas serve as duas linhas novas do Bloco 7, e acquire.py registra o resultado
sob o nome da função, não sob o da necessidade. A metade DigiSUS voltou, a metade TSE não —
e a palavra única acquired promovia, na tabela publicada, a linha declarada blocked, aquela em
que o WAF Akamai responde 403 e toda linha emitida é lacuna. A revisão independente da integração
achou isso antes de publicar. A regra agora é explícita no código: uma função compartilhada pode
rebaixar uma linha e nunca promovê-la — a mesma postura que a tabela já tinha diante de uma
sondagem, e pelo mesmo motivo, porque uma cobertura que exagera o alcance é exatamente a falha que
esta tabela existe para impedir. A linha do TSE lê blocked e diz, no seu próprio motivo, por que
manteve o estado declarado.
Eram 34 e 19 até 2026-09-13, que acrescentou duas necessidades novas do Bloco 2 já adquiridas —
equipes ESF (equipes_aps_serie) e UBS (ubs_serie), ambas séries históricas por competência lidas
da árvore CNES (ftp.datasus.gov.br), sem corte por Região Administrativa porque os arquivos
históricos só carregam COD_CEP como sinal de endereço, o mesmo problema estrutural que a apuração de 2026-09-06
já mediu para o CNES em massa — e moveu a necessidade do ICSAP de absent para acquired: a função
icsap_serie agora existe e roda a cada execução, mas acquired aqui não significa que a lista de
CID-10 da Portaria SAS/MS 221/2008 foi obtida — nem www.gov.br nem bvsms.saude.gov.br (por um
Chromium real, em 2026-09-11) responderam quando esta tabela foi escrita, então toda linha que ela produz
é uma lacuna nomeada, nunca uma lista transcrita à mão. A necessidade da cobertura por e-Gestor
(aps_cobertura_egestor) permanece absent: o host da API que a própria emenda deste trabalho
concedeu (apiegestoraps.saude.gov.br) mediu-se completamente inalcançável, por urllib puro e por um
Chromium real, em todo caminho testado — o stop que a AMENDMENT já havia autorizado de antemão, não
uma lacuna adivinhada.
E eram 36 e 22 até 2026-09-13, que declarou duas necessidades novas do Bloco 5 — os cargos vagos
das carreiras de saúde (cargos_vagos, adquirida) e o índice de concursos e nomeações da SES-DF
(concursos_nomeacoes, pending: nenhum host do DODF existe no registro de acesso e nenhum foi
concedido para obter um) — e moveu o painel de folha de pagamento por carreira de pending para
blocked, sobre uma medição e não uma estimativa: o painel serve 262.422 linhas para UMA
competência com todo parâmetro de filtro silenciosamente ignorado, sob um limite publicado de
10/minuto e 250/hora. As bloqueadas vão de 6 para 7 por essa linha. A série de pagamento não é
publicada, e a decisão de não publicá-la é do operador, de 2026-09-13.
A apuração de 2026-09-16 não move nenhum número desta seção, e mesmo assim precisa ser dito: em 2026-09-15 o
IBGE ligou um controle anti-automação sobre uma das suas duas interfaces públicas.
apisidra.ibge.gov.br — a interface de onde saem o IPCA que deflaciona toda série nominal deste
documento e a esperança de vida ao nascer do Bloco 1 — passou a responder HTTP 403 com a
interstitial “Just a moment…” da Cloudflare, tendo servido normalmente às 04:53Z do mesmo dia.
Não é uma postura permanente do publicador: é um controle que foi ligado. A resposta deste
projeto não foi contorná-lo. Nenhuma requisição é moldada para passar por ele — sem repetição de
token, sem disfarce de navegador, sem escada de repetições feita para cansá-lo, e sem navegador
real (mediu-se em 2026-09-11 que um Chromium não muda esta classe de resposta). O que este projeto fez
foi perguntar ao mesmo publicador pela outra porta: servicodados.ibge.gov.br, a API de
agregados que o próprio IBGE documenta, e que serve os mesmos três agregados (1737 IPCA, 6579
população, 7362 esperança de vida). Os valores conferem linha a linha com o que já estava
publicado — 552 meses de IPCA de 1980-01 a 2025-12, e a esperança de vida de 2000 em 72,25 anos,
idêntica. A linha do registro de acesso para o novo host foi escrita antes da primeira
requisição a ele, como manda a regra de ordenação deste projeto, e limitada a esses três agregados.
As duas interfaces são medidas a cada execução, e a degradação não sobrevive ao controle
[fontes_desafiadas]. A que responder primeiro é a publicada; no dia em que as duas responderem
com um controle, a tabela sai vazia com a lacuna nomeada — host, código HTTP, como o controle
se identifica e a data em que esta execução o mediu — em vez de sair com um número velho
vestido de recente. E há uma trava a mais, encontrada antes de ela custar um
número errado: uma série de IPCA vazia multiplicaria por 1,0 e publicaria o nominal com o nome
do real. O deflator agora recusa uma série vazia ou com buraco, em vez de devolver 1,0.
Estas duas contagens já estiveram erradas neste documento, por um dia, e a correção fica dita
aqui em vez de apagada. A integração das duas apurações de 2026-09-13 re-derivou ausentes e bloqueadas da
declaração ESTÁTICA em eixos.COBERTURA e publicou 7 e 6. A tabela não é a declaração: a
necessidade do vencimento da SES-DF é declarada absent no código e a sondagem de 2026-09-03 a
rebaixa para blocked a cada execução, sobre a recusa medida do próprio host. A leitura publicada
é 6 e 7 — a que as duas apurações já tinham escrito, cada uma do seu lado, antes de serem
integradas. A conferência pegou a divergência e não regerou o PDF, que é exatamente o que ela
existe para fazer.
E até 2026-09-03 a palavra absent era herdada, não medida [cobertura_sondas]. Cada uma
dessas linhas era uma afirmação sobre o que um publicador publica, escrita uma vez, num dia, por
uma leitura — e repetida por toda execução seguinte sem ser reconferida. O que a execução conferia
era alcance_hosts, que mede hosts, não necessidades; e quase todas essas necessidades estavam
em hosts que respondem normalmente, de modo que o único instrumento que rodava a cada execução media
justamente aquilo que nunca esteve em dúvida. Agora cada absent é contado: o índice do próprio
publicador é enumerado a cada execução e a tabela cobertura_sondas guarda o que ele listou e
quanto.
A contagem confirmou a ausência em todos os casos, e isso é o resultado — não uma decepção.
Dois achados, porém, mudaram o que está publicado. O primeiro: a série de vencimentos da carreira
médica da SES-DF deixou de ser absent e passou a ser blocked, o que move os números do
parágrafo acima (eram 8 e 4). Ela falha porque a sua fonte — o SINJ-DF — está bloqueada, e a linha
imediatamente abaixo dela nesta mesma tabela, mesmo host e mesmo motivo, sempre foi blocked: duas
palavras diferentes para o mesmo fato, a um espaço de distância, porque cada uma foi escrita uma vez
e nenhuma foi relida. O total de 21 não muda, o que é o que faz disso uma reclassificação e não
uma perda. O segundo: a linha do ICSAP diz absent sobre um publicador que publica os insumos —
as dimensões de CID-10 estão no formulário do TABNET, e o que falta é a derivação, que este
projeto não fez. Isso não é ausência do publicador, e o vocabulário de quatro palavras não tem termo
para “derivável e não derivado”. Fica registrado como achado, não corrigido por analogia.
Duas fontes tinham interface legível por máquina que este projeto nunca havia consultado, e as
duas foram consultadas antes de a ausência ser reafirmada: www.escs.edu.br serve uma API REST
aberta do WordPress, e portal.cfm.org.br serve um índice de sitemap em várias partes que o próprio
robots.txt anuncia. É a mesma forma de interface encontrada no IGES-DF, em 2026-08-28, depois de
esta tabela ter registrado absent por ninguém ter procurado. Aqui procurou-se: nenhuma das duas
lista série alguma do que estas necessidades pedem, e agora isso é uma contagem refeita a cada
execução em vez de uma leitura de um dia.
Os documentos anteriores deste projeto estão superados por este, e foram mantidos. Os cinco
PDFs em docs/ são a análise deste projeto como ela estava antes de conseguir se sustentar:
a auditoria de 2026-08-22 mediu que 3 de 58 afirmações quantitativas deles eram rastreáveis a um
artefato de dados/ — 5,2 %. Eles não foram editados nem apagados; cada um recebeu um ponteiro
para este documento. São a evidência da lacuna que este dossiê fecha.
Fim do dossiê. Primeira versão em 2026-08-27, reorganizado em 2026-09-17. Fonte de verdade: este arquivo.